<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954</id><updated>2012-02-02T21:45:31.388-03:00</updated><title type='text'>biu vicente</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>441</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-1515723387123964646</id><published>2010-01-14T07:10:00.003-03:00</published><updated>2010-01-25T22:44:11.084-03:00</updated><title type='text'>novo endereço</title><content type='html'>Caro Amigo que vem acompanhando minhas reflexões neste espaço, algumas vezes com sugestões e debates que nos aproximam, outras vezes apenas com a leitura, estou informando que tais reflexões estão sendo postas em enovo endereço  http://www.biuvicente.com , mais precisamente em www.biuvicente.com/blog &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua companhia tem dada a este blog uma média de 160 vsitantespor semana. Comecei a fazer este contagem a partir de 30 de abril de 2009 em desde então, recebemos 13800 visitas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuarei a fazer ao menos uma postagem semanal no site. Lembro que você pode acompanhar o nosso programa QUE HISTÓRIA É ESSA, toda quarta feira, às 9 horas da manhã, na Rádio Universitária AM, da UFPE. O endereço é www.tvu.ufpe.br/am.htm &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos veremos no novo endereço e continuaremos a manter contato&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado por sua atenção e acompanhamento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;seu de sempre&lt;br /&gt;Biu Vicente&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-1515723387123964646?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/1515723387123964646/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=1515723387123964646&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/1515723387123964646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/1515723387123964646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2010/01/novo-endereco.html' title='novo endereço'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-1487308535435077928</id><published>2010-01-02T07:18:00.000-03:00</published><updated>2010-01-02T07:19:09.807-03:00</updated><title type='text'>Sobre porcos e sabedoria rural</title><content type='html'>Uma das mais interessantes fábulas criadas no século XX foi a Revolução dos Bichos, ou a Fazenda dos Animais,  na qual o autor faz uma crítica à revolução de 1917, ocorrida na Rússia, especialmente em suas conseqüências quanto ao uso do poder e dos grupos que  o tomaram para si. Chama atenção ao fato de que foram os porcos que passaram a governar a fazenda em nome de todos os bichos que a habitavam. Enquanto governavam, os porcos, seus parentes e amigos,  ganhavam gordura e agiam com a arrogância que sempre foi própria dos antigos governantes. Antes, magros e com olhares quase sempre de insatisfação e permanente irritação com tudo que não fosse ligado aos seus interesses imediatos, os porcos se tornaram bem alegres, sempre presentes em banquetes e prontos a darem soluções aos problemas que afetavam ao resto da fazenda, enquanto aumentavam as suas cotas de gordura e satisfação para consigo mesmos. A Fazenda dos Animais, ou seja, a fábula de Orson Wells chegava o final com a fazenda sendo bem administrada a partir do interesse dos porcos sempre alegres e felizes, os ratos alegres com as sobras dos banquetes, os cachorros sempre com rabos balançando com a chegada dos poderosos e prontos para defendê-los, enquanto os burros, os cavalos,os bois continuavam a trabalhar e a pastar. Fez por outra a ração de aveia dava uma pequena melhorada, o que permitia que as críticas arrefecessem um pouco, diminuindo o trabalho dos cachorros na manutenção da nova ordem que necessitava uma nova história que justificasse aquilo que os porcos definiam como sendo a verdade social e comum a todos: a sua verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Sobre porcos, havia uma ditado popular que se referia à necessidade de entabular conversa com os seus iguais, era um tempo em que fazendeiros tinham muitos empregados e preferiam entabular conversa entre si e, deixar claro para os demais que eles, os proprietários, preferem conversar entre si. Assim diziam: “não quero conversar com os porcos, mas com  os donos dos porcos”. A frase era dita para lembrar aos não proprietários a sua insignificância social. Os estudos sobre sociedade demonstram que processos de assimilação de novos valores sociais tomam tempo. Creio que é mais ou menos isso que nos ensina Norbert Elias em sua análise do processo civilizacional europeu entre o Renascimento e a Grande Guerra do início do século XX, a que gerou oportunidade para o sucesso de alguma revolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Talvez isso explique a mais recente hilária e lamentável exposição da sabedoria popular pelo presidente da República ao chamar prefeitos de donos de porcos e o povo de porco. Esses códigos do mundo rural, quando dito por quem cresceu no universo urbano e de maquinárias, levam ao desrespeito e a demonstração de distância daquilo que se quer mostrar intimidade.  Mas uma coisa é certa, o presidente não pensava na fábula de Orson Well, que ele poderia ter lido na tradução de seu amigo, o poeta da classe média, Chico Buarque de Hollanda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-1487308535435077928?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/1487308535435077928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=1487308535435077928&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/1487308535435077928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/1487308535435077928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2010/01/sobre-porcos-e-sabedoria-rural.html' title='Sobre porcos e sabedoria rural'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-499931223636794645</id><published>2009-12-28T10:44:00.000-03:00</published><updated>2009-12-28T10:45:13.372-03:00</updated><title type='text'>Natal e Cavalo Marinho</title><content type='html'>Este foi um final de semana sem visitar um centro de compras, mas com duas visitas à Casa da Rabeca. Lugar sonhado e criado por Manuel Salustiano, tem sido movimentado agora por seus filhos. No momento em que escrevo, Pedrinho Salustiano está fazendo aula de Cavalo Marinho, em um projeto financiado pelo governo do estado, através da Fundarpe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sonho da Rabeca, a Casa da Rabeca é uma criação de um ex-cortador de cana, mas que, tangido pela expansão do canavial que está tornando a Zona da Mata um imenso canavial, pondo fim a sítios, cultivo de mandioca, criação de galinha, fruteiras, etc, soube articular-se na cidade. Poucos migrantes da cana foram tão bem sucedidos quanto ele. Para aqui vencer, ele negociou, resistiu e trabalhou com a criatividade que aquela região exige dos mais pobres. Os mais ricos da região quando migram não precisam da criatividade, eles estão ligados a outras redes, a redes bancárias e políticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo aprendido as tradições, as danças, os brinquedos da região, como fazem os caboclos, ouvindo, testando e enfrentando situações difíceis, Salu pode oferecer ao Recife e à Olinda os ritmos e danças da Mata Norte. Semelhantemente a Luiz Gonzaga encontrou nortistas e “nordestinados” nas feiras do Rio de Janeiro e São Paulo que apreciaram suas canções, e alimentaram esperanças e saudades com os ritmos nordestinos que se tornaram brasileiros, Salu encontrou no final dos aos setenta um auditório natural com os muitos migrantes que desceram da Zona da Mata, desde os anos quarenta e se encantaram ao ver mais uma vez o Cacvalo Marinho, o Caboclo de Lança. Os morros da zona norte do Recife e a Olinda para além dos limites do Sítio Histórico foram lugares de reconhecimento e fornecimento de caboclos. Da feira foi para as escolas, passando pelo jardim de algum político e a simpatia de um secretário de cultura. Salustiano não foi o primeiro a criar um maracatu rural no Recife, mas com o Piaba de Ouro, ele trouxe a experiência mais administrativa para empolgar o carnaval do Recife, em uma época que a classe média já nem sabia que pastoril existia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste final de semana natalino, fui, na Casa da Rabeca, rever meus amigos, minha tradição pernambucana. A verdadeira tradição cultural republicana de Pernambuco, a tradição criada pelos homens e pelas mulheres dos sítios da Zona da Mata Norte de Pernambuco. Lá encontrei Mestre Zé Duda, Mestre Biu Alexandre, Mestre Biu Roque, Mestre Mariano Teles, Mestre Araújo (Pedra de Fogo), Maciel Salu, Dinda, Manezinho Salustiano,  e muitos jovens mestres dançando e se revezando com os mais velhos nos cantos das toadas, na marcação do ritmo, na sonoridade da rabeca. E ainda havia muitos olhos puxados, desse Brasil que vem sendo criado em São Paulo, gente que veio para aprender como se dança o Cavalo Marinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um feliz natal regado a muito marguio, Valentões, brincadeiras de Mateus e Batiãos. Manés chorões, Véias do bambu e arcos de São Gonçalo do Amarante abençoando a “nossa nação brasileira”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No próximo final de ano, no próximo natal, todo mundo para o 16º Encontro Nacional de Cavalo Marinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-499931223636794645?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/499931223636794645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=499931223636794645&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/499931223636794645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/499931223636794645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/12/natal-e-cavalo-marinho.html' title='Natal e Cavalo Marinho'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-5056288080917493723</id><published>2009-12-21T13:16:00.002-03:00</published><updated>2009-12-21T18:04:11.960-03:00</updated><title type='text'>Feliz Natal</title><content type='html'>Esta é a semana que vem com um natal, uma festa de aniversário, o aniversário que foi escolhido como marcador do início de um era. O tempo do cristianismo que se consolidou na construção da Europa medieval e quis, ao longo dos últimos setecentos anos, impor-se aos povos dos demais continentes. Esse domínio não veio a ser total, não há como negar que a península européia conseguiu levar aos povos  dos outros continentes alguns conceitos que ela criou; coisas como Direitos Humanos, Democracia, Fraternidade, e outros valores que parecem ter sido possível a partir da concepção de uma divindade que se quis humana. Homens foram chamados a serem deuses e o serão à medida que reconheçam a divindade dos outros, como os Reis Magos que reconheceram a realeza de um recém-nascido em uma estribaria. A questão é que esse processo na história tem sido doloroso e não é contínuo, mas segue nos contraditórios das esquinas do tempo e dos lugares – fiscos e sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, às vezes, dá um desânimo por conta dos desencantos, pois nem todos os reis reconheceram a criança. Foi assim com Herodes. Aliás, os reis só conseguem ver a criança como problema, como algo que deve ser afastado, ainda que a custo de muitas outras crianças. Herodes julgava que teria o trono permanentemente, e nada cedeu, nada quis compreender além dos projetos pessoais que carregava. Assim os novos herodes. Essa gente se julga eterna, e, pensam que todos devem fazer seguir as suas normas. O lixo da história é feito de gente como Herodes, gente que acha não ter existido nada antes dele e que nada virá após. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os grandes reis foram mais silenciosos, quedaram-se diante do mistério de uma criança, uma criança que depois, quando adulta disse que grande é quem serve. Mas essa lição a Europa e seus descendentes não entenderam. As lições daquele Menino e de seus parentes, ou lições de Krishna não podem ser impostas, e perdem sentido quando são ditas em forma de falsete, para sedução de platéias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A semana do Natal, a festa do nascimento do menino cuja vida e morte deram ensejo à divisão do tempo de um e de muitos povos, vem carregada do fracasso da Cop15, pois muitos que cantarão em lembrança daquele nascimento, não conseguiram ultrapassar os salões do palácio de Herodes. Ficaram com ele após despediram os reis que continuam a procurar o menino, rei da simplicidade, da amizade, da esperança. Os Reis Magos, contudo, saíram do palácio de Herodes e, podem ser vistos em alguns lugares, ao som música e dividindo presentes entre os pobres, ainda hoje. Eles sabem que nos palácios não encontrarão o Rei e o reinado que lhe foi anunciado.&lt;br /&gt;Feliz Natal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-5056288080917493723?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/5056288080917493723/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=5056288080917493723&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/5056288080917493723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/5056288080917493723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/12/feliz-natal.html' title='Feliz Natal'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-1505136861106299440</id><published>2009-12-12T22:19:00.002-03:00</published><updated>2009-12-12T22:28:19.243-03:00</updated><title type='text'>Que coisa!</title><content type='html'>Primeira semana de dezembro chegando ao seu termo e, como costumam dizer os artistas antes da apresentação de um espetáculo teatral: merda para todos! Assim, nesta semana, após sete anos de governo, o nosso presidente quer saber se o povo está no meio da “obra” deixada pelo governo que saiu faz sete anos. Nesse período poucos foram os canos postos para acabar com os esgotos a céu aberto nas cidades grandes. Por isso é que se sente odores negativos tão fortes, cheiro de titica. Evidentemente o presidente sempre soube que o povo mais pobre não tem saneamento básico em suas casas e nos bairros periféricos, hoje chamados por alguns de “aglomerado urbano irregular”, mas que costumava ser chamado de favela e, mais recentemente de comunidade. Mas tudo é a mesma coisa, e coisa é o que se diz para não dizer o que normalmente sai pelo orifício inferior, mas que, nosso presidente prefere que saía pelo orifício superior, pois isso aumenta a insatisfação dos seus opositores que assistem a popularidade presidencial crescer a cada vez que ele esquece que, como presidente é o responsável pelas coisas boas e pelas coisas menos boas que ocorreram nos últimos sete anos. Se ele ainda não sabe se o povo ainda se encontra na situação em que ele estava nos anos cinqüenta, é que ele tem uma m**** de assessoria que lhe informa pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, por falar em assessor especial, parece que o Frei Beto, que sempre esteve ao lado de Lula enquanto sindicalista e nos momentos iniciais e  nos mais tensos de sua carreira, não teve espaço no filme do Filho do Brasil. Isso é uma caca. Afinal Beto não teve nada a ver com o mensalão do Valério nem com o caixa dois, assim ele não é mais da casa. Ruim para Beto, pois agora o nosso presidente é uma personalidade internacional e está definindo o destino do mundo. Só não está conseguindo acabar com excrementos a céu aberto. Mas, creio, que breve, breve, virá o PAC da M****, que era assim que se escrevia nos jornais, nos tempos da ditadura militar, a m**** dita e a m**** feita pelos governantes e pelos governados. Era no tempo em que não se podia dizer m**** em tão alto e bom som.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, depois da “bosta na Geni” de Chico Buarque, dos “pentelhos” dominicais do Faustão,  a Merda presidencial é palavrão, sinal franqueza ou pobreza vocabular?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-1505136861106299440?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/1505136861106299440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=1505136861106299440&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/1505136861106299440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/1505136861106299440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/12/que-coisa.html' title='Que coisa!'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-6213632139830587756</id><published>2009-12-05T09:32:00.001-03:00</published><updated>2009-12-05T09:32:54.561-03:00</updated><title type='text'>Estética dos poderosos</title><content type='html'>Em dos espaços do Engenho Poço Comprido, na tarde do 03 dezembro, mais um vez fiquei alumbrado vendo e sentindo a força e magia da cultura criativa do povo dos engenhos, dos antigos moradores dos engenhos da região de Nazaré da Mata. Fiquei deslumbrado, ou seja, sem a minha luz, ofuscado pela poesia do Mestre Deca Eulálio, o mestre do Bloco Andaluza. Andaluza de Abreu. Fui aos poucos compreendendo que Abreu era um engenho de fogo morto e que foi engolido pelas canas e ganâncias de uma das usinas. Por isso seus moradores foram tangidos para a periferia urbana, fazendo crescer a população urbana enquanto a cidade crescia e estagnava. Crescia em população e estagnava em produção de riqueza acessível aos trabalhadores. A riqueza era produzida, mas o processo de concentração não permitia a sua disseminação. Contudo, no Engenho Abreu havia a família Eulálio, da qual o Mestre Deca é representante, e essa família tinha um bloco que saía no carnaval. Isso desde 1963. O ritmo rápido da marcha era parado pelo apito do mestre que improvisava os versos em louvação da casa do morador, do senhor do engenho, do administrador, de todos, mas sempre afirmando que não há bloco melhor do que o Andaluza de Abreu. Foi assim que ele, Deca Eulálio, fez ao tomar o microfone e dizer que queria saber se tinha alguém que soubesse dançar com o seu bloco e, ao som do violão de Valdir Afonjá, o bombo de Zé Mário, a rabeca de Ederlan Fábio e o pandeiro de Luiz Caboclo, deitou a improvisar versos, contando a sua história e se alegrando por ter encontrado o Mestre Zé Duda, cujo sogro também tinha um bloco e conhecia o Andaluza desde o tempo em Biu Eulálio, também saia com o Andaluza.&lt;br /&gt;O aparecimento de Deca Eulálio aconteceu durante o seminário que tinha como tema Interações Estéticas, a possibilidade de troca de experiências de expressões do belo. E o belo vinha sendo expressado nas palavras, depois nos sons e na dança coletiva que veio a ser criada com toadas de Cavalo Marinho e dançadas com os movimentos de caboclinhos, cocos, caboclos, cirandas e frevos.&lt;br /&gt;Entre os muitos temas abordados pelos seminaristas foi a imposição, pelos que comandam o carnaval de Pernambuco, de uma estética aos grupos que desejam se apresentar no desfile da Avenida Dantas Barreto. Pelo que ouvi, está ocorrendo algo semelhante ao período fascista dos anos trinta, quando Mário Melo, na Comissão Organizadora do Carnaval, impôs cabeças coroadas aos caboclos de lança, para que a estética criada pelos cortadores de cana e moradores dos sítios  ficasse mais parecida com os quadros mentais das salas dos sobrados, habitados pelos que sobraram das casas grandes. Atualmente, parece que um novo grupo, ou filhos do grupo de trinta, um grupo que parece formar um bloco com saudade dos carnavais do Estado Novo, está impondo antigos padrões estéticos como se novos fossem. Julgando que são cortesões da corte dos Luizes, (alguns passam férias nas praias do Rio Sena. Houve um tempo em que confundiram Recife com Amsterdan, depois com Veneza e agora, bem agora é o ano da França) querem que os bandeiristas dos maracatus vistam-se como criados de libré, ostentando uma peruca que os diferencie dos demais servos. Ah! Quando será que esses estetas da servidão irão desaparecer, ou ao menos desistir de ficar clamando que o povo brasileiro é para os servir!  Talvez seja por isso que eles se apegam tanto aos anos dos Avis e Bragança. E eles ficam distribuindo prêmios de até R$ 12.000.00, aos maracatus e caboclinhos enquanto pagam (?) além de R$30.000.00 aos estetas dos ditos forrós estilizados nas diversas cores de calcinhas misturadas com outras cocadas, produzidas em oficinas eletrônicas. &lt;br /&gt;Os que se armaram em donos dos folguedos, com apoios dos seus primos políticos possuem o direito de defender suas estéticas e colocá-las a serviço dos que lhes pagam salários ou propinas, mas deviam evitar de dar continuidade a perversa prática de utilizar a necessidade dos mais pobres para lhe impor vestuário francês. Isso é ridicularizar o cortador de cana após lhes pagar tão pouco por tonelada cortada.&lt;br /&gt;Bergman tinha razão quando disse que o fascismo é uma hidra. E foi com promessas bobas que a feiticeira Sisi cegou Ulisses, cumulando-o de prazeres, impedindo que ele percebesse que sua tripulação estava transformada em animais para que ele ficasse feliz. Pena que Hermilo não esteja aqui para defender a estética de seu povo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-6213632139830587756?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/6213632139830587756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=6213632139830587756&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/6213632139830587756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/6213632139830587756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/12/estetica-dos-poderosos.html' title='Estética dos poderosos'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-8838975562334874549</id><published>2009-12-04T07:30:00.000-03:00</published><updated>2009-12-04T07:31:33.196-03:00</updated><title type='text'>É preciso muito amor</title><content type='html'>Interessante e carregada de informações foi esta semana que começou em novembro e acabou em dezembro. Uma leitora escreveu a perguntar o que penso da atitude do papa Bento XVI em mostrar-se disposto a aceitar padres casados da Igreja Anglicana para virem a exercer o sacerdócio presbiteral na Igreja Romana. Será essa atitude um indício de que o líder católico estaria disposto a por um término à exigência do celibato para os católicos romanos que desejam ser presbíteros? Ora, nós sabemos que esta não é a primeira vez que o pontífice romano aumenta o número de seus padres com dissidentes anglicanos. Isso ocorreu após a guerra finda em 1945 e, como agora, essa recepção não significou mudança nessa disciplina para os católicos que desejarem ser clérigos. O Celibato continuará sendo uma exigência da Cúria Romana, ainda que isso venha a custar uma diminuição crescente do contingente dos separados para o serviço. Nem mesmo a eclosão pública dos escândalos causados por personalidades desfocadas, abusadoras de menores tem conseguido fazer os detentores do poder refletir sobre as suas fraquezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso acontece e outras esferas e em outros mundos, quando assistimos a defesa de corruptos da fé pública, pois sabem que dessa fé já foram causadores de perda. E pouco adianta que sejam mostradas imagens, pois como as palavras, as agendas, as gravações, os documentos, elas “não dizem nada” quando não queremos ouvir, ver ou perceber o que elas nos dizem. Poucas sociedades resistem tanto à incúria de seus gerentes como as igrejas e as religiões; de modo semelhante poucos países são tão tolerantes com dirigentes corruptos quanto o nosso. Talvez porque todos aprendemos ser corruptos e estejamos esperando a nossa chance de poder dizer, de preferência em algum jardim francês, que “isso sempre foi assim e todo mundo faz a mesma coisa” e, em tom de ameaça, diz um jovem político, aprendiz de feiticeiro: eu aceito que se faça uma cpi, desde que ela também faça pesquisa sobre o governo anterior. Como se aprende rápido a fazer ameaças veladas e, dessa maneira, calar o oponente lembrando-lhe que ele tem “o rabo preso”. Isso é coisa de pai para filho, coisa que sobrinho aprende ouvindo o tio conversando com o avô na borda da piscina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta semana os católicos comemoram a concepção, sem pecado, de Maria. Mas o Brasil não foi concebido sem pecado, entretanto, tem gente criando uma geração que além de sentir-se sem culpa (tudo é conseqüência do processo de colonização) e agora sem responsabilidade pessoal (tudo está ligado e justificado pelo ambiente social). Mas, como Noca da Portela cantava esta semana, em homenagem à quem ele julga será presidente do Brasil, mas eu estou pensando em nesta vida: "é preciso muito amor para suportar essa mulher..."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-8838975562334874549?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/8838975562334874549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=8838975562334874549&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/8838975562334874549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/8838975562334874549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/12/e-preciso-muito-amor.html' title='É preciso muito amor'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-6092464721612772284</id><published>2009-12-01T09:44:00.004-03:00</published><updated>2009-12-01T09:48:18.922-03:00</updated><title type='text'>Ordem do Mérito Cultural, IDH, IML e um pacto pela vida</title><content type='html'>Estive recentemente degustando, uma vez mais, as maravilhas do conforto que a modernidade é capaz de oferecer. Neste mundo de divisões de classes, embora há quem diga que as classes não mais existam e por isso não há mais conflitos entre elas, nem todos podem usufruir diariamente aquelas bondades que a técnica vem produzindo ao longo dos séculos. Claro que essas separações entre os que têm acesso às benesses e os que a vêem longinquamente não foram criadas nos tempos de hoje, mas já se pode perceber a sua existência em épocas tão antigas quanto a formação das primeiras dinastias egípcias. E nosso tempo essas situações podem ser percebidas de maneira mais ampliada, mas é que somos cada vez mais exagerados. Assim alguns curtem o exagero do consumo e não o entendem como tal, outros, contudo, quase nenhum acesso ao consumo, mas também consideram esse não acesso como normal, algo dado, natural, vontade divina ou pagamento de alguma dívida de vidas passadas e não lembradas. Aliás, as explicações religiosas estão se tornando tanta que já se pode dizer que há um excesso de oferta, embora a demanda por esse produto pareça ser infinitamente elástica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No retorno encontrei-me com a realidade dura da Zona da Mata Norte de Pernambuco, que pode ser semelhante, neste aspecto que vou mencionar e em muito outros, às demais regiões desse estado nordestinado, como escreveu um poeta da região. Chegava de acompanhar o Maracatu Estrela de Ouro de Aliança na recepção da comenda da Ordem do Mérito Cultural deste ano de 2009. A República, através de seu Ministério da Cultura reconhecia como meritória a existência e as ações desenvolvidas pelo Maracatu fundado em 1966 pelo Mestre Batista, ali, perto da atualmente falida Usina Aliança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas horas após a nossa chegada, um dos filhos do Mestre Batista morreu, ali perto do local onde foi fundado o Maracatu e hoje funciona o Ponto de Cultura Estrela de Ouro e o Ponto de Leitura. Tudo normal pois a vida tem esse negócio de morrer, mas essa morte me pos diante do fato de que se uma pessoa morrer fora de um hospital na Zona da Mata, o corpo deve ser removido para o Instituto Médico Legal do Recife. Em toda a região não há um serviço desse para os cidadãos da região. São mais de 14 municípios, além os da Região Metropolitana do Recife. Isso quer dizer que é grande a angústia da família, além da perda do ente familiar. Pouco serviço para os vivos enquanto vivos, como demonstra o Índice de Desenvolvimento Humano da região, e os mortos também não o recebem, aumentando a angústia dos vivos. Mas enquanto vivo não se tem médico, depois de morto não se tem perícia. Daí os mortos viajarem desde as cidades onde morreram até o Recife, depois retornam para serem “plantados” como ouvi de amigo do defunto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aí a gente se pergunta: será que não daria para criar um IML para aquela região, promover uma assistência maior aos sofrimentos dos que perderam um ente? Não se, mas talvez isso possa vir a ser parte de um programa governamental que já existe, um certo “Pacto pela Vida”. No mínimo diminuiriam as despesas das famílias ou suas dependência para com as politicagens locais. Auxiliaria a modernizar algumas relações sociais. Quem sabe uma ação dessa um venha a receber, do povo, alguma comenda?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-6092464721612772284?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/6092464721612772284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=6092464721612772284&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/6092464721612772284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/6092464721612772284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/12/ordem-do-merito-cultural-idh-iml-e-um.html' title='Ordem do Mérito Cultural, IDH, IML e um pacto pela vida'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-4437151265460152252</id><published>2009-11-29T11:24:00.000-03:00</published><updated>2009-11-29T11:25:59.735-03:00</updated><title type='text'>Mérito Cultural para o Estrela de Ouro de Aliança</title><content type='html'>Dois dias no Rio de Janeiro acompanhando o Maracatu Estrela de Ouro de Aliança, um dos agraciados pelo Ministério da Cultura com a ORDEM DO MÉRITO CULTURAL 2009. Criada em 1994, essa comenda vem reconhecendo os criadores culturais brasileiros, premiando “ações, obras e testemunhos que resumem inspirações coletivas, momentos históricos, marcas narrativas e períodos estéticos”, como diz o ministro Juca Ferreira. Foram entregues 49 comendas, sendo que além do Maracatu criado pelo Mestre Batista, nos idos de 1966, o Mamulengo Só-Riso, Balé Popular do Recife, Paulo Brusky, Samico, Mestre Vitalino foram os pernambucanos agraciados neste ano. Creio que a imprensa pernambucana ainda encontrará espaço para comentar a entrega dessas comendas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do barro, do movimento, das cores, das madeiras, das tintas, das tristezas, angústias e projetos esses criadores, isoladamente, mas na maior parte do tempo em coletividade, recriaram e continuam recriando o universo, o imaginário e as esperanças pernambucanas e brasileiras, vivendo as contradições próprias de seu tempo, de seu lugar. Tive a alegria de dizer a Tereza Costa Rego que, ali, eu estava ajudando a carregar as malas do Maracatu, ao que ela retrucou que fazia o mesmo com o Mamulengo Só-Riso e Fernando Augusto, o seu idealizador. Também com o Mamulengo estava a Madre Escobar, uma das mais criativas mulheres que conheci e que seduziu uma juventude nos difíceis anos sessenta. Madre Escobar continua, agora aos noventa anos, criando. E conversamos um pouco sobre o seu sonho de uma Universidade Popular Dom Hélder Câmara. Madre Escobar continua sua admirável trajetória educacional que passa pela invenção do CECOSNE e a da Escola de Circo. Foi uma alegria, de novo, olhar o gigante Paulo Brusky e lembrar que ele pôs sua imaginação na capa de um livro de poesias escritas por Natanael Sarmento, Fernando Magalhães e, alguns atentados meus, em meados dos anos oitenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto muito de carregar as malas do Mestre Zé Duda e Luiz Caboclo. Fiquei muito feliz vendo o antigo “arrelerquin” José  Lourenço receber a comenda que o seu pai, Mestre Batista começou a tecer quando, em 1966, no terreiro de sua casa em Chã de Camará, apoiado por cambiteiros, cortadores de cana e lavradores, deu continuidade a um maracatu que seu avô teria iniciado no começo da República. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Essa história eu contei no livro "Estrela de Ouro de Aliança: a saga de uma tradição", que foi entregue, por José Lourenço ao presidente da República.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-4437151265460152252?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/4437151265460152252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=4437151265460152252&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/4437151265460152252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/4437151265460152252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/11/merito-cultural-para-o-estrela-de-ouro.html' title='Mérito Cultural para o Estrela de Ouro de Aliança'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-6647183683983044452</id><published>2009-11-23T10:49:00.000-03:00</published><updated>2009-11-23T10:50:35.184-03:00</updated><title type='text'>Festival Canavial</title><content type='html'>21/11/2009&lt;br /&gt;Festival Canavial homenageia colaboradores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ano o Festival Canavial optou por homenagear algumas pessoas que vêm sendo parte da construção de uma nova maneira de ver e acompanhar a produção cultural e a produção da cultura na Zona da Mata Norte de Pernambuco. Logo na primeira noite foram homenageados Joana D’Arc, da Associação dos Filhos e Amigos de Vicência, que recebeu o troféu Luiz Gonzaga e o professor Severino Vicente da Silva, homenageado como o troféu Mateus Danado. Essas homenagens referem-se aos trabalhos educacionais por eles realizados na Zona da Mata Norte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ederlan Fábio&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-6647183683983044452?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/6647183683983044452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=6647183683983044452&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/6647183683983044452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/6647183683983044452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/11/festival-canavial.html' title='Festival Canavial'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-2032454456201189255</id><published>2009-11-15T21:52:00.000-03:00</published><updated>2009-11-15T21:53:11.196-03:00</updated><title type='text'>Viva a República!</title><content type='html'>Nesta semana de comemoração cívica do aniversário da República do Brasil, podemos chegar ao entendimento de que ela não é uma data muito importante, afinal, o Brasil pode não ter se tornado ainda um res publica. Assistimos constantemente um grupo de pessoas apropriar-se de coisas e instituições públicas como se coisas suas fossem. Ademais, a legislação que tem sido criada, apesar de um discurso de garantias universais de direitos, quase sempre beneficia alguns, os mesmos de sempre, os que sempre se apropriaram das coisas do Estado Brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos nós sabemos que ao longo do século XIX, proprietários de terras criaram o Estado Brasileiro, as suas leis básicas: a Constituição de 1824, o Ato Adicional de 1834, a Lei de Terras de 1850, as Leis que controlaram o fim do trabalho escravo no Brasil. A República começou com um golpe, governos violentos e o retorno das oligarquias que governavam antes e estão até hoje no poder. Aqui em Pernambuco, os primeiros presidentes do Estado haviam sido conselheiros do Império, como ocorreu em quase todos os recantos. O início da República foi uma repressão terrível sobre as iniciativas populares, desde Canudos, Contestado, Congaço, Revolta da Vacina, Revolta do Vintém, Revolta da Chibata. Era a criação da Nação, era o povo se mostrando e sendo recusado pelos setores de dominação. Contudo foi sendo formada a alma da nação, a sua cultura, como coisa pública, nas ruas. Dessa época é que vem a explosão da alegria dos carnavais, no Sul (Rio de Janeiro), no Norte (Recife); com o Samba, o Frevo, a Dança da Capoeira (em todo o Brasil), as diversas danças dos Bois, as Cambindas, as Negas Malucas, os Caboclos, os Caboclinhos, Cavalo Marinho, que são as novas tradições republicanas que superam, ocupam os espaços das tradições portuguesas e africanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As grandes tradições do povo brasileiro são criadas na República, e não na Colônia ou no Império, embora tenham bebido daquelas. As festas do século XIX, essas que se orgulham de tanta antiguidade, deveriam verificar a quem interessava os reis de Congo, delegados do Estado e da Igreja. Talvez interessasse aos mesmos que, no carnaval do Recife, tentam impor reis e rainhas e roupas do guarda-roupa da aristocracia francesa aos caboclos de lança nascidos da criatividade republicana dos cortadores de cana. Eles preferem cultivar essas antiguidades, e eles ficam em camarotes distante do povo, divertindo-se com a diversão do povo e não com o povo brasileiro. Algo parecido com a famosa frase bragantina de 7 de abril de 1831.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os festejos em torno da República são pequenos e quase inexistentes, como observou Karine Morgana, uma das minhas sobrinhas, o que me forçou a fazer essa reflexão. Talvez porque o povo, sub-repticiamente, esteja sempre recriando a República, tomando para si o que alguns bacharéis teimam em guardar para seus parentes, é que eles não gostam de discutir essa idéia: o Estado Brasileiro, diz a Nação Brasileira, é um Res Publica, uma coisa que é de todos e não pode continuar na mão de alguns, herdeiros e continuadores dos impérios bragantinos, embora eles se apresentem em trajes burgueses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viva a República!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-2032454456201189255?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/2032454456201189255/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=2032454456201189255&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/2032454456201189255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/2032454456201189255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/11/viva-republica.html' title='Viva a República!'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-6973379769228351444</id><published>2009-11-07T20:49:00.001-03:00</published><updated>2009-11-07T20:51:06.984-03:00</updated><title type='text'>De Sergipe del Rey ao Engenho de Maracatus</title><content type='html'>Tarde do sábado após pequeno período em Aracaju onde fui falar um pouco sobre a minha pesquisa a respeito do Pretinhas do Congo, considerando os espaços religiosos que são criados ao longo da história. E a Pretinha do Congo está geograficamente na parte marginal da cidade de Goiana, pois embora tendo nascido em região industrial, tudo indica que seus fundadores não eram da elite do operariado local, como hoje, nesse novo surto industrial da cidade eles não possam beneficiar-se diretamente. Religiosamente, as Pretinhas do Congo não freqüentam os grupos mais aceitos na sociedade e, o lugar onde hoje vivem, o Baldo do Rio, pequena é a presença dos grupos religiosos que fundaram Goiana. Foram essas e outras reflexões que levamos ao II Colóquio Nacional do Grupo de Pesquisa Culturas, Identidades e Religiosidades da Universidade Federal de Sergipe. Além de participar de uma Mesa Redonda, tive a felicidade de participar, como ouvinte, de uma sessão de comunicação das pesquisas que estão sendo realizadas por membros desse grupo de pesquisa, quase todas voltadas para a religiosidade popular. Aliás, o povo tem religiosidade, quem não é povo tem religião, parece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas neste sábado, mais uma vez participo da inauguração de um Ponto de Cultura na Zona da Mata Norte, mais especificamente na cidade de Nazaré da Mata. Trata-se do Ponto de Cultura ENGENHO DOS MARACATUS, formado pela ação conjunta do Maracatu Coração Nazareno, do Maracatu Leão Misterioso, do Maracatu Leão Cultural e do Maracatu Águia Misteriosa. Quem apresentou o projeto à FUNDARPE para a criação desse ponto de cultura foi a Associação das Mulheres de Nazaré da Mata - AMUNAM, entidade com duas décadas de lutas e conquistas de espaços e cidadania para as mulheres e os homens da Mata Norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como parte dos festejos da inauguração do Ponto de Cultura Engenho dos Canaviais foi realizada uma “roda de mestres”, uma conversa de mestres, ao vivo, pela Rádio Alternativa, que pertence a AMUNAM, o primeiro programa Engenho dos Maracatus. Como em notou Afonso Oliveira, foi necessário que na terra dos maracatus, surgisse uma associação feminina, com um maracatu formado só por mulheres – Maracatu Coração Nazareno – para que viesse a ser criado um programa radiofônico dedicado apenas aos maracatus. Mas, além disso, tivemos a notícia de que agora a Rádio da AMUNAM tem concessão permanente, com portaria ministerial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas essas razões de alegrias foram completadas com a inauguração de dois espaços para a realização de oficinas pelos maracatuzeiros dos quatro maracatus: um no prédio da AMUNAM, será dedicado à discussão e produção de projetos comuns e individuais para cada maracatu e, o outro, no Engenho Santa Fé (onde o Mestre Baracho foi Mestre de Cachaça), será o lugar da produção de golas, surrões e das demais indumentárias próprias dos caboclos. Um festa simples, com a participação dos maracatuzeiros, dos Mestres João Paulo(Leão Misterioso), Mané da Silva(Leão Cultural), Edilmo e Valdemar Belarmino (Águia Misteriosa) e a Mestre Gil(Coração Nazareno), e a Eliane, presidente da AMUNAM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que mais deixava os mestres nervosos, é que nesta semana, eles iniciarão, em doze escolas da cidade, aulas-espetáculo para disseminar os valores e a história do Maracatu de Baque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como diriam Darcy Ribeiro e João Ubaldo, e nós com eles: Viva o povo brasileiro!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-6973379769228351444?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/6973379769228351444/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=6973379769228351444&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/6973379769228351444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/6973379769228351444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/11/de-sergipe-del-rey-ao-engenho-de.html' title='De Sergipe del Rey ao Engenho de Maracatus'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-845845510297078806</id><published>2009-11-04T21:18:00.002-03:00</published><updated>2009-11-04T21:24:33.452-03:00</updated><title type='text'>Estou atônito, isto não é um comentário politico</title><content type='html'>Nos últimos dias o país está vivendo uma situação interessante: o Senado da República recusa-se a cumprir uma decisão do Supremo Tribunal Federal, a mais alta corte de justiça do país, e não retirou o mandato de um senador que, segundo o STF, cometeu o crime de abuso de poder econômico para ser eleito por seu estado. O Senado, presidido por José Sarney, o mesmo que preside uma fundação do mesmo nome, que, tudo indica, andou usando irregularmente verba federal, não vê nada de errado na conduta daquele senador. Apesar do lamento do presidente do STF, esse acontecimento deve ser visto como uma das conseqüências das suas noites mal dormidas, quando deu plantão no STF. Naquela ocasião, ele quase não ia para casa com o objetivo de assegurar que o banqueiro Daniel Dantas não dormiria na prisão nem usaria algemas, mesmo que essa decisão “corajosa”, gilmariana, viesse a diminuir as decisões dos juízes de Primeira Instância, quase sempre ainda jovens e sem as experiências dos expedientes. O desconforto do STF hoje deve ser menor do que o sentiu quando ocorreu o bate boca e todos ficaram ao lado do ilustre presidente. Sarney também tem sido presidente e sabe que as decisões do STF devem ser cumpridas. Com tanta seriedade quanto as decisões tomadas pelo Diretor Administrativo do Congresso que, sem o conhecimento do presidente do Congresso deu emprego a parentes do presidente do Congresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, Sarney que, vez por outra, quando é de seu interesse, repete que “decisão judicial não se discute, se cumpre”, resolveu colocar  senadores subalternos para verificar se a mais alta corte de justiça pode solicitar que sejam respeitadas as leis eleitorais. É que todo esse confuso quadro é decorrente da não aceitação da decisão do Superior Tribunal Eleitoral que havia determinado a tomada do mandato senatorial conquistado irregularmente. Mas quem se importa para uma legislação eleitoral que muda a cada quatro anos com dois objetivos básicos: confundir o eleitor e induzí-lo ao erro e, muito importante, garantir que os que fazem as leis que os beneficiam, continuem sendo eleitos para criarem leis que garantam maiores imunidades aos que se habituaram a não cumprir a lei básica de ser honesto nos relacionamentos sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, Zelaya continua tirando foto no principal gabinete da embaixada (?) brasileira em Honduras e nosso presidente continua cumprindo a legislação e não está fazendo campanha eleitoral. Assim me diz um cientista político. Já Marina da Silva deve parar a sua campanha para a presidência da República, pois a legislação eleitoral é clara a esse respeito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-845845510297078806?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/845845510297078806/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=845845510297078806&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/845845510297078806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/845845510297078806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/11/estou-atonito-isto-nao-e-um-comentario.html' title='Estou atônito, isto não é um comentário politico'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-8382103087397987994</id><published>2009-11-01T09:06:00.002-03:00</published><updated>2009-11-01T14:50:06.674-03:00</updated><title type='text'>Festa do povo</title><content type='html'>Estou em Pesqueira, início do Sertão ou final do Agreste. Vim para a inauguração do Ponto de Cultura Ororubá, formado pela união de quatro grupos criativos e criadores de ritmos, sons e movimentos: O COCO CANCÃO PIÔ, um tradição quase centenária surgida nos espaços da Serra do Ororubá, pela Família Dotô, e reanimada sob a liderança do Mestre Timóteo; a ESCOLA DE SAMBA LABARIRI, criada por Daniel que após um período de alguns anos vividos no Rio de Janeiro, retornando em 1962 e resolveu por essa escola na rua, lembrando graciosa música carnavalesca, sucesso na voz de Jorge Veiga, e a Labariri hoje mantêm-se sob a liderança do Mestre Ulisses, co-fundador; as CAMBINDAS VELHAS, criadas em 1907 e mantidas até os dias de hoje, sempre saindo nos carnavais sob a coordenação de do Mestre Rosendo; e AS CAIPORAS, nascidas a 48 anos, fruto de uma brincadeira inventada para assustar as crianças no carnaval, surgidas em uma conversa de bar de JoãoJustino, o Gilete, com um amigo, e teve em Dona Helena a artista para a criação da fantasia que encanta um maior número de pessoas a cada ano. Fico feliz em participar desta festa inaugural, de entrar na casa Ponto de Cultura Ororubá, localizado na Farroupilha, onde no passado havia um parreiral e local de nascimento da Escola de Samba Labariri e do grupo Caiporas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos posteriores à guerra que expulsou os holandeses de Pernambuco, os mestiços do litoral, iniciaram a conquista dos sertões pernambucanos. Padres da Congregação do Oratório estabeleceram uma missão na Serra do Ororubá e dessa ocupação veio a formação da Vila de Cimbres, que veio a ser a mais antiga paróquia desses sertões pernambucanos e o local do primeiro Senado do Sertão. Os padres introduziram a devoção de Nossa Senhora das Montanhas, pretendendo superar a Mãe Tamain. No alto da serra, ao longo dos séculos as tradições indígenas, africanas, portuguesas e mestiças fertilizaram-se mutuamente, criam-se e recriam-se ainda nos dias de hoje, ao tempo em que as profundas raízes Xucuru retomam o culto a Timaim. Nesse local de criatividade e sofrimento, o povo recria sua história, cria novas histórias, com as Caiporas que saíram das matas para brincar na ruas de Pesqueira, filha da Vila de Cimbres; o povo conta sua história na batida das mãos e dos pés ao canto do Cancão, na dança mestiça do coco do Cancão Pio; ou nas fantasias das Cambindas Velhas, a brincadeira dos trabalhadores da estrada de ferro que chegava em 1907, com os homens negros e mestiços cambindando, vestido-se com roupas femininas, quase recriando o maracatu de Baque Virado, mas sem as marcas da escravidão, pois que essa é um brincadeira criada na liberdade republicana, como as mais brasileiras tradições. E, se as Cambindas Velhas são filhas da movimentação dos trens entre o Recife e Pesqueira, a Escola de Samba Labariri é cria da migração gerada pela industrialização dos anos cinqüenta e das rodovias que favoreceram o vai e vem da população entre o Sudeste e o Nordeste. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico feliz em ser participante desses gloriosos momentos do Ponto de Cultura Ororubá, local de confluência das tradições que formam o Brasil, sem as bobagens, cultivadas por certos grupos sociais, de ficarem semelhantes aos “civilizados europeus” por utilizarem alguns dos instrumentos criados por eles. Gosto de viver com os brasileiros, como esses grupos que se uniram para formar o Ponto de Cultura Orarobá, pois têm em comum o fato de continuarem a ser a riqueza cultural de Pesqueira após a debandada dos “capitalistas” industriais. As mudanças políticas e sociais não mais permitiam acordos abusivos na contratação da mão de obra e as “indústrias” faliram. A chegada da revolução rodoviária superou o tempo dos trens. A destruição das matas tornou mais seco o tempo agreste e as goiabas e tomates não eram mais suficientes para garantir lucros exorbitantes, as leis tornaram mais difícil a exploração da população local e a rodovia federal os levou para a capital, de onde choram saudades por tempos passados, enquanto isso o povo mestiço de Pesqueira continuou a produzir a riqueza que é mais forte que o ouro, mais resistente que o diamante: a cultura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-8382103087397987994?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/8382103087397987994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=8382103087397987994&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/8382103087397987994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/8382103087397987994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/11/festa-do-povo.html' title='Festa do povo'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-6250865557685903915</id><published>2009-10-24T22:03:00.001-03:00</published><updated>2009-10-24T22:05:33.090-03:00</updated><title type='text'>Luiz XIV no maracatu rural ou o samba do crioulo doido no patrimônio cultural</title><content type='html'>Neste sábado estive em dois espaços especiais, a sede de dois grupos de maracatu rural, ambos na cidade de Nazaré da Mata. Uma dessas sedes é a sede do Confiança Esporte Clube, fundado em 1973. Fiquei impressionado com a organização e a capacidade empreendedora dos seus dirigentes. O Confiança oferece aulas de reposição, oficina de artesanato, tem um centro de computação a serviço da comunidade do bairro Tancredo Neves. É dali que, no domingo de carnaval sai o Maracatu Leão Misterioso, sob a liderança do Mestre João Paulo. No outro lado da cidade, à beira do canavial, visitei a sede do Maracatu Águia Dourada, e tive alegre conversação com a sua diretoria. Nos dois casos o tema foi sobre como fazer o maracatu chegar nas escolas de Nazaré da Mata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa conversa a gente fica sabendo de assuntos, de como os poderes utilizam a sedução de uma verba para inocular certos vírus que tornam incompreensíveis as manifestações culturais populares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico intrigado com a fixação que certos “intelectuais” têm com a escravidão e senzala. Querem convencer o mundo todo que o maracatu rural veio das senzalas, mas ao mesmo tempo escrevem que os mais antigos maracatus de orquestra são o Cambindinha de Aroçoiaba e o Cambinda Brasileira do engenho Cumbe, ambos datados da segunda década do século XX, quando já não mais existia escravidão no Brasil, embora os avós de certos historiadores continuassem a tratar os moradores de seus engenhos como se fossem escravos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Maracatu de Baque Solto é uma invenção de homens livres, trabalhadores rurais, cortadores de cana, mal pagos,  mas homens livres e que contam a sua história, a história do povo brasileiro, especialmente a dos índios, que foram tornados caboclos e forçados ao silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no processo de criação de sua manifestação cultural, a manifestação de uma parte da cultura brasileira, a dos índios e caboclos, eles não tinham rei, rainha ou corte ou qualquer coisa que lembrasse a monarquia portuguesa ou francesa. Todo mundo já sabe que a presença de rei e rainha no Maracatu Rural foi uma exigência da Comissão Organizadora do Carnaval que, usando e abusando do poder autoritário e do dinheiro, obrigou os índios e caboclos a saírem com um rei e uma rainha. Se assim não o fizessem não poderiam participar do carnaval no Recife nem receber prêmio ou dinheiro de incentivo. Os índios foram obrigados a colocarem um rei, como o “rei do congo” do Maracatu criado no terreiro da senzala e no pátio dos rosários. Hoje, depois de mais de sessenta anos desse atentado contra a criatividade dos homens da bagaceira dos engenhos, já não se pode mais tirar esse rei e rainha, incorporados que já estão à tradição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não dá para assistir sem reagir a esse negócio de exigir que o bandeirista do maracatu rural use uma cabeleira à la Luiz XIV, como se faz nas escolas de samba do Rio de Janeiro. Tudo bem que é tradição do carnaval do Rio de Janeiro imitar a corte do Dom João I, mas não é necessário essa subserviência absoluta em querer ficar parecido e igual aos outros e destruir as nossas invenções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soube que um desses senhores, que se julgam senhores da cultura por estarem em posto de mando, querendo convencer os donos de maracatu de que eles teriam que ter um “pálio” assim e assado, para poder receber pontos da Comissão Julgadora, percebeu que seus ouvintes não estavam entendendo o seu palavreado e perguntou se o pessoal sabia o que era pálio. A resposta: “moço, o pálio que conheço é um carro”. Pois esse pessoal que “conhece” por ouvir dizer que tem um povo em Pernambuco, está impondo a cabeleira dos franceses do século XVIII aos caboclos do Maracatu de Baque Solto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda dizem que estão guardando o nosso Patrimônio Cultural.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-6250865557685903915?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/6250865557685903915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=6250865557685903915&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/6250865557685903915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/6250865557685903915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/10/luiz-xiv-no-maracatu-rural-ou-o-samba.html' title='Luiz XIV no maracatu rural ou o samba do crioulo doido no patrimônio cultural'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-1195664572859082800</id><published>2009-10-19T21:41:00.001-03:00</published><updated>2009-10-20T15:05:39.784-03:00</updated><title type='text'>Um final de semana com as Estrelas do Amanhã</title><content type='html'>Foi este mais um final de semana na Mata Norte de Pernambuco, participando de atividades no Ponto de Cultura Estrela de Ouro – Aliança, na cidade do Carpina e também em Goiana. Em Carpina participei do Programa Canavial e em Aliança de uma atividade no projeto Leitura no Ponto (Wanessa, Bárbara, Amélia), que então recebia os Mestres Griôs que procuraram passar para jovens e crianças um pouco da história da Ciranda. Mestre Zé Duda mostrou diversas maneiras de cantar ciranda ao mesmo tempo em que dançávamos ao som de sua voz e dos instrumentos tocados por Mestre Biu do Coco, Mestre Luiz Caboclo, Mestre Nercino, que é o figureiro do Cavalo Marinho e o aprendiz Ederlan. No domingo acompanhei a atuação do Alafiá, o grupo que cultiva e incentiva as manifestações culturais de identidade negra e popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que foi essa a primeira vez, em seis anos, que estive presente no Alafiá desde o começo até o fim das apresentações. O Alafiá está se preparando para a festa de celebração inicial de sua atuação como Ponto de Cultura, e o faz de maneira itinerante. Quando do início de suas atividades o Alafiá realizava suas atividades sempre em frente à Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos. Como a matriz da Paróquia de Goiana está em reparos físicos, as suas atividades foram transferidas para a Igreja, o que impossibilitou o Alafiá continuar suas ações ali. Para superar o problema, a imaginação pensou em realizar o ato em diferentes espaços na cidade. A cada mês um bairro receberá uma festa. Será uma experiência interessante levar grupos de artistas populares aos bairros, e não tirar a população de seus bairros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que assisti na Rua Direita – esse é o nome dos períodos colonial e imperial – ou Avenida Marechal Deodoro da Fonseca, ao lado da Casa da Marinha (sucursal da Capitania dos Portos de Pernambuco) foi uma presença animada de muitos goianenses. Não eram muitos, não eram milhares, mas quase três centenas de pessoas animadas – isso no horário de pico – para assistir a apresentação da Nação Pretinha do Congo de Goiana, grupo que está organizado no Baldo do Rio e que está sendo re-estruturado este ano com apoio da FUNDARPE. O Baldo do Rio fica às margens do Canal do Rio Goiana, antigo porto, aos fundos da antiga fábrica de tecidos, que foi uma das glórias de Goiana no início da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo depois tive o prazer de assistir um outro processo de transferência cultural. Foi a apresentação do Cavalo Marinho Infantil Estrela do Amanhã, da cidade do Condado. Nessa apresentação atuou, durante algum tempo, como Capitão Marinho, o Rabequeiro Antonio Teles, que é o pai de Nice, organizadora do Cavalo Marinho enquanto que seu filho estava no Banco, cantando e tocando o pandeiro. Três gerações presentes e atuantes em um local, em uma festa. Claro que com exceção de Nisa e seu Antonio Teles nenhum dos dançarinos ou tocador ultrapassava a idade de 15 anos.  Foi uma apresentação rápida – uma hora – que nos ofereceu a possibilidade de ver a criatividade do Mateus, do Bastião e do Soldado. Tudo confirmado pela segurança dos músicos do Banco e pela beleza da Dança dos Arcos em homenagem a São Gonçalo do Amarante. Os jovens poetas Goianenses, ativos de um coletivo do Silêncio Interrompido, aproveitaram o intervalo para declamar poesias de Solano Trindade e outras de sua própria criação. Surpreendentemente o público silenciou para escutar os poetas. A noite terminou com o Coco de Sinhá, liderado por José Mário, um dos mais novos mestres da região, artista múltiplo e criativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, tem gente de olho no passado, incentivando uma guerra civil – nós contra eles – na próxima vez que os brasileiros forem decidir seu futuro. Antonio Teles, Nisa, Wanessa, Bárbara, Amélia, cuidam de animar as “estrelas do amanhã”, e tem gente que não consegue tirar os olhos do retrovisor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS. Três anos escrevo este blog, mas só comecei a contar as visitas nno dia 29 de abril deste ano. Hoje recebi relatório que aponta em uma dezena de milhar os leitores. Obrigado a todos e a cada pessoa que me faz uma visita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-1195664572859082800?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/1195664572859082800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=1195664572859082800&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/1195664572859082800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/1195664572859082800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/10/um-final-de-semana-com-as-estrelas-do.html' title='Um final de semana com as Estrelas do Amanhã'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-5983658232509825010</id><published>2009-10-15T21:43:00.003-03:00</published><updated>2009-10-15T21:46:47.758-03:00</updated><title type='text'>Professores, sem eles somos nada</title><content type='html'>Amigos, publico aqui este texto que escrevi para outro veículo.Ele foi escrito para ser lido nas edições do Programa Canavial, nas cidades de Goiana, Vicência, Nazaré da Mata e Carpina. O Programa Canavial é construído coletivamente por pessoas que vivem nessas cidades e tem como objetivo conversar sobre a cultura que produzimos. Cada semana um tema, esta semana é este que compartilho com outras pessoas além dos ouvintes das rádios comunitárias daquelas cidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PROFESSORES, SEM ELES SOMOS NADA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Caros ouvintes do Programa Canavial, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo deste ano nós temos conversado sobre muitos assuntos e, em quase todos eles sempre aparecia algum comentário sobre os mestres, especialmente os mestres da nossa cultura, esses mestres que foram se formando observando o que faziam os mais velhos, e se tornaram mestres porque aprenderam e, principalmente porque não guardaram dentro deles a riqueza que aprenderam dos seus pais, dos seus avós, dos nossos antepassados. Eles aprenderam a poesia, aprenderam histórias que vieram sendo contadas desde muito tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria dos mestres da nossa cultura, não pôde ir à escola. Desde muito cedo tiveram que ir para o trabalho no roçado ou no canavial. Uma boa parte dos mestres Caboclos, dos mestres de Cavalo Marinho, dos mestres de Ciranda, costuma dizer que não tiveram professores porque não foram para a escola. Eles costumam dizer que freqüentaram a Escola da Vida e que o seu professor foi mundo. Na verdade, todos nós aprendemos no mundo e na escola da vida. E todos nós tivemos professores e todos nós também somos professores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas meus amigos do Programa Canavial os professores e as professores que trabalham nas escolas, ensinando os segredos das letras, a relação entre as palavras que são ditas e as letras que estão escritas, essas pessoas são muito importantes na vida da gente e na vida dos nossos filhos. É certo que nós ensinamos os nossos filhos a sonhar, mas esses professores, essas professoras que ensinam as letras e os números, eles e elas ensinam as maneiras que os nossos filhos podem seguir para alcançar o sonho de ter uma casa, o sonho de criar os filhos, o sonho de ver a nossa cidade melhor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o resultado do trabalho dos professores não depende só deles, não depende só do esforço deles. Depende do esforço do estudante e depende que o pai e a mãe ajudem em casa. E como ajudar o professor se o pai e a mãe às vezes não sabem ler? Uma maneira é estar sempre interessado sobre o que o filho, o que a filha está fazendo na escola; é perguntar o que foi que o filho aprendeu naquele dia. É visitar a escola, ao menos uma vez a cada seis meses e ir agradecer ao professor ou à professora o esforço que eles estão fazendo para seu filho ou sua filha aprenda a ler e a viver na sociedade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os professores são os profissionais formados mais mal pagos do Brasil e eles estão se sentindo desprestigiados pelos governos e pelos pais de seus alunos. É tempo da gente que manda seus filhos para a escola irem à escola e agradecer o trabalho dos professores. Assim eles vão se sentir mais motivados para continuar a cuidar dos filhos da gente, mesmo sendo mal pagos, e muitas vezes ganhando menos que um gari que nunca fez nenhum curso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Programa Canavial vem, nesta semana, agradecer a todos os professores e professoras que trabalham na Zona da Mata Norte, pelo esforço que eles fazem para que nossas crianças e os nossos jovens aprendam e se tornem cidadãos honestos e construtores do Brasil; nesta semana o Programa Canavial que louvar o trabalho honesto e bonito de nossos professores e professoras das escolas dos nossos municípios: as municipais, as estaduais e as federais. Sem os professores o Brasil não vai crescer, sem os professores e as professoras nada mudará. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado, Professores e Professoras, por abrirem os caminhos do futuro para o seu povo, o povo da Zona da Mata Norte. Que todos os anjos, santos, orixás, espíritos protejam a cada um de vocês.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-5983658232509825010?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/5983658232509825010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=5983658232509825010&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/5983658232509825010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/5983658232509825010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/10/professores-sem-eles-somo-nada.html' title='Professores, sem eles somos nada'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-5807590934178427640</id><published>2009-10-11T06:40:00.000-03:00</published><updated>2009-10-11T06:41:24.897-03:00</updated><title type='text'>o nobel</title><content type='html'>Logo após os primeiros dias da atribuição do prêmio Nobel da Paz a Barak Obama, nós pudemos ouvir muitas expressões de surpresas e contentamento. Afinal, não foram completados ainda os primeiros doze meses do seu governo à frente dos Estados Unidos da América do Norte,  e apenas sabemos de suas intenções e esforços diplomáticos em fazer diminuir as tensões mundiais, algumas geradas pelo país que governa, uma vez que ele está promovendo oficialmente, ao menos, duas guerras. Aparentemente ele teria sido escolhido para a recepção do premio pelo que pode fazer e não apenas pelo que já fez. O Nobel da Paz,  assim conferido, seria mais um desejo de que se realize a paz, de que sejam diminuídas as pressões que podem levar a um conflito atordoante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ex-operário Lech Valessa foi um dos que se surpreendeu, e disse  “já?”.  Desmond Tutu salientou que a concessão da honraria foi um estímulo à esperança.  Pode ser um pouco mais do que o louvor à esperança, embora esse já seja um belo motivo. Pode ser a celebração de termos um mestiço como fonte de inspiração, em momento cultural de avivamento de conceitos raciais, conceitos separadores, destruidores do que vem sendo comprovado por pesquisas: todos somos um e as tradições, podem ser cultivadas por historiadores, antropólogos, etnógrafos, políticos, religiosos da mesma maneira que um jardineiro pode gerar uma árvore bonzai.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-5807590934178427640?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/5807590934178427640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=5807590934178427640&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/5807590934178427640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/5807590934178427640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/10/o-nobel.html' title='o nobel'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-7123754978904692207</id><published>2009-10-04T06:52:00.003-03:00</published><updated>2009-10-06T08:58:26.543-03:00</updated><title type='text'>A olimpíada de 2016</title><content type='html'>Na manhã da sexta feira, dia primeiro de outubro, fui questionado sobre a olimpíada, pois naquela tarde seria anunciado qual a que cidade sediaria os jogos em 2016. Respondi que estava torcendo pela escolha do Rio de Janeiro, porque acredito que tais jogos que envolvem emoções coletivas podem fortalecer sentimentos positivos comuns e necessários para a vida social e nacional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, agora já sabemos que o Comitê Olímpico aceitou as promessas empenhadas por políticos, empresários, desportistas brasileiros e, agora é tempo de fazer cumprir as promessas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro de quando João do Pulo ganhou uma medalha de ouro foi uma surpresa naqueles longínquos anos passados e, também quando João da Cruz correu como um saci-mercúrio para apanhar a medalha de ouro. Interessante lembrar como os primeiros medalhistas no atletismo eram negros. E eram poucos os medalhistas. Os esportes, como a educação eram vistas pelos governantes e pelas perdulárias elites brasileiras  como uma atividade secundária, algo para ser realizado nos finais de semana. Os bons hábitos demoram ser assimilados. Por isso, sempre que um brasileiro termina um curso, por mais simples que seja, há que se realizar uma festa, tirar um retrato, capturar uma imagem, um momento, para ser guardado. As famílias trazem guardados esses objetos nos baús ou caixas de sapatos. Ter um diploma de conclusão do curso de datilografia nos anos quarenta a oitenta era ter uma medalha olímpica dentro de casa. Vi muitas lágrimas em conclusões de cursos de Arte Culinária, pois esse era um caminho para um emprego em alguma “casa de família” ou restaurante. &lt;br /&gt;A educação formal, sempre foi vista como um tesouro, algo que só alguns podem ter: era uma espécie de botija, algo escondido que se sabia valioso, mas distante e protegido por segredos enormes. Por isso, a maior parte dos “da Silva” entenderam o choro de Luiz Inácio da Silva, porque, apesar das muitas dificuldades que são postas ao povo brasileiro, a olimpíada de 2016 pode ativar com maior sustança o acesso à educação, à saúde, à segurança de vida, do que políticas de cotas do neo-racismo pós-moderno.&lt;br /&gt;A preparação para a olimpíada de 2016 levará, creio e desejo, a melhorias nas escolas, e surgirão mais campos e estádios de esportes, investimentos sociais serão realizados, cidades serão obrigadas a repensar os seus sistemas de coleta e aproveitamento de lixo, nos sistemas de recolha e tratamento dos esgotos. A conquista de um pódio é sempre carregada de sacrifícios e investimentos de horas de estudos e treinamentos, não apenas físicos. Esse evento que começa a ser preparado é mais uma oportunidade para que as elites entendam que elas não podem mais viver se dedicando aos esportes enquanto lazer, ao mesmo tempo em que força o povo brasileiro a uma luta de Sísifo pela sobrevivência. A olimpíada de 2016 pode ser uma oportunidade de mostrar que ideais coletivos e abrangentes, capazes de fazer florescer lágrimas de alegrias, são melhores que políticas de formação de ghetos, geradoras de sobrancelhas de preocupação, que foi a política social praticada nesse país até o momento da democratização das salas de aulas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-7123754978904692207?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/7123754978904692207/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=7123754978904692207&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/7123754978904692207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/7123754978904692207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/10/olimpiadas-de-2016.html' title='A olimpíada de 2016'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-5425944571872487848</id><published>2009-10-02T10:56:00.000-03:00</published><updated>2009-10-02T10:57:48.358-03:00</updated><title type='text'>Programa que História é essa</title><content type='html'>PROGRAMA&lt;br /&gt;QUE HISTÓRIA É ESSA&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A Rádio Universitária AM 820 apresenta o programa Que História é essa, todas as quartas feiras, das nove às dez da manhã, com produção do professor Severino Vicente da Silva, do Departamento de História da UFPE.&lt;br /&gt;O programa realiza entrevistas e conversas com professores que atuam nas áreas de nas áreas de pesquisa e ensino de História e Ciências Humanas, conversando sobre suas experiências e produção científica.&lt;br /&gt;Apresentado pelo professor Biu Vicente. Para o mês de setembro conta com a participação dos seguintes convidados:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; 07 de outubro – Profº Inácio Strieder - UFPE&lt;br /&gt; 14 de 0utubro – Profº Marcos Guedes – UFPE&lt;br /&gt; 21 de outubro – Profº Marcos Costa – UNICAP&lt;br /&gt; 28 de outubro – Flávio Sá Neto e Clarissa Nunes, organizadores do livro História das Prisões no Brasil&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A produção do programa está recebendo textos de opinião sobre as histórias das ruas da cidade e região metropolitana, contendo a história dos nomes das ruas ou comentários sobre seu desenvolvimento ao longo dos anos. Também recebemos comentários sobre livros que você leu. Os textos podem ser enviados para o nosso e-mail historia820am@yahoo.com.br , assim como sua opinião ou comentário. &lt;br /&gt;Contamos com a sua colaboração para a promoção e divulgação desse veículo de comunicação que o acesso aos meios radiofônicos possibilita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouça a Rádio Universitária  Am 820 KLH na internet – Acesse www.tvu.ufpe.br e em seguida clique em AM ao Vivo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-5425944571872487848?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/5425944571872487848/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=5425944571872487848&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/5425944571872487848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/5425944571872487848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/10/programa-que-historia-e-essa.html' title='Programa que História é essa'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-6363711450840828361</id><published>2009-09-29T15:42:00.001-03:00</published><updated>2009-09-29T15:44:03.957-03:00</updated><title type='text'>Gilda Lins</title><content type='html'>Enquanto o dia parecia correr normal e, corria, recebi comunicação telefônica informando da morte da professora Gilda Lins, Diretora da Editora Universitária da UFPE. Quem deu-me a notícia foi Valéria, aluna dela, e o fez acompanhada de um comentário dizendo ser uma notícia triste. É triste saber que a pequena Gilda, a gigante Gilda não mais será encontrada sorrindo nos corredores dos diversos prédios da UFPE, na constante luta de tornar a nossa editora cada vez melhor. Gilda sempre quis o melhor, para ela e para o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheci Gilda em uma tarde de sábado, no início da década de setenta do século passado. Foi em um curso de teologia para leigos, organizado pelo Instituto de Teologia do Recife. Depois da aula, sempre estava Gilda a continuar a conversa que o relógio determinara findar. O debate de um bom tema, uma possível atuação social era o necessário para ativar seu cérebro e todos os sentimentos que lhe tomavam o corpo e alma. Foi assim que a encontrei, anos depois, quando cheguei à UFPE como professor e encontrei a pequena gigante Gilda coordenando o Centro de Artes e Comunicação. Começamos ou continuamos os debates, acompanhando a idéia de alguns alunos em ativar um jornal no hall de entrada do CAC e tantas coisas mais. Depois veio o desafio dos Direitos Humanos como disciplina para todos os cursos, o memorial Dom Hélder, e isso acumulando as funções de ensino e direção da Editora, cada dia mais visível intra e extra campi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando, hoje pela manhã, olhava o corpo que foi de Gilda, inanimado estava ficando triste por saber que não vamos terminar juntos uns projetos que preparávamos, a UFPE e a REVIVA. Então, alguém, perto de mim disse: “ela parece estar sorrindo, como sorri uma franciscana. Ela está no céu”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-6363711450840828361?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/6363711450840828361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=6363711450840828361&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/6363711450840828361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/6363711450840828361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/09/gilda-lins.html' title='Gilda Lins'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-5094679517883324634</id><published>2009-09-22T22:05:00.002-03:00</published><updated>2009-09-22T22:11:27.887-03:00</updated><title type='text'>Coisas de formação</title><content type='html'>Sábado, 19 de setembro, ocorreu a entrega de certificados de conclusão do Primeiro Curso de Formação de Produtores Culturais na Zona da Mata Norte, organizado e dirigido por Afonso Produções e a Associação Reviva, com o apoio da Fundarpe. Com toda a pompa de um formatura, o evento contou com a presença de duas representantes do Ministério da Cultura, nas dependências do engenho Santa Fé, onde funciona o Pontão deCultura Estrela de Ouro. &lt;br /&gt;Os vinte e seis formando são rapazes e moças das cidades de Vicência, Tracunhaém, Nazaré da Mata, Condado, Goiana, Buenos Aires  e do Recife. Os diplomas foram entregues por Zé Duda, Mestre de Maracatu; Luiz Caboclo, Mestre de Caboclo e presidente do Ponto de Cultura Estrela de Ouro de Aliança; João Limoeiro, Mestre de Ciranda; Calú, Mestre mamulengueiro; Mãe Jucedi; Mãe Maria José; Pai Mário, rei do Maracatu e pai espiritual da Chã de Câmara; Jane D’Arc, da Associação dos Filhos e Amigos de Vicência; José Lourenço, presidente do Maracatu Estrela de Ouro de Aliança,  entre outras personalidades do mundo cultural da Mata Norte. Este foi um momento muito interessante daquele sábado.&lt;br /&gt;Não pude participar de toda a cerimônia,  que ocupou a manhã e a tarde, e eu tinha que estar presente na Chã de Câmara, acompanhar o Ponto de Leitura e a Leitura no Ponto, que acontece todos os sábados em torno da Biblioteca Mestre Batista. Naquela tarde estávamos recebendo a visita de alunos do colégio GGE que, com o seu professor de História, Paulo Morgue, vieram conhecer os mestres da cultura popular. Por essa razão,  Mariano Teles, Mestre de Cavalo Marinho, Mestre Biu do Coco e Mestre Nercino, figureiro do Cavalo Marinho Mestre Batista  vieram comigo, para conversar com os jovens estudantes desejosos de conhecer a cultura brasileira mais de perto.  Elas andaram na casa que é a sede do Maracatu e do Ponto de Cultura Estrela de Ouro, onde funciona a Biblioteca e as atividades que envolvem crianças e pré-adolescentes da Chã de Câmara. Também viram, embora não participassem, mas acompanharam os jovens da Chã de Camará dançando o Cavalo Marinho que lhe era ensinado pelos mestres Mariano, Nercino e Biu do Coco. Interessante foi o comentário do professor Paulo: “impressionante o respeito que é dado aos mestres e como o mestres respeitam o mais velho deles, o Mestre Mariano”. Comentário semelhante eu ouvi em relação às crianças e às educadoras que dirigiam as atividades de leitura e lazer.  &lt;br /&gt;Parece que o professor da escola formal sentiu que havia algo na relação entre jovens e adultos que está faltando em outros espaços educacionais. Na mesma semana Lia Luft, em sua coluna na Revista Veja, comentava sobre o tema Educação e autoridade. &lt;br /&gt;Claro que temos problemas de meninos malcriados, preguiçosos, desatentos em nossa “escola” que inventamos no meio do canavial, mas não a presunção que eles nada têm a aprender de seus mestres e que é uma completa perda de tempo ouvir os mais velhos. E, como as danças são coletivas, e as leituras são coletivas, eles não precisam aprender a concorrer, nem com os mestres nem com os colegas. &lt;br /&gt;Nas escolas devíamos aprender mais a cooperação do que a competição destruidora do outro. A competição destruidora pode ser aprendida pelo autoritarismo e pela negligência, jamais pelo exercício da autoridade e do respeito. Tenho aprendido isso com as danças e os mestres da cultura brasileira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-5094679517883324634?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/5094679517883324634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=5094679517883324634&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/5094679517883324634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/5094679517883324634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/09/coisas-de-formacao.html' title='Coisas de formação'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-5918352768124239748</id><published>2009-09-16T07:08:00.001-03:00</published><updated>2009-09-16T07:08:43.232-03:00</updated><title type='text'>Dom Saburido e Dom Pedrito</title><content type='html'>Esta semana, mais de uma vez fui perguntado sobre o novo arcebispo da arquidiocese de Olinda e Recife. Parece que as pessoas estão, mais querendo verificar se os seus sonhos serão realizados do que mesmo entender a risonha e meiga esfinge que o Vaticano enviou à conturbada arquidiocese que, após anos de vanguarda, teve o mesmo período de parede defensiva às infiltrações secularizantes na Barca de Pedro, temendo que esta se transformasse na Barca dos Tolos.&lt;br /&gt;Quando penso em Dom Saburido, duas lembranças me chegam. Uma, bem inocente, quando ambos estudávamos no Seminário Imaculada Conceição da Várzea sob o reitorado dos padres Zeferino Rocha e Edwaldo Gomes. Aqueles tempos de formação foram os primeiros contatos nossos com as inovações, que então se iniciavam, do Concílio Vaticano II. Mas essa é uma lembrança para lembrar a primeira parte da formação sacerdotal de Fernando Saburido que, como eu se afastou do Seminário e, diferentemente de mim, mais tarde após um período no meio do século veio a tornar-se beneditino. A outra lembrança é Diego Maradona. Este jogador argentino, em torno de quem veio a se formar uma religião, esteve sempre na labuta de superar Di Steano, Puskas e Pelé, especialmente este último. Esses fantasmas tornaram a vida de Maradona mais difícil que a de Hércules, condenado a fazer doze trabalhos, mas Hércules tinha apenas ele próprio na competição. Maradona tem sido obrigado a enfrentar e superar três gênios, e isso por exigência de seus adoradores, seus fiéis que o acompanham religiosamente. Fernando Saburido, agora Arcebispo de uma buliçosa igreja local, não deve seguir a tentação de enfrentar dois grandes fantasmas: o mais próximo, de aparente e fácil superação, o seu antecessor imediato, Dom José Cardoso. Para boa parte dos católicos, especialmente daqueles que têm fácil acesso aos meios de comunicação, a tarefa se realizará por si própria, uma vez que já se escuta, até em entrevista de rádio, expressões que seriam ditas apenas dos mortos que foram indesejáveis enquanto vivos: “de lamentável memória”.  Escolhido bispo por Dom José Cardoso, por mais que se deseje negar, Saburido deve ter algo que se assemelhe ao Emérito arcebispo de formação carmelita. Mas com apoio da Igreja local, Dom Saburido superará essa primeira tarefa. Mais árdua será a segunda: tornar-se um retrato de Dom Hélder Câmara, como desejam alguns católicos, com olho no Paraíso Terrestre, que não se sabe se é “saudade ou utopia”, no dizer do carmelita Frei Carlos Mesters. Sim, é isso que imagino querem antigos seminaristas, desejos de viver, fora da hierarquia eclesiástica,  a igreja que não puderam construir, pois dela saíram por saber que padres, cônegos, monsenhores, bispos, arcebispos e cardeais, todos devem obediência ao Papa. Os católicos da arquidiocese de Olinda e Recife, não podem esquecer que Dom Saburido az parte de uma ordem sagrada à qual deve obedecer e manter. Para tal, ele não deverá ser como Dom Hélder Câmara, como não será um Dom Cardoso II, e não o será porque as condições históricas não permitem esse tipo de jogo. Da mesma maneira que Maradona jamais superará Pelé, jamais será Pelé, não se tente fazer de Dom Fernando Saburido um segundo Hélder Câmara, mesmo porque o Dom cultivou durante largo tempo de sua vida ao seguimento de Cristo modelado por Francisco de Assis, enquanto a principal formação de Fernando Saburido é o seguimento de Cristo segundo o modelo de Bento de Núrsia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para terminar esse texto, Maradona entrou nessa reflexão não por conta da religião que surgiu em torno dele, um movimento quase patriótico no tempo da guerra contra a Inglaterra, mas porque Dom Saburido deixou-se fotografar com a bandeira do Sport Club do Recife. Já tivemos um arcebispo que teve sua imagem muito ligada a certo produto comercial. Que seja apenas um detalhe sem maior importância nesse início de caminhada eclesial. A atuação de fies não pode ser a de uma torcida, mas de militância missionária.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-5918352768124239748?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/5918352768124239748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=5918352768124239748&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/5918352768124239748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/5918352768124239748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/09/dom-saburido-e-dom-pedrito.html' title='Dom Saburido e Dom Pedrito'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-388777591753262158</id><published>2009-09-11T13:26:00.005-03:00</published><updated>2009-09-11T13:44:10.853-03:00</updated><title type='text'>Ponto de Cultura Estrela de Ouro e o Prêmio ASAS</title><content type='html'>A postagem de hoje é a transcrição de uma carta de Afonso Oliveira, um resumo do trabalho de muitos ligados ao Ponto de Cultura Estrela de Ouro de Aliança, PE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos meus amigos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje acordei com a imensa alegria de ver publicado no Diário Oficial da União que o Ponto de Cultura Estrela de Ouro foi contemplado como o Prêmio Asas. Esse reconhecimento nos faz ver um filme que começou lá em 1998 quando eu conversava com Zé Lourenço na praça do Arsenal, em Recife, e ele tentava me convencer a trabalhar como o Maracatu Estrela de Ouro. Me faz ver todos da Chã de Camará carregando telha, tijolo, cimento e madeira para erguer a casa sede do Ponto. Ver Jarbas de prancheta na mão fazendo cálculos de arquitetura para que nada desse errado. Ver o professor Severino Vicente ensinado como ensina até hoje lições de vida e de amor a cultura. Ver Luiz Caboclo, Mestre Zé Duda, Biu do Coco, Mestre Mariano, comprando instrumentos e tecidos para renovar os brinquedos. Me faz ver as mulheres vestidas de baianas e também carregando água para fazer comida e lavar roupas. Pai Mário recebendo o espirito de Mestre Batista. A comunidade dançando nas Festas de Terreiro. A jaca cortada no terraço. Ploc no computador. O coco gravando CD. O Caboclinho gravando CD. TT Catalão suando poesia. Célio comendo Feijoada. A velha Guarda da Mangueira emocionada. Tâmisa abaixada fazendo pesquisa. O apito de Zé Duda chamando a caboclada. E Lourenço carregando sua pasta. Minha Valéria encantada trabalhando nos bastidores orientando toda equipe. Cândida fazendo todo mundo se tocar e se respeitar. Nós todos na França com Laure e Luiz pelas ruas de Paris depois de um show de sucesso. Os lançamentos dos livros. Ângelo produzindo o Festival Canavial. Angelo Aimberê abrindo mais uma conta e nos protegendo no Banco do Brasil,  Ederlan fazendo de tudo um pouco, sem medo de aprender. Théo Gravando mais um CD. Angélica organizando cada documento. Wanessa ensinando com paciência e beleza. Professora Isa, invertendo o lado da gola para mostrar a nossa construção. André Dib levando nossa história para o quatro cantos do mundo. Jorge Mautner, Afonjah e Jacobina no meio do Maracatu. Lula Gonzaga ensinando cinema. A foto de mestre Batista na sala olhando eu brincar um pouco com as crianças.&lt;br /&gt;Enfim, tantas imagens, tantos dias, tantos projetos, tanto  trabalho, tantos prêmios. Mas esse prêmio é maior que todos os outros, porque ele confirma que nós estamos contribuindo para que o Brasil tenha uma política cultural democrática. Porque ele não premia apenas uma parte do Ponto de Cultura Estrela de Ouro. Ele premia todos. Ele confirma para o Brasil e para o mundo que em Aliança existe um grupo de pessoas que está mudando a história do Canavial.&lt;br /&gt;São 11 anos que me fizeram entender melhor o mundo e saber que no coletivo o individuo se revela e caminha com mais firmeza no pés.&lt;br /&gt;Quero agradecer a todos que imprimiram em mim algo de humano, algo de paixão, algo que levarei para sempre. Quero agradecer a todos por ter acreditado que esse projeto de vida não é uma loucura é uma construção no terreno do improvável, no terreno do sensível e que se tornou uma pequena subversão para a construção do BRASIL VIVO.&lt;br /&gt;beijo em todos &lt;br /&gt;afonso&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-388777591753262158?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/388777591753262158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=388777591753262158&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/388777591753262158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/388777591753262158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/09/premio-asas.html' title='Ponto de Cultura Estrela de Ouro e o Prêmio ASAS'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-1788919944203939019</id><published>2009-09-06T06:59:00.000-03:00</published><updated>2009-09-06T07:01:03.192-03:00</updated><title type='text'>Professores e a recorrência do tema</title><content type='html'>Antigos costumavam dizer que a vida é uma roleta e que os acontecimentos se repetem. Sabemos que essa repetição é aparente e muitos são iludidos pelas aparências, pois delas e nelas vivem. Assim a mulher do César, ensina a prática do poder, não necessariamente carece ser honesta, mas é necessário que aparente sê-lo. Essa política da aparência vem se tornando o modo comum de viver de não poucas pessoas responsáveis pelos encaminhamentos da política, mas é uma aparência de palavras que não combinam muito com as suas ações. Contudo, poucas são as pessoas que procuram saber algo mais além das imagens retocadas dos programas televisivos ou de comentaristas subvencionados.  Mas como eu dizia parece haver um retorno, e isso ao menos em certos temas, uma vez que algumas situações mudam pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À medida que outubro se aproxima, e ele volta a cada ano, assuntos sobre professores e sua profissão aparecem. Pesquisas recentemente publicadas mostram que professores estão abandonando a profissão em maio número. E esse foi o tema de um debate envolvendo os jornalistas Artur Xexéu, Heródoto Barbero e Carlos Heitor Cony, este último também imortal da Academia Brasileira de Letras. Cony opinou que professores estão deixando o magistério porque vivem uma crise de identidade, uma vez que eles parecem ser desnecessários, não são reconhecidos e a sociedade não lhes oferece o respeito que recebiam ao iniciar a sua vida profissional; Artur Xexéu disse que a grande surpresa não é que professores deixem a profissão, o surpreendente é que ainda haja pessoas que se arrisquem a ser professores diante do pouco caso que a sociedade está tendo por esta atividade social. A rigor professores abandonam a profissão por não serem respeitados em seu local de trabalho, no exercício de sua profissão, os dois parecem concordar a respeito.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;Depois de acompanhar a expressão livre das opiniões desses jornalistas, pensei que não é para ficarmos surpresos em ouvir que parte dos lucros do pré-sal, que começará a ser explorado depois de 2014, será utilizada para resolver as necessidades que o Brasil sente hoje, na educação e saúde do povo. É que quem está no controle da economia do Brasil hoje, quem está à frente do governo do Brasil hoje, apesar dos discursos e das aparências, pensa da mesma forma como pensavam os prefeitos que governavam Garanhuns quando dona Lindu resolveu ir encontrar-se com o esposo em São Paulo. Sempre deixamos para realizar no futuro, quando tivermos a riqueza de alguma reserva natural. Foi assim com o algodão, com o café, com petróleo, com o ouro de Será Pelada, com o Ferro de Carajás. Essa recorrência de atitude dos governantes, independente de suas origens, é que faz alguns julgarem que a vida é uma eterna repetição e que nada mais há a fazer. Mas esse é um aprendizado preguiçoso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando refletimos sobre sociedades antigas, podemos verificar que algumas morrem por falta de mudanças, aferrando-se a comportamentos tradicionais enquanto outras sucumbem pelo excesso de mudanças. Hoje temos práticas educacionais que não mudam, pois são decorrentes de uma estrutura social produtora de injustiças, mas que possui uma enorme capacidade de aparentar mudanças, à medida que a cada dois ou quatro anos está sempre a aceitar novidades didático-pedagógicas e impô-las aos que estão nas salas de aula. Os professores, nas condições de trabalho a que são submetidos não conseguem acompanhar a aparente criatividade dos técnicos e pedagogos. Talvez venha daí, em parte, a crise de identidade dos professores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-1788919944203939019?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/1788919944203939019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=1788919944203939019&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/1788919944203939019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/1788919944203939019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/09/professores-e-recorrencia-do-tema.html' title='Professores e a recorrência do tema'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-5596071111534253384</id><published>2009-09-02T08:36:00.000-03:00</published><updated>2009-09-02T08:37:03.341-03:00</updated><title type='text'>Nascimento do Passo</title><content type='html'>Quando iniciamos a Semana da Pátria, soubemos que nesta madrugada do dia 2 de setembro morreu o recifense nascido em Benjamin Constant, Amazonas, NASCIMENTO DO PASSO. É dessa maneira que ele ficou conhecido, desde que ficou patente a sua capacidade de dançar o “passo” do frevo pernambucano. Ele chegou ainda adolescente, em busca de um lugar para viver, escondido em um dos navios que faziam cabotagem no litoral brasileiro. Desceu no porto do Recife e fez da cidade a sua cidade, e tomou o ritmo local como seu ritmo. &lt;br /&gt;Nos anos sessenta dançava-se o frevo nas ruas. Passistas podia fazer movimentos na Avenida Guararapes ou no Pracinha do Diário, também chamada de Praça da Independência. Nesses espaços, ainda sem a neurose do Guinness book, eram muitos os que lançavam seus pernas em “tesouras”, “parafuso”, “dobradiças” e muitos outros passos que ainda nem tinha nomes, mas que provocaram nos agentes do carnaval, ainda no tempo da COC –Comissão Organizadora do Carnaval – a idéia de um concurso entre os passistas que deliciavam os muitos foliões que se admiravam daqueles movimestnos e dos anônimos bailarinos que surgiam das academias inexistentes, mas reais da vontade de colocar no corpo os movimentos dos espíritos e dos sons que saiam dos clarins, clarinetes, tubas e saxofones, dessas orquestras que pareciam infestar “o coração da cidade”, como se dizia à época. Nesses concursos, o amazonense foi descobrindo-se pernambucano do Recife, das ruas do Bairro do São José, um homem que foi se tornando símbolo do carnaval recifense. NASCIMENTO DO PASSO veio a ser sinônimo de carnaval. &lt;br /&gt;Depois ele percebeu que a constante modernização do Recife foi diminuindo o espaço para os frevistas e, aos poucos as ruas foram sendo tomadas pela compulsão guinessiniana, diminuindo os espaços onde passistas poderiam apresentar, anonimamente as suas invenções, que viam desde os tempos da “Maroca” ou passo do Sirigado. NACIMENTO DO PASSO promoveu o nascimento de uma escola de frevo e foi sistematizando os movimentos, preparando o corpo de adolescentes para a manutenção, ao tempo que recriava a tradição do Frevo. Novos passos surgiram, novos movimentos. A escola cresceu, recebeu seu nome.São  muitos os Guerreiros do Passo que agora cultivam o que não foi perdido, pois o Mestre NASCIMENTO DO PASSO fez aparecer uma geração de bailarinos amantes do passo, dos movimentos nascidos das ruas pobres do Recife, das ruas ricas de imaginação, dos becos que não mais existem, das ruas que foram cortadas pelo “progresso insensato, criador de avenidas expulsadoras das moradores de São José. Do Recife Antigo, esse Recife do início do século XX, onde nasceu o passo do frevo, que atravessou as pontes e dominou o São José, a Boa Vista, se espraiu pelos bairros, e tomou conta das televisões e ultrapassaram os limites atlânticos.&lt;br /&gt;Em tudo isso, estão os movimentos De NASCIMENTO DO PASSO que, se não nasceu no Recife, é responsável pelo nascimento de uma geração de bailarinos e Guerreiros do Passo.&lt;br /&gt;Salva O GUERREIRO DO PASSO – NASCIMENTO DO PASSO&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-5596071111534253384?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/5596071111534253384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=5596071111534253384&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/5596071111534253384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/5596071111534253384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/09/nascimento-do-passo.html' title='Nascimento do Passo'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-3685548379244868498</id><published>2009-08-26T14:44:00.002-03:00</published><updated>2009-08-26T15:07:04.854-03:00</updated><title type='text'>Criando novos laços</title><content type='html'>Quero dividir essa alegria com todos os leitores deste blog&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querido amigo Biu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontramos nossos irmãos graças ao seu blog - e através da história de Biriba.&lt;br /&gt;Nosso irmão se chama Andre e mora aqui em Recife, na Rodinha, antigo Córrego do Euclides. Já nos encontramos varias vezes. Temos também mais duas irmães que moram no Rio de Janeiro - neste feriado de sete de setembro, elas virão do Rio exclusivamente para nos conhecer. Que chique!.. estamos muito felizes. Será um almoço no dia 06/09 lá em casa. Se você quizer aparecer será uma honra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos da amiga de ontem e sempre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosa Vasconcelos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosa se refere ao que publiquei no domingo, Novembro 23, 2008&lt;br /&gt;Antonio Melo, cidadão de Nova Descoberta, do Recife e do mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-3685548379244868498?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/3685548379244868498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=3685548379244868498&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/3685548379244868498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/3685548379244868498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/08/criando-nvos-lacos.html' title='Criando novos laços'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-3306524104708880028</id><published>2009-08-24T06:44:00.002-03:00</published><updated>2009-08-24T06:47:32.108-03:00</updated><title type='text'>XII Jornada Teológica Dom Hélder Câmara</title><content type='html'>Dedicada a todos que permanecem fiéis ao ideário libertador&lt;br /&gt;de Dom Helder, para a Igreja e para o Mundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tema: “Dom Helder Camara:&lt;br /&gt;Centenário do Profeta da Justiça,&lt;br /&gt;da Esperança e da Libertação”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data: 24, 25 e 26 de agosto/2009, às 19h&lt;br /&gt;Local: FAFIRE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Programação&lt;br /&gt;Dia 24 - Palestra: “O Dom, Profeta da Justiça” - Frei Betto:&lt;br /&gt;- Momento Cultural: “Grupo de Danças do Tururu”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 25 - Palestra: “O Dom, Profeta da Esperança” - Pe. João Batista Libânio&lt;br /&gt;- Momento Cultural: “Grupo de Artes da Casa de Frei Francisco”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 26 - Palestra: “O Dom, Profeta da Libertação” - Ivone Gebara&lt;br /&gt;- Momento Cultural: “Arricirco”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ENTRADA FRANCA&lt;br /&gt;Fone: (81) 3325.2762 / (81) 3342.0659&lt;br /&gt;Fax: (81) 3341.0539&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e-mail: igrejanova@igrejanova.jor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partilha: Colabore com a Biblioteca Popular do Coque doando Livros, Revistas&lt;br /&gt;Infanto-juvenis, Gibis, cadernos, lápis e canetas coloridas, papel ofício ou cartolinas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-3306524104708880028?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/3306524104708880028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=3306524104708880028&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/3306524104708880028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/3306524104708880028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/08/xii-jornada-teologica-dom-helder-camara.html' title='XII Jornada Teológica Dom Hélder Câmara'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-7623455040939287703</id><published>2009-08-20T19:12:00.001-03:00</published><updated>2009-08-20T19:26:07.868-03:00</updated><title type='text'>O folclore</title><content type='html'>O mês de agosto sempre nos prega peças. Dizem que sempre carrega problemas políticos e os mais ligados à religião mesopotâmica nos dirão que os astros comandam esse mês, o mês do Saci Pererê, o mês das bruxas, da Noite de São Bartolomeu, das bombas que apressaram o final da Guerra que começou em agosto de 1914, o mês da morte de Agamenon Magalhães, do salto para a História dado por Getúlio Vargas, e suicídio político de Jânio Quadros, que virou Zumbi e voltou prefeito de São Paulo, etc., etc., etc. &lt;br /&gt;Esse mês que nas escolas de Ensino Fundamental é apresentado como o Mês de Folclore ou da Cultura, agora passa a ser o mês de Sarney, uma figura quase folclórica, o Bicho Papão da política brasileira. “Ele põe todas as criancinhas no saco e as leva para comer seu fígado”. Era assim que dizia, que o Bicho Papão fazia, mas não lembro que ele, nas histórias que ouvi, usasse casaca. Mas ele fazia desaparecer as criancinhas, especialmente aquelas que não seguiam os conselhos dos pais e responsáveis. Mais ou menos assim como essa semana desapareceu um partido da ética, completamente partido, bem partido como o bigode de Mercadante, menino que esqueceu as lições do velho general que até enfrentou a ditadura. Mas, sob a orientação do grande líder, ele seguiu o caminho turvo que o afastou da casa da Vó democracia e, seduzido pelo “sapo barbudo” que virou príncipe, terminou parando no saco do Bicho Papão que é dono do Maranhão e sócio das lagoas. O pt virou folclórico, no sentido mais degradado da palavra, de coisa morta, de algo posto para observação de estudiosos, ou melhor, de viajantes que escreverão suas “notas dominicais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contam que no Maranhão, em uma lagoa que reflete a luz da lua está escondido o rei Dom Sebastião que um dia virá para restaurar a Portugal. Vai ver que foi isso que aconteceu nesse mês de agosto. Voltou-se ao reino, às histórias de Trancoso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-7623455040939287703?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/7623455040939287703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=7623455040939287703&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/7623455040939287703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/7623455040939287703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/08/o-folclore.html' title='O folclore'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-5618117105749623439</id><published>2009-08-14T18:02:00.002-03:00</published><updated>2009-08-15T07:01:44.894-03:00</updated><title type='text'>Os sinais do novo episcopado</title><content type='html'>No próximo dia 16 de agosto, a cidade do Recife assistirá um cerimonial memorável: a posse de um novo arcebispo. Em carro aberto, o bispo desfila pela cidade, se oferece aos gulosos olhos da população. Vi esse espetáculo recentemente em Garanhuns. Houve um tempo em que acontecimento semelhante causava mais alarde, pois toda a cidade era católica e o bispo era um novo príncipe que chegava para tomar posse de seu território físico e espiritual. Mas esses eram tempos herdados da Baixa Idade Média e mesmo até o final do século XIX na Península Itálica, mais precisamente nos ditos Territórios de São Pedro, os quais teriam sido doados por Constantino, confirmados por Clóvis Meroveu e Capetos. Mas atualmente boa parte da população do Recife já não tem o catolicismo como rito religioso único, embora seja dominante e, mesmo os que são católicos já não consideram o bispo como príncipe, mas como um servidor do povo a quem vem dirigir. Se a expressão servus servorum Dei, talvez cunhada pelo papa Gregório VII, escolhido bispo de Roma por aclamação popular dos romanos (1073), (era um irmão beneditino, não era padre), tem servido de modelo formal para muitos que assumem postos na Igreja Romana, parece haver uma expectativa positiva dos católicos em relação ao beneditino Dom Fernando Saburido, o bispo que foi escolhido pelo Discatério romano para assumir a direção da Arquidiocese de Olinda e Recife.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nosso costume fazer comparações. Elas nos auxiliam a tomar compreender o mundo, a orientar as decisões que tomamos. Os estudos são sempre comparativos, e essas comparações devam seguir certas normas para que as conclusões não sejam tomadas a partir de premissas falsas. Os católicos e os não católicos que vivem na Arquidiocese de Olinda e Recife estão exercitando, em relação ao futuro bispo, essa arte, a da comparação e a estão fazendo não tanto a partir da prática, mas dos desejos. Ah! Os desejos sempre auxiliam a criar a realidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto de comparação é o atual arcebispo, Dom José Cardoso Sobrinho, que se torna emérito, aposentado, voltará à sua condição de padre, não mais poderá falar como autoridade eclesiástica, não mais fará parte do núcleo do poder, ficará em silêncio, assim como Dom Hélder após um telefonema. Ora, como príncipe e como bispo Dom José Cardoso não conseguiu o afeto de grande parte dos seus diocesanos. Mas, nenhum bispo ou arcebispo de Olinda e Recife foi amado pela totalidade de seus súditos. Os príncipes não precisam ser amados. Dizem que Dom Cardoso teria sido indicado pelo Discatério para arcebispo de Olinda e Recife, porque um bispo progressista teria lembrado que há de um século a sede arquiepiscopal da Província Pernambucana não tivera um bispo nascido em Pernambuco. Roma atendeu a lembrança solitária daquele eminente bispo e a Arquidiocese recebeu o pernambucano nascido em Caruaru, Carmelita formado em Goiana e doutor em Direito Romano por academia pontifícia. Talvez, mais do que o fato de ter ele nascido em Pernambuco, o que tenha pesado mais na decisão romana foi a orientação política conservadora do então bispo de Tacaratu, MG. Havia outros pernambucanos que poderiam ser escolhidos, mas não eram conservadores, não estavam indo na direção que os ventos do Vaticano sopravam, e a direção indicava calmaria ou o não atracamento no cais de projetos que então ruíam e que o Vaticano auxiliara a corroer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando assumiu a arquidiocese, Dom Cardoso encontrou um rebanho que suspeitava dele e do qual ele também suspeitava. Para os católicos “progressistas”, e os progressistas não católicos, a chegada de Dom Cardoso punha problemas que os desfavorecia naquela conjuntura política e eclesiástica. E aí estava o cerne da questão eclesial que Dom José Cardoso não soube –ou não quis – solucionar. Dom Cardoso chegava para governar uma diocese em que parte dos católicos já não se sentiam súditos de uma sociedade feudal, mas que haviam desfrutado de uma participação quase democrática – na linguagem eclesiástica diz-se colegiada -; na sociedade recifense havia aqueles que receberam orientação católica e desejam uma possibilidade de prática religiosa que não fosse confundida com aquela de seus pais e avós, esses estavam retornando aos templos, alguns chegavam a afirmar que haviam feito a Primeira Comunhão e casado segundo o ritual romano. Essa pequena utopia, e as pequenas utopias são sempre maiores que os maiores sonhos, quase se realizara nos anos do pastoreio de Dom Hélder, os anos imediatamente anteriores á chegada de Dom Cardoso. Mas em um outro lado desse paralelogramo havia um grupo de católicos conservadores que silenciara obedientemente, catolicamente, durante o período helderiano, e foi com esse grupo de padres e leigos que o bispo canonista fez o governo da diocese que lhe fora confiada pelo papa João Paulo II. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora carmelita, ordem criada após a morte de Gregório VII, Dom José Cardoso assumiu a tarefa de defender a Igreja, a convicção gregoriana de que a Igreja se coloca acima de todas as vicissitudes humanas. À Igreja e ao papa todas as autoridades estão submetidas, diz o Dicatatus Papae. Muito dos que não concordaram saíram, ou mantiveram-se catolicamente. Mas agora é a hora do exílio a que todo bispo, desde decreto de Paulo VI, está sujeito. Note-se: Dom Cardoso não foi afastado da arquidiocese senão quando a lei obrigou, o que significa que ele fez aquilo que lhe foi pedido pela Congregação dos Bispos. Religiões são carregadas de atos simbólicos e o entendimento desses atos nos fornecem a compreensão dos fatos que ocorrem nas instituições religiosas e nas demais instituições de poder. Poderes são dados àqueles que reconhecem o poder. Vejamos: enquanto o seu antecessor não conseguiu que aquele Discatério lhe concedesse um auxiliar, Dom Cardoso recebeu três auxiliares, entre eles, Dom Fernando Saburido que receberá o báculo arquiepiscopal, das mãos de Dom José Cardoso, na concatedral da Madre de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebi uma pergunta que me afirmava ser Dom Fernando Saburido mais carismático que o arcebispo que retira. É provável. Disse-me, essa pessoa, que quando pároco da paróquia de São Lucas, Ouro Preto, Olinda, PE, o vigário conhecia as pessoas, conversava com elas, enquanto dom Cardoso não parecia ter essa preocupação. Realmente é parte do carisma de um padre estar preocupado com os seus paroquianos, estar em contato com eles e auxiliá-los a superar os confrontos diários. É o carisma da função e nem sempre aquele que está na função tem o carisma da função. Parece que o padre Fernando Saburido tem uma boa relação com o carisma sacerdotal. Mas, as pessoas que fazem essa comparação não conviveram com Dom José Cardoso enquanto vigário. Parece que Dom José Cardoso jamais foi vigário de uma paróquia, ele sempre este envolvido com os estudos e o ensino do Direito Canônico, só deixando a academia para ser bispo de Tacaratu, cidade que, quando era povoado, marcava o fim da diocese de Pernambuco. Mas, teremos que esperar para ver como Dom Fernando Saburido marcará a Arquidiocese de Olinda e Recife, como exercerá o múnus e o carisma episcopal na historicamente problemática arquidiocese pernambucana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, nós podemos analisar as pistas que sua posse nos oferece para uma possível compreensão inicial. E aqui temos mais símbolos. A entrada do bispo em uma cidade é uma maneira que ele tem para dizer sem palavras, idéias que nem sempre afloram conscientemente. Apresentar-se para ser conhecido e reconhecido. A apresentação do príncipe diz quem esse príncipe pretende ser, e diz para além de suas palavras. Aqui temos conjecturas, pensamentos mistos, de cientista e também de católico que viverá o seu quinto arcebispo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido na cidade do Cabo de Santo Agostinho, Fernando Saburido teve toda a sua formação no Recife e em Olinda, ordenado padre em 1983 no Mosteiro de São Bento, tendo atuado em várias paróquias em Olinda, foi sagrado bispo no ano 2000, sendo auxiliar na Arquidiocese de Olinda e Recife e bispo de Sobral, CE. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo que li nos jornais, Dom Fernando Saburido, ao chegar em Pernambuco, irá para a sua casa monástica, o Mosteiro de São Bento, em Olinda, antiga sede episcopal. De lá irá até próximo ao Palácio Rio Capibaribe, sede da Prefeitura do Recife, onde subirá em carro de bombeiro e desfilará até a Concatedral da Madre de Deus, que pertenceu à Ordem dos Padres Oratorianos, onde receberá o Báculo e de onde sairá para a aclamação popular na Praça do Marco Zero. Após toda essa cerimônia, retornará para Olinda, onde residirá no Seminário de Olinda. O Palácio do Manguinhos será a Chancelaria da Arquidiocese. Se esse roteiro for verdadeiro e realizado, teremos um arcebispo que, no seu primeiro dia de trabalho pisará apenas na Olinda e Recife dos séculos XVI a XVIII.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-5618117105749623439?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/5618117105749623439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=5618117105749623439&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/5618117105749623439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/5618117105749623439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/08/o-sinais-do-novo-episcopado.html' title='Os sinais do novo episcopado'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-3583414957647843645</id><published>2009-08-12T12:10:00.000-03:00</published><updated>2009-08-12T16:52:33.005-03:00</updated><title type='text'>A dois passos do paraíso</title><content type='html'>Algumas ocupações humanas são tão antigas quanto a própria vida social. Outras ocupações são mais recentes, embora, se as observarmos bem, elas são aperfeiçoamentos de outras. Conversas são antigas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na tradição judaica, uma tradição da palavra, os dois primeiros capítulos apresentam uma narração que é sempre uma conversa do ser consigo mesmo: é Javé conversando consigo enquanto cria o mundo e, quando o primeiro homem diz a primeira conversa é uma conversa consigo mesmo, quando ele define o que é a mulher. Não existe o outro que pode pensar ou falar ou se definir, mas é o mesmo que diz o que o outro é. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira conversa, de um ser com outro ser ocorre entre a Serpente e a Mulher. Sabemos o resultado dessa primeira conversa sobre o fruto que havia sido proibido. Daí então virão muitas outras conversas. E o próprio Javé dirige-se diretamente às suas criaturas que se escondem, começam a colocar a culpa de uma ação realizada escondida do criador do jardim no outro; dizem que se um errou o outro também está errado; mas ninguém assume que é responsável pelo que fez. É um parlamento, uma assembléia cheia de acusações aos demais, jamais de auto-acusações, de assumpção de responsabilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro incidente de pouca conversa entre os homens envolvidos é a história de Caim e Abel, que jamais trocam palavras entre si. Caim mata Abel sem que o relator dos acontecimentos apresente os dois conversando. Apenas diz que Caim diz para Abel: “Saíamos.” E o mata. Javé conversa com Caim antes e após a morte de Abel. E após a morte de Abel, Caim conversa com Javé, e suas palavras são semelhantes a de seus pais após terem se refestelado secretamente do fruto que lhes havia sido proibido. Descoberta a farra que em segredo foi realizada em benefício de alguns, surpresos por terem sido descobertos, todos começara a parlamentar que eram inocentes, ou nada poderia lhes ser imputados, pois os outros também o fizeram. Quanto a Abel, bem esse jamais falou, ele foi quem mais perdeu, embora Javé tivesse gostado muito de suas ofertas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, conversar, trocar idéias, dizer o que pensa, o sente, mas fazer isso de maneira explícita para ser a base de todo bom entendimento. Conversando podemos chegar a novas maneiras de entender o que já entendemos, ou perceber que o outro que nos enganar. Toda boa mercancia vem de muita conversa, de muito diálogo: mercadores, mercadantes, bons comerciantes, bons parlamentares sabem disso. Mas é sempre bom conversar de maneira que todos os interessados tenham participação, que nada seja secreto, ou só de alguns. É certo que Javé teve que decidir consigo mesmo a criação, ele teve que convencer-se que era algo a ser feito. Parece que ele disse, informou que não deveria haver banquete com um determinado fruto, entre tantos que estavam á disposição. Ele não fez segredo disso. Até disse o seu uso levaria á morte, à destruição. Mas, eis que ocorreu uma conversa entre uma personagem – serpente – com outros personagens -  mulher, homem – mas na ausência de um dos personagens – Javé. Dessa reunião secreta veio o banquete do qual frutificou a morte anunciada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os negócios feitos às escondidas levam à morte das conversas, das possibilidades de entendimento, pois todos põem a culpa nos demais. Ninguém é culpado. Nem o irmão, nem o pai, nem o avô, nem o neto, nem o namorado, nem o amigo, nem o coronel, nem o cangaceiro, nem o agricultor, nem o pastor, nem o conselheiro. E como ninguém é culpado, todos vivem com medo, pois parece haver uma possibilidade de existir, em algum lugar, um dossiê, uma pasta vermelha (pode até estar vazia) que seja uma chamada para uma conversa com algum mercador andante, algum especialista em prometer que “seus olhos abrirão e sereis como deuses, versados no bem e no mal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-3583414957647843645?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/3583414957647843645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=3583414957647843645&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/3583414957647843645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/3583414957647843645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/08/dois-passos-do-paraiso.html' title='A dois passos do paraíso'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-6871840370083036964</id><published>2009-08-06T16:32:00.002-03:00</published><updated>2009-08-06T16:44:45.887-03:00</updated><title type='text'>Sabedoria paraguaia:O Brasil aceita tudo</title><content type='html'>“O Brasil aceita tudo.” Esta bela frase, tornada pública em matéria jornalística no dia 5 de agosto, foi dita por um paraguaio que ensinava como utilizar, no Brasil, documentos forjados no Paraguai, aceitos por brasileiros. Um claro ato de não observância das leis locais e internacionais. Mas ele fazia isso com tranqüilidade, pois, vendia facilmente carros a brasileiros que aceitam falsificar documentos de residência para justificar a compra de automóveis no país vizinho. Os documentos forjados no Paraguai devem ser usados no Brasil, e isso está sendo feito pois “o Brasil aceita tudo” , como diz o sábio paraguaio que assiste o Brasil aceitar todas as exigências feitas pelo presidente Lugo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim parece pensar grande parte dos brasileiros. Em reportagem esportiva, após a desclassificação de cinco atletas brasileiros por uso de substância não permitida, o repórter perguntou se, tendo o técnico assumido que foi dele a decisão de orientar os atletas a usarem a substância, não seria possível diminuir a pena dos atletas. Bem que se poderia dar um jeitinho, e fazer de contas que os atletas não seriam responsáveis pelo que põem dentro de seus corpos. A pergunta do repórter mostra que, talvez o paraguaio tenha razão. “O Brasil aceita tudo”.  O Brasil aceita que uma pessoa possa dizer publicamente que não conhece o seu afilhado, mesmo que uma fotografia o mostre, no dia do casamento, ao lado do afilhado. O Brasil aceita tudo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a ditadura militar, compreendendo que os eleitores, proibidos de votarem para os cargos de governadores de seus estados, estavam votando sistematicamente em pessoas que, no Senado, fariam oposição ao regime, o ditador Ernesto Geisel fechou o Congresso e veio com um “pacote de abril”, modificando a composição do Senado. Até então cada estado federativo escolhia dois senadores para formar a Casa Revisora Mas, com o objetivo de garantir a presença majoritária do regime e garantir a "governabilidade", foi criado o terceiro senador, este escolhido pelo ditador de plantão. Foi o que se chamou de “senador biônico”, aquele que é escolhido para cargo eletivo sem ter sido votado, sem sido a escolha do povo. Alguns anos depois a ditadura sucumbiu e foi convocada uma Assembléia Constituinte que fez a Constituição. Na nova Constituição, cidadã, como disse o deputado Ulisses Guimarães, manteve em três o número de senadores, ao invés de eliminar a cria da ditadura. E, para a eleição desses senadores foi posta a figura dos suplentes, que são sujeitos ocultos ou ocultados. Esses são eleitos com os votos daqueles, sem que os eleitores saibam quem são eles. Quase um terço dos atuais senadores chegaram ao posto sem terem sido eleitos, são suplentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, tem uma comissão de Ética no Senado que está investigando o senador que disse não conhecer seu afilhado (mentiu) e esta comissão está sendo presidida por um senador que era suplente do suplente. Como dizia o sábio paraguaio: O Brasil aceita tudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-6871840370083036964?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/6871840370083036964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=6871840370083036964&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/6871840370083036964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/6871840370083036964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/08/sabedoria-paraguaiao-brasil-aceita-tudo.html' title='Sabedoria paraguaia:O Brasil aceita tudo'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-834185843824218000</id><published>2009-08-01T06:46:00.004-03:00</published><updated>2009-08-01T17:50:45.914-03:00</updated><title type='text'>A Biblioteca Nacional e o Ponto de Cultura e Leitura Maracatu Estrela de Ouro</title><content type='html'>Escuto o Yellow Submarine, que diz que tudo que eu preciso é amor. Essa é uma eterna questão, pois o amor é vivido nos atos dos dias da vida e não apenas com palavras ocas. O amor é um eterno ato de criação nas experiências diárias. Hoje,vivi algumas experiências interessantes. Hoje, algumas dessas experiências ocorreram na casa do Ponto de Cultura Estrela de Ouro de Aliança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliança é uma cidade da Zona da Mata Norte de Pernambuco, uma cidade pobre: pobre de dinheiro na mão do povo; aparentemente pobre na cabeça, na imaginação dos que dirigem a cidade, pobre de presente, pobre de futuro e rica de um passado pobre. Entretanto a cidade é rica de canaviais. Nesta cidade, auxiliamos a organizar um Ponto de Cultura, o Ponto de Cultura Estrela de Ouro que, em sua primeira ação, promoveu a interação social de 26 jovens, alguns agora estão inseridos no mercado de trabalho em Aliança e em cidades vizinhas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa ação levou-me a escrever dois livros: Festa de Caboclo e Maracatu Estrela de Ouro, a Saga de uma tradição. Um pouco sem sentir, saiu quase uma história da cidade. Mas tem sido difícil manter contato com o Secretário de Educação da Cidade. Assim ainda não pude dizer a ele que o Ponto de Cultura Estrela de Ouro de Aliança agora é parte da rede que está sendo formada a partir da Biblioteca Nacional e que a cidade de Aliança faz parte de uma grande rede nacional de bibliotecas. O Ponto de Cultura, a partir de um pequeno projeto – Leitura no Ponto, Agora é reconhecido como Ponto de Leitura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2005 o Maracatu Estrela de Ouro iniciava uma parceria com Jorge Mautner com o projeto “RioPernambuco.com”, com apresentação musical no Teatro Nelson Rodrigues, no Rio de Janeiro. Aproveitamos a oportunidade para visitar o Museu Nacional e a Biblioteca Nacional. Um bando de mestiços, na sua maioria analfabeta, foi conhecer a catedral da leitura e hoje é sócio de uma instituição criada pelo Príncipe Regente português, Dom João, lá pelos idos de 1808. Fico pensando: como dizer isso a esses senhores que assumem a liderança de uma cidade sem terem como objetivo melhorar a condição de vida, melhorar a condição de educação, de saúde do seu povo. É de muita importância de que a Biblioteca Mestre Batista, em Chã de Camará seja parte do sistema nacional de bibliotecas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste dia 30 de julho de 2009 o Ponto de Cultura Estrela de Ouro de Aliança, que fica ali, no meio do canavial, na Chã de Camará, que fez e faz a riquezas de alguns, assinou um documento que o associou à Biblioteca Nacional, criada pelo regente Dom João de Portugal, no ano de 1808, mas assumida, depois pelo Império e pela República, tanto quanto o Teatro Municipal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esse fato está ligado ao trabalho simples de voluntárias que, a cada sábado, criam e recriam o mundo de crianças e adolescentes com o pequeno acervo da Biblioteca Mestre Batista, agora acrescido com os livros e equipamentos enviados pela Bibioteca nacional.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Como é bom ouvir de jovens, entre treze e quinze anos: “Professor, já li todos os livros que o senhor trouxe a semana passada.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste dia, 30 de julho recebemos da Biblioteca Nacional mais mil livros para saciar a fome de saber e conhecimento dos meninos, das meninas, dos rapazolas, das moçoilas que estão descobrindo a beleza de ler coisas novas enquanto seus pais estão cortando duas toneladas de cana. E esses jovens são filhos de cortadores de cana, bisnetos de escravos de corte de cana. Além dos livros recebemos três cadeiras, duas estantes, um computador, impressora, mesa e cadeira. Que bela essa ligação entre a Biblioteca Nacional e os Pontos de Cultura que sabem que cultura é, também, leitura, reflexão e escrita e não apenas, como podem pensar, batuque e rebolado. Os caboclos de Lança de Cambará não são apenas de apito, mas apitam para o futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso me faz ver como foram desprezíveis certas dores sofridas no contato com os descendentes dos senhores de engenhos falidos (alguns foram meus professores).  Gilberto Freyre teve sobre a sua classe a dignidade da crítica, analisando a decadência dos senhores de engenho por não terem criado condições de integrar os trabalhadores ao mundo que a riqueza do açúcar criava. Mais do que doação do “bolsa família” é mais interessante para o futuro cuidar com mais afinco as transferências culturais. Também é desnecessária a "bolsa ditadura", esta concedida aos “revolucionários” que, sempre disseram, desejar o melhor para o povo que, no Brasil, é esse pessoal que nem sempre tem o mínimo para sobreviver. A maioria dessas "bolsas ditadura" está sendo dada a jornalistas, advogados, políticos, e tantos outros que a recebem por "quase terem se sacraficado" pelo povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses tempos pode ser difícil colocar Cultura e Leitura juntos, pois há quem ache que cultura é só rebolado e que roubo é só de galinha. Mas, nós sabemos, lula sempre foi uma enguia escorregadia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero agradecer e parabenizar Wanessa, Bárbara, Amélia, que sonham comigo e as crianças cada sábado; agradecer a Afonso, Luiz Caboclo, Patrícia, Lourenço, Biu do Coco, a todos os que fazem o Ponto de Cultura Estrela de Ouro; aos meus filhos, à Associação Reviva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-834185843824218000?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/834185843824218000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=834185843824218000&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/834185843824218000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/834185843824218000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/08/biblioteca-nacional-e-o-ponto-de.html' title='A Biblioteca Nacional e o Ponto de Cultura e Leitura Maracatu Estrela de Ouro'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-6520285382723076437</id><published>2009-07-28T08:29:00.001-03:00</published><updated>2009-07-28T08:31:04.457-03:00</updated><title type='text'>Pobreza</title><content type='html'>Uma das notícias da semana passada foi um conjunto de dados, uma pesquisa sobre a quantidade de jovens que serão assassinados nos próximos anos. È uma cifra acima dos vinte mil jovens mortos até o final da próxima década. Esses são índices positivos na luta contra a mortalidade infantil e tudo pode ser perdido na questão da sobrevivência de jovens até 19 anos. Bem, isto está de acordo com a proposta da Organização das Nações das Nações Unidas de fazer com que até 1015 seja reduzida a pobreza extrema na América Latina. Extrema pobreza significa quem vive com um dólar por dia. Há muitos brasileiros nessa situação e o estudo “Rumo ao objetivo de reduzir a pobreza na América Latina e no Caribe” apresentado pelo CEPAL, PNUD e IPEA, diz que “seis países continuariam a reduzir a incidência de pobreza extrema, mas a um ritmo muito lento”, entre eles está o Brasil, juntamente com a Costa Rica, El Salvador México e Nicarágua. Ao mesmo tempo estamos produzindo cada vez mais riqueza. O Brasil, por exemplo, espera estar entre as cinco maiores economias do mundo ao final da segunda década do século. Isso indica que continuará o processo de concentração de renda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos inferir que a pobreza continuará sendo combatida, principalmente com a concessão de bolsas que fazem crescer o consumo, mas que não garantem a melhoria efetiva da qualidade de vida. Pessoas continuarão a viver próximas a esgotos abertos, sem água tratada, sem acesso real aos benefícios criados pela civilização tecnológica. O que essas pessoas recebem, e algumas continuarão a receber, são os efeitos negativos, globalizados com maior facilidade. Para que esse quadro realmente mude, não é necessário o Estado total, pois se assim o fosse, as sociedades do antigo império soviético teriam realizado esse sonho. Mas é necessário que o Estado esteja presente, crie e direcione projetos para que a sociedade siga nessa direção desejada. Para isso carecemos de políticos que tenham uma visão para além dos seus interesses particulares e dos interesses de seus partidos; precisamos de políticos e partidos que sejam capazes de pensar além de apenas permanecerem no poder para seus enriquecimentos comprovados com a construção de castelos, mansões, além da compra de ilhas para seus repousos pessoais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas com certeza algumas coisas já mudaram. No século XIX ocorreu, em Salvador, BA, a chamada Revolta da Chinela, que foi um protesto contra a escassez de farinha e carne para a alimentação dos pobres. Foi uma reação dos mais pobres contra a política governamental que não garantia os produtos para a alimentação básica dos mais pobres, esses que andavam de chinelas, pois o uso de sapato sempre foi apanágio dos que podiam pagar tal parte do vestuário. Depois veio o tamanco, influência que nos chega com a grande imigração do final daquele século, para acompanhar os pés dos pobres. O tamanco foi muito usado até meados dos anos sessenta do século passado, e hoje é utilizado para fazer o maravilhoso trupé do Coco Raízes de Arcoverde. Então foi se estabelecendo, cinqüenta anos depois da chegada dos japoneses, a sua sandália, feita de borracha, e uma das marcas tomou conta do mercado: as havaianas. Mas era utensílio das camadas mais pobres da população. Lembro-me que Enéas Álvares, quando trabalhava no Instituto Nacional do Cinema e eu ia ao seu escritório pegar filmes para apresentar no Alto do Refúgio, em Nova Descoberta, me perguntava por que eu tinha que ir ao seu escritório de sandália havaiana. Hoje, essas havaianas fazem sucesso no mundo globalizado, com famosos as usando nos pés e nas mãos. Entretanto, ainda escutei recentemente: por que é que o senhor está de havaiana?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que eu vejo é que muitas sandálias havaianas descartadas ainda são reaproveitadas por aqueles que vivem com um dólar diário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-6520285382723076437?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/6520285382723076437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=6520285382723076437&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/6520285382723076437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/6520285382723076437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/07/pobreza.html' title='Pobreza'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-9203028064253388752</id><published>2009-07-25T21:23:00.005-03:00</published><updated>2009-07-27T21:02:37.563-03:00</updated><title type='text'>Esperando a primavera</title><content type='html'>Estamos na última semana de julho, o inverno quase acabando nesta parte do país, ou seja, acabando o tempo das chuvas. Daqui a pouco, depois de agosto, chega a primavera, que é o tempo de novas coisas aparecerem, novas flores, tempo de alegria dos bichos e da natureza. Com alguma sorte, poderá ser o tempo de clarear as idéias do supremo dirigente e ele vir a entender que essa gradação de crimes é coisa de criminoso, de quem já cometeu tanto crime que só conta como crime quando o crime for muito grande. Crime pequeno não é crime, pensa o grande pensador já penso de tanta empáfia. Talvez esse não seja um crime, pois a empáfia chega com o poder, com o conhaque, com a falta de respeito aos outros. Mas, é bem difícil se importar em respeitar outros quando se percebe acima do bem e do mal. Esses trinta dias de agosto podem auxiliar a entender que os crimes, mesmo quando praticados por quem está além da “pessoa comum”, são sempre crimes. Sarney já uma vez, em passado “já esquecido na memória das nossas jovens gerações” foi absolvido e absorvido por um “presidente”, o Médici. E isso ocorreu quando ele chegou ao Senado pela primeira vez, quarenta anos atrás.&lt;br /&gt;Esses tempos atuais são interessantes, eles nos pedem mais cautela, mais estudos, mais pesquisas e, simultaneamente esse nosso tempo quer tudo muito depressa e uma pressa tal que já não se pode mais viver o presente, simplesmente, há que se viver já, de imediato, o futuro. Parece que não há mais nada a fazer em relação ao presente, além de deixar-se envolver de tal maneira que não o percebamos, pois já estamos vivendo o que vai acontecer. Anuncia-se como realidade aquilo que ainda virá e, como já se vive não será mais necessário que venha, pois quando vier já se passou. Não se diz que algum governante irá colocar em ação um projeto que virá, caso seja concretizado, construir  x milhões de casas. Se diz: governo constrói x milhões de casas até o ano y. O futuro foi roubado. Assim como roubam o passado. Tudo ocorre no presente. (Exceto as casas que ainda estão sendo planejadas, mas afirmadas como existentes. E porque não acreditar?) O que se perde é pouco, apenas não haverá a sensação do novo. Afinal você já pode comprar o carro 2010 antes que o ano 2009 tenha passado pouco mais de sua metade. Já não há mais este tempo. Ou não há mais tempo, pois tudo é presente.  Como dizia Médici: “o futuro já chegou”. Talvez por isso todos estejam falando no futuro do pretérito. Eu gostaria de convidar.... seria interessante se o senhor pudesse vir... É mais elegante, e de bom tom, politicamente correto, falar sem dizer o que se quer, nenhuma afirmação presente, só a possibilidade de que já poderia ter acontecido, não precisa necessariamente acontecer. Melhor ainda é não deixar que se saiba o que se quer dizer – ou se queria dizer. &lt;br /&gt;Será que eu deveria ter escrito este texto? de qualquer maneira, deveria (ou deverei?)pensar que não é um crime que me levaria à pena de morte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-9203028064253388752?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/9203028064253388752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=9203028064253388752&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/9203028064253388752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/9203028064253388752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/07/eseprando-primavera.html' title='Esperando a primavera'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-828767129628499805</id><published>2009-07-20T17:29:00.001-03:00</published><updated>2009-07-20T17:47:38.685-03:00</updated><title type='text'>Quarenta anos após a alunisagem</title><content type='html'>Pensei que deveria escrever um pouco a respeito da chegada do homem à lua, ou lembrar que naqueles idos eu julgava que o dinheiro gasto naquele investimento seria suficiente para solver o problema de fome, acabar com a miséria neste mundo. Assim, aquele empreendimento não incendiou a minha imaginação tanto quanto a minha indignação. Hoje sei que governantes e seus povos aceitam a manutenção da pobreza em troca de migalhas. Libertar a humanidade da fome apenas ocorrerá quando os humanos decidirem libertar-se das mesquinharias que os fazem acumular milhões. Talvez por isso tenha sido dito que “pobres sempre tereis”, pois é assim que queremos: sempre teremos pobres para fazer discursos, para distribuir esmolas, fazermo-nos parecer bons. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem chegou à lua no final dos anos sessenta após um esforço de uma geração, um esforço político, econômico, social. A mesma década que os foguetes produzidos pelos homens os puseram no solo lunar, também viu o esgarçamento de valores sólidos, mantenedores de ordens superadas, simultaneamente  à conquista dos direitos sociais da segunda e terceira geração. Faz quarenta e poucos anos que mataram os Kennedys: o que liderou o esforço escolar-científico para a conquista da lua, ao mesmo tempo em que escalava a guerra do Vietnan e, internamente, em seu país assumia a luta dos direitos civis, acompanhando o pastor Martin Luther King, também assassinado naquela década; e o outro Kennedy, que junto com o irmão imaginou a invasão malsucedida de Cuba, e que também foi assassinado, também naquela década. Foi, a sessenta dos século XX, uma década de muitas mortes, mas também os anos sessenta foram muito vivos, terminando com o festival de woodstock. A chegada à Lua deve ter alguma relação com o amor livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessante que Xiran  Xue, que sofreu, quando criança, nos anos sessenta, os rigores da Revolução Cultural Chinesa, imposta por Mao-Tsé-Tung, nos diz, nas páginas amarelas da Veja, que essa idéia “liberdade”, “há trinta anos esse conceito não existia na China. Os atuais governantes não foram educados à luz desse conceito. O mesmo se pode dizer dos professores.”  Pois esse conceito – liberdade – também, junto com outros, ainda é recente aqui em nossa pátria, também. Para muitos essa palavra, que significa também viver o ato de escolher, tem sido entendida apenas como “possibilidade de consumir” dentro dos limites peritidos por uma pequena quantia monetária que lhe é dada. Pode consumir, mas não de mudar a qualidade de sua vida, a qualidade de suas opções.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O passeio do Armstrong foi um passo pequeno para o homem e ele indica que ainda falta muito para o "grande passo da humanidade" que pode ser, também, ter um maior conhecimento do espaço sideral, mas é principalmente afastar a fome, a miséria e a desolação em vive mais da metade da população da terra, sem condições de exercer plenamente a sua liberdade. As condições materiais já estão dadas, só falta parar de pensar como Judas. Enquanto pensarmos como ele continuaremos a ouvir: “pobres sempre os tereis”, mas devemos saber que não é por vontade de nenhuma força exterior aos que, como Judas, sempre acham que o dinheiro pode ser “gasto” com os pobres. Judas sabia disso, e os seus seguidores também.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-828767129628499805?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/828767129628499805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=828767129628499805&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/828767129628499805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/828767129628499805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/07/quarenta-anos-apos-alunisagem.html' title='Quarenta anos após a alunisagem'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-5237467443326587034</id><published>2009-07-18T21:42:00.001-03:00</published><updated>2009-07-18T21:48:16.120-03:00</updated><title type='text'>Tem juventude se movimentando: Icapuí, Nazaré da Mata e Aliança</title><content type='html'>Esta semana recebi convite para participar nos dias 16 a 19 de julho, do VIII Acampamento Latino Americano de Juventude, em Icapuí, interior do Ceará. Em carta simples, com poucas palavras, o padre Antonio Lopes informa que esses jovens reunidos em Icapuí, chegados de muitos lugares da América Latina estão realizando uma homenagem a Dom Hélder Câmara, o qual costumava dizer que aos jovens não se deve mentir, que os jovens são capazes dos maiores heroísmos desde que se lhes ofereça motivos e lhes permita sonhar.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre Icapúí, assim está escrito em uma página do IBGE: “As famílias de Icapuí são em média formadas por 6 pessoas, e em sua grande maioria, tem o pai pescador e a mãe artesã. São em geral religiosas, predominando o catolicismo e o protestantismo enquanto religiões. Nota-se que estas famílias possuem uma forte inclinação para a organização popular participando quase sempre de associações e grupos comunitários. As moradias do município detêm uma arquitetura própria, onde as casas mais antigas apresentam em sua grande maioria alpendres e são construídas de taipa. Eram assim construídas no passado (com alpendres dos quatro lados) para abrigar os viajantes e retirantes que faziam o trajeto por dentro do município. Porém, em tempos mais recentes, Icapuí tem ganho reconhecimento até mesmo fora das fronteiras nacionais devido a atenção e importância que se tem dado a educação e a saúde. Estas áreas têm sido discutidas junto com a população, em todas as comunidades, como direito a cidadania. Icapuí pode se regozijar atualmente por ter todas as suas crianças na escola.Outra preocupação do município é o nível de qualidade da educação, por isso é feito convênios com outros órgãos, que podem oferecer know how, como UFC, UECE, etc. Na área da saúde são 10 postos que prestam atendimento à população e um hospital municipal com plantão de 24 horas. Aqui a mortalidade infantil tem os menores índices: 12 por mil nascidos vivos”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro de Dom Hélder, em diversos momentos conversando com jovens, uma vez na quadra coberta do Colégio Salesiano, no Recife; outra vez em um encontro nacional de jovens em Lagoa Seca, Paraíba, e em diversas ocasiões outras. Uma das últimas, quando levei um grupo de estudantes de uma das minhas turmas, ele já aposentado. Então pude sentir a mesma ternura que eu mesmo senti quando tinha vinte anos, cada vez que dele me aproximava. Ainda dizia que os desafios são para serem vencidos pois a escuridão da noite anuncia a madrugada. Ouvi essa idéia de muitas maneiras ao longo de nossa luta pelo retorno do nosso país à liberdade democrática. Lamentavelmente não pude ir a Icapuí. O motivo, é que eu tinha um encontro marcado com jovens e crianças e velhos da Zona da Mata Norte de Pernambuco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela manhã, no Engenho Santa Fé, nos reunimos para avaliar o que estamos construindo com o Programa Canavial, um programa de rádio que envolve rádios comunitárias de quatro cidades – Goiana, Nazaré da Mata, Vicência e Carpina – com o objetivo de apresentar e discutir as criações culturais da região. Todos os programas são produzidos e apresentados por jovens de cada cidade. Entre os jovens o cirandeiro João Limoeiro, que apresenta o Programa Canavial na cidade do Carpina. É um grupo heterogêneo e comprometido com os valores culturais do povo brasileiro. Todos envolvidos com Pontos de Cultura de suas cidades. Também estávamos celebrando a conquista do Prêmio Mídia Livre, do Ministério da Cultura. Todos estamos fazendo rádio e entre nós não há nenhum jornalista profissional, mas todos apaixonados pela nosso criatividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À tarde, fui ao Ponto de Cultura Estrela de Ouro de Aliança. Ali, cada sábado três jovens professoras brincam, estudam, recreiam com crianças e adolescentes. Neste sábado o grupo recebeu a visita dos mestres da cultura, mestres de Ciranda, Coco, Cavalo Marinho, Maracatu de Baque Solto. Os mestres contam histórias de suas vidas, tocam instrumentos, ensinam a dança, as canções. Eles são os guardiões da cultura, que na África recebem o nome de Griôs. Esses mestres farão estarão com essas crianças uma vez por mês, e estão se preparando para visitar escolas do município. Se não fui a Icapuí falar sobre Dom Hélder, creio que, sem mencionar Dom Hélder, estive a auxiliar fazer com que jovens cultivem a esperança da vida e renovei a minha vontade de viver, participando desses encontros em que, os jovens com menos idade e os jovens com mais idade e experiências, criam e recriam a cultura e a esperança de maneira simples, pequena porque, como dizia Dom Hélder “o mundo será melhor quando o menor acreditar no menor”, pois sempre podemos dar e receber e quando ocorre a doação ocorre a renovação e o mundo é criado mais uma vez. E assim tem sido e assim será. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como uma Icapuí – Canoa Veloz – neste dia estive com jovens reunidos no Engenho Santa Fé – Nazaré da Mata, com os jovens reunidos no Ponto de Cultura Estrela de Ouro, e estive com os jovens do VIII Acampamento de Latino Americano de Juventude, realizado no interior do Ceará, no lugar chamado Icapuí.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-5237467443326587034?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/5237467443326587034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=5237467443326587034&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/5237467443326587034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/5237467443326587034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/07/tem-juventude-se-movimentando-icapui.html' title='Tem juventude se movimentando: Icapuí, Nazaré da Mata e Aliança'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-1076020116581598708</id><published>2009-07-14T21:42:00.002-03:00</published><updated>2009-07-14T22:06:35.685-03:00</updated><title type='text'>Trópicos, éticas e escapulários</title><content type='html'>É assim como um inverno, esse período de chuvas nessa parte do mundo: alguns locais ficam mais frios, outros mais molhados. As chuvas caíram, subiram como nunca no Amazonas, com um rio represando outro, e parte do Brasil notando que a solidariedade fica mais próxima do Trópico de Capricórnio que do Trópico de Câncer, ou melhor, da linha do Equador. Coisas essas que se aprendem ouvindo, vendo e lendo as notícias das águas que sobem e que fazem nascer solidariedades que ofertam notícias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também nisso podemos perceber certas questões éticas, certos comportamentos que, a proximidade de Capricórnio é cancerígena para a ética e seus conselhos que protegem certos habitantes, pouco normais, que vivem próximos do Trópico de Câncer. É que em Brasília foi definido, no Senado, uma Comissão Parlamentar de Inquérito, que faz lembrar uma anedota em que um menino rico, que é dono do campo e tem uma bola de futebol, chama os vizinhos para jogar, mas sempre lembrando que ele é o dono do campo e da bola: ele tem que ganhar! Assim o governo está controlando a presidência e a relatoria da Comissão Parlamentar de Inquérito que vai examinar os atos do governo em relação à Petrobrás. Os vizinhos irão para o campo sabendo que o jogo não tem juiz, pois o juiz é o dono da bola. O melhor é que a próxima - a segunda - reunião dessa CPI ocorrerá no dia do aniversário do lançamento da bomba atômica sobre Hiroshima. Entre tantas metáforas, teremos que esperar para saber qual o significado e resultado desta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, o mais poderoso senador da República, Renan Calheiros, influí de tal maneira no Conselho de ética do Senado, montado às pressas depois de cinco meses, que por sua vontade ainda não se sabe quem vai ser o presidente do referido Conselho. Por questão ética, o senador Calheiros que já renunciou o cargo de presidente do senado para evitar cassação de seu mandato, só admite um verdadeiro aliado para dirigir, com o seu código de ética, o Conselho de ética do senado Federal. Por isso o Conselho de Ética não foi formalmente formado. (as maiúsculas e minúsculas nesse caso são metafóricas, não são erros de digitação nem do digitador)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas ações dos aliados do atual governo deram, à oposição, a idéia de que o governo não estava cumprindo os acordos necessários para que se pusesse em votação a Lei de Diretrizes Orçamentárias da União, essa que aprova o que o governo poderá gastar no ano seguinte, e por isso recusaram em votar o orçamento proposto pelo palácio. Resultado: atrasaram as férias dos senadores e deputados e esse pessoal junto pode trazer alguns problemas. Um deles já apareceu: na proposta da LDO, o executivo está propondo que sejam suspensas as ações de auditagem no próximo ano (eu acho que haverá eleição no próximo ano), assim o governo poderá agir sem o controle do Tribunal de Contas da União. Aí eu fico me perguntando qual a razão que o governo tem para pedir que não sejam auditados os seus atos. Para que servirá o Tribunal de contas da União, se ele não puder fazer auditagem das ações dos governantes? E por que se tem tanto medo de auditagem em um ano eleitoral? E eu pensei que pelo fato de o executivo indicar os membros do TCU isso lhe daria tranquilidade!!! Parece que nem nos amigos se pode confiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta semana os católicos recifenses celebram a Flor do Carmelo, a Senhora do Carmo. Essa invocação da Mãe de Jesus dá a seus filhos um escapulário que lhes garante uma proteção especial no momento da morte e que ela, a Flor do Carmelo, por maiores que sejam os nossos pecados, nos livrará do fogo do inferno. Tomara que ela nos livre da ética que estão ensinando aos brasileiros em troca de renda sem trabalho, de peixe sem vara de pescar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos rezar cantando como Roberto Carlos: Nossa Senhora, me dê a mão, cuida de meu coração, da minha vida, do meu destino, cuida de nós!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-1076020116581598708?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/1076020116581598708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=1076020116581598708&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/1076020116581598708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/1076020116581598708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/07/tropicos-eticas-e-escapularios.html' title='Trópicos, éticas e escapulários'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-6321518617393107909</id><published>2009-07-10T21:58:00.004-03:00</published><updated>2009-07-10T22:10:29.622-03:00</updated><title type='text'>Gente comum, o conselho de étca do curral e os olhos verdes</title><content type='html'>A semana passou e eu fiquei calado em meu canto para não comentar coisas da vida, dessa vida comum que vivemos e que fazemos o possível para não encontrar coisas da política, coisas do poder. Até mesmo li jornais e fui a consultórios médicos para verificar que tenho saúde aprovada por eles. Só não consegui escapar das manchetes de jornais que conspiram contra alguns anormais, ou seja, aqueles que não podem ser julgados como pessoas normais. Soubemos que não há possibilidade de uma “pessoa normal” vir a ser eleita para qualquer cargo político. Definitivamente a política parece ser algo que deva passar bem distante de simples operários. Deve ser por isso que o atual presidente do Senado, após cinco meses de sua posse, não teve condições de formar o Conselho de Ética daquela casa legislativa. Afinal, como o Senado estar prenhe de vestais não tem carência de um colegiado que venha a lembrar os seus membros dessas coisas que preocupam “as pessoas comuns”. Gente comum, um funcionário público comum, poderia até perder o emprego se esquecesse de informar que é possuidor de um castelo digno de ser invejado pelo príncipe que acordou a Branca de Neve, mas não um deputado que comprou segurança a si mesmo e pagou com o dinheiro das “pessoas normais, comuns”. Gente comum, como aquele ricaço americano que enganou uma pirâmide de gente comum com uma pirâmide financeira foi preso, algemado, julgado, condenado a duas vidas de prisão. Gente comum é algemada, mas os não comuns, esses “anormais” que são postos acima da lei, dificilmente serão tratados como gente comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma complacência com os costumes dessaspessoas “não comuns”, há uma tolerância para com seus hábitos, e isso está ficando tão visível que The Economist já está entendendo que o presidente Luiz Inácio faz gestos tolerantes sempre que é de seu interesse, pouco se importando com os resultados futuros de sua leniência, seu apego à defesa dos amigos, em prejuízo da moral. Em defesa da “governabilidade” vemos a vitória da “lei de Gerson”, aquela que diz ser o certo “tirar vantagem de tudo”, especialmente da falta de vontade de alguns pensarem e agirem. O Congresso Nacional brasileiro está apostando na inércia, na incapacidade de agir, mesmo de re-agir dos cidadãos. Só isso explica que os deputados tenham aprovado uma lei eleitoral que permite que condenados na justiça possam ser candidatos a cargos eletivos e, se eleitos, tornarem-se possuidores de foro especial, escapando da justiça comum, essa que cuida das “pessoas comuns”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o presidente da República se esforçasse um pouco para dizer que a prática de caixa dois é um erro; se o presidente não viesse defender salários e vantagens astronômicas para os deputados enquanto define que o salário mínimo não pode mais que R$530.00m no p´roximo anos. O DIEESE, criado nos tempo de Lula sindicalista, quando ainda estava próximo do se chama “homem comum”, diz que o salário mínimo para estar de acordo com o preceito constitucional deveria ser mais que R$2.200.00. Se o presidente usasse um pouco de sua capacidade de convencimento para indicar algumas práticas mais éticas, se não fosse tão sôfrego na defesa dos seus amigos pegos em erros, ele completaria com louvor a parte do seu governo que protege os que vivem mais miseravelmente neste país. Hoje se cria, se fortalece, a idéia de que a ética tem pouca importância, que o respeito às normas podem ser postas em lugar secundário, desde que se garanta a “governabilidade” e um ministro (José Múcio) dar a um governador (Eduardo Campos) o seu curral eleitoral. Esta vitória de José Múcio foi maior que a vitória de Jarbas Vasconcelos sobre Miguel Arraes, o avó do governador dos olhos verdes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai ver que Lula pode ter alguma razão nessas coisas de cor dos olhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-6321518617393107909?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/6321518617393107909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=6321518617393107909&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/6321518617393107909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/6321518617393107909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/07/gente-comum-o-conselho-de-etca-e-o.html' title='Gente comum, o conselho de étca do curral e os olhos verdes'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-4304309057745312677</id><published>2009-07-05T21:52:00.003-03:00</published><updated>2009-07-06T10:43:43.523-03:00</updated><title type='text'>Caminhos de culturas</title><content type='html'>Semana agradável com muitas emoções e novos conhecimentos, essa que terminou no sábado e, para esta que começa neste dia esperamos construir caminhos novos que também levem à novas situações de saber. Estive em São Paulo com o objetivo de encontrar artistas e suas artes. Ocorreu o lançamento do segundo edital Interações Estéticas do Ministério da Cultura. Foi uma oportunidade de saber e ver as interações construídas ao longo de 2008-2009, verificar como as diversas linguagens interagiram e artistas de diferentes classes sociais, de diferentes regiões do país, conviveram, criaram conjuntamente e expressaram sentimentos, realizaram projetos. As conversas foram de caráter agradável, substancial e frutífero, e envolveram todas as linguagens das artes brasileiras. E toda essa conversa envolvendo Pontos de Cultura de todo o território nacional. Uma festa mestiça, mulata, sincrética: uma festa brasileira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive, nesse encontro, acompanhando o projeto KAOSNAVIAL que envolveu o Terno do Maracatu Estrela de Ouro de Aliança, do Ponto de Cultura Estrela de Ouro, a guitarra de Afonjah e Jorge Mautner, do Ponto de Cultura Kaos: uma Interação de ritmos, melodias, poemas e sons que explodiu no palco do espaço da FUNARTE, com maracatus, sambas, cirandas, regues e cocos. Esperamos que no mês de outubro venha o Cd resultante da interação das estéticas da Mata Norte, São Paulo e Rio de Janeiro.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitei a viagem para conhecer dois museus, o Museu da Língua Portuguesa e a Pinacoteca Paulista; o primeiro no prédio da Estação da Luz e o segundo construído na frente da Estação da Luz na passagem do século XIX para o XX. O deleite das palavras e o acompanhamento da história das línguas e, mais especificamente, da Língua Portuguesa me fez perder a noção do tempo – fiquei três horas – olhando e interagindo com a criatividade de todos que interagiram para fazer um museu tão vivo. Além disso estava em mostra as interações entre o Português e Francês. Entretanto tive uma surpresa. Ao longo de meus estudos de História do Brasil sempre ouvi falar e li nos livros sobre a existência de uma Língua Geral, que era o meio de comunicação nos tempos do Império Português, até os tempos do Marques do Pombal, e então fui surpreendido com essa língua ser alcunhada de Língua Geral Paulista, a qual tendo recebido as muitas influências, inclusive a dos nordestinos, teria gerado o Português falado no Brasil. Foi mais uma coisa que aprendi, mais uma maneira de contar a história do Brasil a partir de São Paulo, como a Europa conta a história do mundo a partir dela. Cada um com suas invenções. Não vou dizer que isso é política, mas é exercício de poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como as palavras estão ligadas às imagens, pude ver o Mestre Caju, do Maracatu Beija Flor de Aliança cantando versos, a demonstrar a diversidade, a mestiçagem da cultura brasileira. E o Coco de Embolada de Caju e Castanha nos acompanha após ouvirmos e vermos, versos e textos de Camões, Augusto dos Anjos, Chico Buarque, Gregório Matos, Vinícius de Moraes, Graciliano Ramos e tantos outros mestres da língua e cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aconselha-se a todos que forem a São Paulo, não gastarem todo o tempo na Rua 23 de Março; tornem obrigatória uma viagem de metrô, com parada na Estação da Luz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, neste domingo 5 de julho, foi inaugurado o Ponto de Cultura da Associação dos Maracatus de Baque Solto de Pernambuco, na cidade de Aliança. ASMBS foi uma criação de três grandes Mestres: Hermenegildo, Manoel Salustiano e Severino Batista. Parabéns Manezinho Salustiano, parabéns a todos os 102 maracatus de Baque Solto de Pernambuco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-4304309057745312677?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/4304309057745312677/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=4304309057745312677&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/4304309057745312677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/4304309057745312677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/07/caminhos-de-culturas.html' title='Caminhos de culturas'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-2857312795392315585</id><published>2009-06-28T21:18:00.003-03:00</published><updated>2009-06-29T19:12:57.591-03:00</updated><title type='text'>Morte de Michel Jackson sobrevida de Sarney</title><content type='html'>Os últimos dias foram ótimos, para os que, no Brasil pretendem esconder as verdadeiras noticias, aquilo que realmente importa aos cidadãos, aqueles que pretendem manter acesa, as suas preocupações cívicas. Eis que enquanto o senado não conseguia dormir por conta da possibilidade de aparecer mais uma denúncia, eis que nos Estados Unidos da América do Norte morreu uma ex-pantera e, para melhorar ainda mais, morreu Michel Jackson, o super astro, aquele que, enquanto jovem,  foi a perfeita metáfora de sua geração. Jamais envelhecer, jamais aceitar o que a realidade nos oferece, jamais se conformar com o mundo real, sempre procurar um mundo mais perfeito que esta imperfeição que nos rodeia. Não para que todos sejam felizes, mas para que apenas alguns consigam ser felizes e façam com quem outros pensem que um dia serão felizes como eles. Talvez por isso ele talvez tenha morrido infeliz e ninguém saiba o que fazer com os seus filhos e com as dívidas que ele deixou.  Mas, como sabemos, Michel Jackson é a metáfora de seu tempo: um tempo indefinido, sem certezas, um tempo fugaz, com luzes sempre em mudanças de velocidades e cores; um mundo de movimentos coletivos, mas apenas para seguir os movimentos indicados por um grande coreógrafo. Michel foi o grande coreógrafo do último lustro do século XX, que permanecerá no século XXI, mais por sua morte que pelas novas criações na novel centúria. Ele não teve tempo pra novas criações, embora milhares de pessoas compraram ingressos para suas futuras na expectativa de ver sua criatividade ativa nos próximos meses. Entretanto ocorreu uma parada cardíaca. Bem, não ocorreu a parada  de  informações sobre atos mal feitos no sendo federal do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O senador José Ribamar Sir Ney admitiu que entre os funcionários que estão lotados em seu gabinete há alguns fantasmas, inclusive que podem ser encontrados a serviço do seu aliado o senador Renan Calheiros, que não foi cassado por conta do apoio que Sarney e Lula prestaram a essa tão perfeita figura de servidor brasileiro. Tanto Sarney quanto Lula sempre entenderam que não se pode governar o Brasil sem Renan Calheiros. Agora, José Dirceu, o ex-ministro que continua dando as ordens no partido do qual Lula é Presidente de Honra, entende que não se pode governar o Brasil sem Sir Ney. Descobriu-se, também que em uma sala secreta, havia um sofá vermelho, um projetor, uma  tela e filmes pornográficos. Tudo ligado ao ex-diretor geral do senado, posto no posto por Sir Ney, neste momento em licença prêmio remunerada. Mas Sarney – Sir Ney – é um homem acima de qualquer suspeita e não pode, segundo o presidente Lula, jamais ser visto como um ”homem comum”. Está certo Lula, o Bem Amado e bem avaliado presidente desta república que ainda pensa que o que põe no ministério da educação e nas secretárias de educação é gasto. Investimento é aluguel de filmes pornográficos a serem vistos no senado nacional. Por isso é tão difícil afastar esses funcionários de seus cargos e de suas diretorias desnecessárias. Ao mesmo tempo podemos assistir encontros dos presidentes dos três poderes, que deviam ser independentes, jurarem que agiram conjuntamente para que tudo seja resolvido. E com certeza tudo será resolvido, desde que nada seja mudado, pois eles sabem que ninguém reclamará e, caso haja reclamação, será ação de uma oposição que sempre deseja o pior. Assim diziam os políticos do PSDB quando estavam no governo, assim diz hoje o antigo líder da oposição, hoje no governo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que bom que morreu Michel Jackson, o seu funeral dará tempo para que se encontre uma saída para Sarney e, também para a liderança de Lula que, se antes dizia que Sarney não poderia ser julgado como “um homem comum”, hoje já diz esperar que Sarney faça as investigações necessárias sobre os erros que o senado vem cometendo sob a sua liderança. Lula quer que Sarney Investigue com justiça e isenção os atos ilícitos que foram praticados em favor de sua filha, seu neto, sua nora, e seus amigos. &lt;br /&gt;Todos nós sabemos que isso irá acontecer, pois Lula jamais mentiu, jamais enganou. Pode ser que alguns se enganaram a respeito dele. Ele sempre demonstrou o seu imenso desejo de fazer o melhor pelo Brasil. E isso ele tem feito. Talvez lamentemos que para isso ele tenha cedido muito, o suficiente para Frei Beto não mais ser seu conselheiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-2857312795392315585?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/2857312795392315585/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=2857312795392315585&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/2857312795392315585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/2857312795392315585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/06/morte-de-michel-jacson-sobrevida-de.html' title='Morte de Michel Jackson sobrevida de Sarney'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-1694785128270252827</id><published>2009-06-25T07:22:00.000-03:00</published><updated>2009-06-25T07:23:20.817-03:00</updated><title type='text'>Fogueiras de santos e de vaidades</title><content type='html'>As fogueiras que queimaram em honra a São João estão pagadas e já se encaminham os pensamentos para os últimos dias de junho quando serão queimadas madeira homenageando a São Pedro, muito lembrado como padroeiro dos pescadores, mas também, em alguns lugares do Brasil, como o protetor das viúvas. Mas enquanto festejamos, sempre é bom lembrar que essas festas são parte da vida. Elas encontram seus sentidos nas histórias de cada lugar, de cada povoado. Festas sem história são imposições, e a sua repetição fará que ele venha a criar a tradição que lhe será própria. Assim é que todas as gerações agregam novos aspectos às tradições mais antigas que, em nosso caso, são tradições mais rurais. São memórias de outros tempos, mas são principalmente a vivência das emoções atuais ou atualizadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto queimavam as fogueiras, soubemos de maiores detalhes da queima de nossos impostos na fogueira das vaidades que tem sido a vida de nossos senadores e deputados. Até mesmo ameaças veladas foram ditas no esforço de fazer parar o “denuncismo” contra os políticos. Estranho que se entenda que não deva ser causa nacional a defesa da boa aplicação dos recursos nacionais provenientes dos impostos, ou seja, dos trabalhos dos muitos trabalhadores e trabalhadoras. Seria ótimo que as labaredas das fogueiras de São Pedro viessem proteger o “dinheiro da viúva”. Essa expressão era utilizada, algum tempo atrás, para referirmo-nos ao caixa do Estado. Sim, a defesa da riqueza nacional é e deve ser sempre uma Causa Nacional. O “dinheiro da viúva” não pode ser privatizado para pagar os empregados pessoais de senadores e senadores.&lt;br /&gt;Uma transcrição de uma notícia vinda da BBC: &lt;br /&gt;Segundo a organização, que promove o cumprimento das metas das Nações Unidas para o combate à pobreza no mundo, os países em desenvolvimento receberam em 49 anos o equivalente a US$ 2 trilhões em doações de países ricos.&lt;br /&gt;Apenas no último ano, os bancos e outras instituições financeiras ameaçadas pela crise global receberam US$ 18 trilhões em ajuda pública.&lt;br /&gt;A divulgação do relatório coincide com o início de uma conferência entre países ricos e pobres na sede da ONU, em Nova York, para discutir o impacto da pior crise econômica mundial desde os anos 1930.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-1694785128270252827?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/1694785128270252827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=1694785128270252827&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/1694785128270252827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/1694785128270252827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/06/fogueiras-de-santos-e-de-vaidades.html' title='Fogueiras de santos e de vaidades'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-6952466218159484901</id><published>2009-06-17T21:12:00.004-03:00</published><updated>2009-06-18T05:26:31.601-03:00</updated><title type='text'>Jerry Ribamar Adriano</title><content type='html'>“Ninguém poderá julgar-me nem mesmo tu, mas a verdade é malvada eu sei..” &lt;br /&gt;Esses são versos cantados por Jerry Andriano cantava nos anos sessenta, nos embalos da Jovem Guarda, em um tempo em que eram bastante populares as versões italianas. Jerry Adriano já não canta que não poderá ser julgado, mas agora quem canta esse verso é o atual presidente do Senado que, em lamentoso e lamentável discurso, disse que a sociedade brasileira não pode julgá-lo. No século XXI, escutamos ecos da nobreza que não admitia pagar impostos, afirmavam-se acima dos mortais comuns, o que o caso dos reis, que eles não prestariam contas de seus atos, senão à divindade. Os estamentos superiores não poderiam ser julgados, de maneira alguma, pelos setores inferiores da sociedade. “Não posso admitir ser julgado, ser acusado, especialmente após tantos anos de serviços prestados à sociedade”. E tem servido ineterruptamente a maio século, a auxiliar a todos os governantes desde então. Bem, penso Carlos I da Inglaterra (século XVII) e Luiz XIV (século XVII) da França, assim pensavam. Vemos como está atualizado o líder dos governos militares. Mas não só ele pensa que apenas Deus deve julgar os governantes por seus atos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, eu estava pensando sobre esse tema e nessa direção, alguma coisa sobre a pretensão desse destemido líder que tornou o Maranhão um dos estados mais ricos deste Brasil. Eu bem que queria criticar o moderno coronel dos Maribondos de Fogo, mas enquanto eu pensava fazer tais coisas, eis que o presidente da República do Brasil, lá do outro lado do mundo, veio em socorro do senador que tem uma boa parte da família na folha do pagamento do Senado Federal. Defendeu Sarney e chamou de "denucismo" essas notícias que mostram como o Senado está funcionando a favor de alguns parentes e amigos dos senadores, com troca de presentes e oferta de empregos, até mesmo para quem vive na Espanha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vou eu criticar o presidente Sarney se o presidente Luiz Inácio da Silva vem e diz que ele, Sarney, não pode ser visto como um homem comum. Lula entende que Sarney não é um homem como milhões de brasileiros que podem vir a ser julgados por seus atos; Sarney está acima do bem e do mal. Assim, eu deveria calar meus pensamentos sobre José Ribamar para não ofender um percentual de brasileiros que não podem entender que se pense diferente do grande líder. Afinal ele “é o cara” e tem sido aconselhado por aquele outro “cara”. E essa conversa toda pode ficar cara. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, é preciso discutir todas as possibilidades da vida. As nossas possibilidades de erros com as conseqüèncias que advém, inclusive julgamentos diários em nossas vidas profissionais, e jamais esquecer que todos os que assumiram cargos públicos, nos regimes democráticos, estão sempre sob avaliação. Ainda que sejam presidentes de Senado ou de Rpúblicas. Seus atos são conforto para alguns e direcionam o tipo de sociedade de eles almejam criar, ou indicar aos seus companheiros-cidadãos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-6952466218159484901?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/6952466218159484901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=6952466218159484901&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/6952466218159484901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/6952466218159484901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/06/jerry-ribamar-adriani.html' title='Jerry Ribamar Adriano'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-8960351902118482525</id><published>2009-06-12T22:51:00.002-03:00</published><updated>2009-06-12T22:53:06.845-03:00</updated><title type='text'>Senadores se repetem no erro e os eleitores também...</title><content type='html'>Acompanhar as ondulações noticiosas que emanam do Planalto Central do Brasil, está cada vez mais emocionante e, ao mesmo tempo, monótono, repetitivo. Estes últimos adjetivos contrapõem-se ao “emocionante” porque a emoção é a surpresa de não haver parada nessa monótona sucessão de escândalos e comportamento criminoso de nossas deputados e, agora, senadores. Senador é palavra proveniente de “senhor”, na idéia de “mais velho, mais experiente”, mais sábio. Assim, os senadores seriam os que, por sua experiência e sabedoria, revisariam com atenção maior as decisões tomadas na Câmara, pelos deputados, esses, figurativamente mais jovens e menos experientes que os senadores. Contudo parece que os nossos senadores, mais que sábios, são donos de “sabiduria” e, vez por outra, fazem quase questão de agirem senilmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mais nova traquinagem desses senhores de idade, em plena democracia e na época das comunicações e “ transparências”, é a edição de atos secretos. A última vez que ouvi isso foi na época do ditador Garraztazu Médici, que tinha como aliado um deputado apodado de José Sarney. Pois bem, o senado – reunião de velhos – um dos diretores ali posto pelo José Sarney, inaugurou a era dos decretos secretos na democracia brasileira. Por esses decretos secretos, ou seja não publicados, foram concedidas benesses ao neto de Sarney (disse que não sabia de nada), foram estabelecidas aposentadorias para muita gente e concedido o pagamento de horas extras para os funcionários que estavam em férias. Mas, diz o atual secretário da casa, Garibaldi Alves, ainda não se sabe se essas coisas são ilegais e por isso elas serão estudadas uma a uma. Esse seu comportamento que parece indicar cuidado e cautela, na verdade nos diz que ele não pensa e não age por princípios, e sim por contingências e, analisando contingência por contingência, sempre se encontra um meio de evitar que o compadre seja prejudicado. Nós, cidadãos de baixa extração, pagaremos a conta com nossos impostos.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Garibaldi Alves também foi presidente do Senado enquanto eram produzidos secretamente esses decretos. Ele não sabia que eles existiam. Também não sabia o Renan Calheiros, também presidente do Senado no período e com amigos beneficiados por atos que ele não sabia. Tudo era muito secreto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os presidentes do Senado não sabiam o que estava acontecendo na casa que eles dirigiam. Eram presidentes atentos à “próxima eleição” e não aos interesses dos estados que eles representam. Aliás, esses senhores estão nos ensinando que eles sempre representaram os interesses seus, de suas famílias, de seus amigos e, também os de seus Estados, desde que os interesses dos seus Estados coincidam com os interesses seus, de seus familiares e de seus amigos. Afinal ali eles estão, acreditam e praticam, para pensar como vencer a próxima eleição e poderem continuar nessa eterna sinecura familiar que é este país. Ia dizer vem se tornando, mas ele vem se tornando assim desde o período anterior à proclamação da República. Mas vivemos em um mundo acelerado. E os celerados são mais acelerados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O exemplo dos senadores está sendo seguido pelos deputados pernambucanos que criaram uma aposentadoria para eles mesmos que lhe dá o direito de se aposentar – com vencimento total – após cinco anos de trabalho e com prazo retroativo a ano 2001. Assim, os que não conseguiram se eleger nas duas últimas eleições, mesmo sem trabalhar, podem pedir a aposentadoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós que trabalhamos trinta e cinco anos e contribuímos para a Previdência durante trinta e cinco anos, nós cidadãos que elegemos esses senhores, nós pagaremos as suas aposentadorias, e também a daqueles a quem eles puseram em cargos de confiança, com os nossos impostos. E não foram apenas os da base do governo que aprovaram e aprovam essas ações criminosas!!! Ética e comportamento moral não tem sido preocupação nem objetivo de nenhum dos partidos. Como disse um ex-líder de partido ético: “ sempre houve caixa dois”. Não tem porque reclamar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-8960351902118482525?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/8960351902118482525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=8960351902118482525&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/8960351902118482525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/8960351902118482525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/06/senadores-se-repetem-no-erro-e-os.html' title='Senadores se repetem no erro e os eleitores também...'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-8374274502064270820</id><published>2009-06-10T11:25:00.002-03:00</published><updated>2009-06-10T11:32:57.098-03:00</updated><title type='text'>O mundo não deixou de ser religioso, outros são os deuses e as liturgias</title><content type='html'>Este texto fooi publicado recentemente no Jornal Panorama da Mata Norte, da cidade de Goiana, PE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve um tempo em que as vidas e as decisões eram orientadas pelos sucessos climáticos, pelas estações do ano, pelas datas religiosas. Era uma época em que o mundo era visto como algo sagrado, lugar da manifestação da divindade. Trovões, relâmpagos, chuvas, enchentes, sol que nasce diariamente, lua que paira sobre a noite, ventos fortes e ventos fracos, tudo era manifestação divina. Nos últimos setecentos anos vem ocorrendo um processo de secularização: os homens e mulheres estão descobrindo os mecanismos, os movimentos da natureza, as razões desses movimentos e os véus que enchiam de pavor os seres humanos foram sendo afastados. Assim, o mês de Maio que era de Maria, para os católicos, foi se tornando o mês das noivas, das mães e, agora é o mês das compras. O mês de dezembro, que era o mês do natal do Menino Jesus, agora e o mês do Papai Noel, o mês dos presentes, o mês das compras. O mês de junho, que era o mês de Santo Antonio, São Pedro e São João, passaram um tempo como o mês das canjicas, pamonhas e milho assado, agora é o mês do forró, das festas e outras compras. O mês de julho, que era o mês de Santana, a mãe de Maria, tentou ser o mês das avós: Poucas compras são feitas, mesmo porque, com esse desemprego, tem neto que vive de olho na aposentadoria dos avós. O mês de agosto, que era visto como de azar, pois se dizia que era o tempo do diabo andar solto e tinha lá o dia das sogras, vem sendo tornado em o mês dos pais. Vende pouco, mas rende algum. O mês de abril era muito visto como o mês da Páscoa, e Dorival Caymi fez poesia dizendo que era o mês das rosas, mas agora é o mês do Leão da declaração de imposto de renda ao governo federal.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, vivemos hoje em um mundo dessacralizado e, ao mesmo tempo, um mundo muito religioso, como nos mostram a construção de muitas igrejas em cada esquina dos bairros de nossa cidade. Pessoas passam por cidades brasileiras que foram construídas nos séculos XVII e XVIII, se admiram de como o povo antigamente era religioso, e dizem isso por causa das construções barrocas das igrejas construídas naqueles séculos. E dizem: para que tantas igrejas? Esse povo no passado não tinha o que fazer? Pois bem, chama atenção essas construções barrocas que representam uma religiosidade que se expunha porque também era espaço de sociabilidade, lugar onde as pessoas iam para conversar, ouvir música, fazer amizades, etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas igrejas, construídas nos séculos anteriores, tinham funções mais amplas do que a adoração e as rezas, elas eram o lugar da sociedade se apresentar e, cada lugar de assento nos bancos era representativo do lugar social. Hoje os espaços da socialização são outros: os bons e maus cantores estão em outros lugares; os centros de compras – shopping centers – e galerias são os preferidos para os encontros e nas cadeiras ou filas dos bancos é que se vê quem é quem na sociedade. Esses são os nossos lugares de socialização e representações, hoje. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, igrejas, templos, centros espíritas, tendas continuam sendo construídos e reconstruídos. Continua uma intensa prática religiosa, que acompanha os grupos humanos desde os primórdios da civilização. A religião continua sua tarefa de auxiliar na organização social, a religiosidade é mais vasta; talvez os deuses sejam menos exigentes que o Leão da Receita Federal e o pior dos infernos seja ter o nome, não lista da excomunhão religiosa, mas na Lista do Serviço de Proteção ao Crédito. &lt;br /&gt;Sim, o “deus mercado” também exige a roupa nupcial para que se possa entrar nos paraísos de consumo. Nas catedrais do consumo, bancos e centros de compra, o cartão de crédito e a ficha limpa no SPC é que dizem se nossa “alma” está limpa para ali entrarmos e participar dessa nova religião: consumir e ser alegre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-8374274502064270820?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/8374274502064270820/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=8374274502064270820&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/8374274502064270820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/8374274502064270820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/06/o-mundo-nao-deixou-de-ser-religioso.html' title='O mundo não deixou de ser religioso, outros são os deuses e as liturgias'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-3243933151728369344</id><published>2009-06-05T21:20:00.006-03:00</published><updated>2009-06-06T22:27:05.052-03:00</updated><title type='text'>´Águas do Atlântico e Águas de Algodões</title><content type='html'>Conversando, cada um de nós encontra novas idéias; ouvindo o dito e vendo o não dito encontramos novas maneiras de inventar e compreender o mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, pela televisão ouvi o atual presidente do Brasil falar em “alternância do poder”, o que levará os analistas políticos amanhã começarem a falar de que a dona Dilma não está mais na corrida presidencial. Isso fará com que a brincadeira que fizemos ontem, um grupo de amigos, que comparávamos a Argentina e o Brasil, esteja plenamente superada. Falávamos que a Argentina teve sua Isabelita, morrendo por seu povo como a “mãe dos descamisados” e o Brasil, mantendo a tradição imitativa que nos foi imputada pelos argentinos, eles que imitam franceses e ingleses, teria a dona Dilma, como a nostra mater pactis. Mas, como dizia Juquinha, a gente evita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez essa nossa brincadeira tivesse ocorrido pela semelhança entre ambas, ao menos a semelhança médica entre ambas; talvez tenha sido motivada pela avidez que os brasileiros temos de querer dominar tudo, como o nosso Ministro da Defesa. Vimos como ele, após dominar a constituição, quiz dominar os oceanos e os ares, nos informando que já teriam encontrado restos do avião francês que desapareceu na rota Rio-Paris, com vôo iniciado na Argentina. O tempo e a  realidade não foram amigos do Ministro da Defesa, agora indefensável. Ele confundiu “destroços” de um desastre com lixo jogado ao mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso serviu para entendermos melhor como funciona a preocupação da segurança no Brasil. Quando centenas de famílias brasileiras foram atingidas por enchentes (transbordamento de rios) em cidades do Piauí, Maranhão e Ceará não pudemos perceber nenhuma autoridade federal atuando na defesa desses milhares de brasileiros. Apenas depois de dois meses é que o governo federal liberou um helicóptero para atender as vítimas. Vão dizer que é implicância minha, mas o Modificador da Constituição estava na África e apareceu como radiante e fagueiro para nos informar que o avião “não explodiu”, enquanto mostrava como prova uma faixa de óleo de cinco quilômetros de extensão. Em seguida, pego em tão grande mentira, ou ao menos por tornar pública notícia não confirmada, o Ministro da Defesa, sem defesa, desapareceu como o airbus da air france. Alguém mandou o gaúcho calar a boca.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem vou mencionar que o atendimento dos desabrigados pelas chuvas no Norte e Nordeste já nem mais é anunciado em nenhuma das redes de informações que atuam no país, as televisões. Os nordestinos desabrigados, embora eleitores,também desapareceram do noticiário. E ainda temos que nos desculpar ao governo francês que não nos acusa, mas diz que é melhor checar as informações antes de torná-las pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda bem que a seleção de Dunga está sendo preparada para um confronto com a seleção do Uruguai em um lugar que a seleção brasileira não vence a três décadas, nos dizem os jornalistas, sem nos informar o número de jogos. Coisas de jornalismo esportivo. Acirramos os ânimos guerreiros e depois iremos lamentar os mortos na batalha. Isso nos faz esquecer que o DIEESE, entidade de pesquisa criada pelos sindicatos em época que o atual presidente do Brasil era presidente de sindicato, nos informa que o salário mínimo deveria ser de R$ 2.400.00 para atender a exigência constitucional. O salário mínimo é de algo parecido com 1/6 do que o DIEESE diz. Mas isso não importa, continuaremos com as bolsas família e os bolsões de miséria.. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por falar nisso, onde anda Nelson Jobim, que não é o Nelson de Trafalgar, nem o Jobim do Cais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-3243933151728369344?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/3243933151728369344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=3243933151728369344&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/3243933151728369344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/3243933151728369344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/06/aguas-do-atlantico-e-aguas-de-algodoes.html' title='´Águas do Atlântico e Águas de Algodões'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-3026423437335871289</id><published>2009-06-02T16:23:00.002-03:00</published><updated>2009-06-02T16:27:55.245-03:00</updated><title type='text'>Nação Cultural em São José do Belmonte</title><content type='html'>Enquanto almoçava hoje, conversava com um estudante que me perguntou sobre a minha participação no projeto Pernambuco Nação Cultural, ocorrido recentemente na cidade de São José do Belmonte, no que se convencionou chamar de Sertão central. Sua pergunta deveu-se ao fato de ele saber que fiz uma palestra naquele evento, logo após a minha passagem por Correntes e Garanhuns, que fica no Agreste Meridional. Ora, acho muito simpático esse projeto do governo do Estado de Pernambuco, pois ele reconhece que há uma diversidade cultural em Pernambuco e também dentro de cada uma das regiões e cidades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais sedutor para mim, é verificar que está a ocorrer o reconhecimento da existência cultural dessas localidades, o reconhecimento do artista local, chamado para ser professor do seu ofício. Essa palavra “oficineiro” eles não aplicam para a “oficina” do professor Ariano Suassuna,- bela aula sobre poesia lírica, cômica e épica - como também não utilizaram para mencionar as palestras que foram dadas pelos convidados, eu entre eles. Mas todos fomos professores oficineiros, embora eu creia que será melhor chamar Zé de Mestre de Mestre, ou seja, professor, quando se falar de que ele está transmitindo o seu saber, o saber de sua região que é a sua cultura, parte da cultura universal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, foi uma grata experiência fazer uma palestra que foi ouvida e discutida, respeitosamente, por pessoas dos mais diferentes grupos sócio-econômicos da aprazível São José do Belmonte: havia no salão paroquial cerca de cento e vinte pessoas, estudantes do ensino básico, do ensino médio, professorandas, professores, jornalistas, comerciantes, donas de casa. O tema que me foi dado a debater, o Sebastianismo, é um tema de interesse local, pois ali ocorreu um momento dessa manifestação de desespero e fé. O melhor é que o tema era de conhecimento de todos, por isso procurei oferecer uma interpretação do fenômeno social, chamando atenção que era apenas mais uma interpretação, um pouco diferente daquela que põe toda a responsabilidade do massacre ocorrido na Pedra do Reino apenas aos camponeses, como se fosse possível ser camponês e perder a esperança em vida melhor sem a intervenção de um “rei obscuro”, sem que houvesse a presença de senhores de terras e de sonhos que impedem outros sonhos até o desespero. O Sebastianismo não é algo próprio dos pobres sem interferência dos ricos. Não existe Sebastião de Aviz derrotado em Alcácer Quiber sem Felipe II na Espanha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-3026423437335871289?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/3026423437335871289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=3026423437335871289&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/3026423437335871289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/3026423437335871289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/06/nacao-cultural-em-sao-jose-do-belmonte.html' title='Nação Cultural em São José do Belmonte'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-830583119081908824</id><published>2009-05-27T10:56:00.002-03:00</published><updated>2009-05-27T10:57:59.059-03:00</updated><title type='text'>40 anos do Assassinato do Padre Antonio Henrique Pereira Neto</title><content type='html'>O campus da Universidade Federal de Pernambuco foi o local escolhido pelos matadores do Padre Antonio Henrique Pereira Neto para jogar o seu corpo, ao que parece, ainda com vida, pois quando foi encontrado verificou-se que suas mãos encrespadas guardavam alguns pedaços de capim. Era a madrugada do dia 27 de maio de 1969.&lt;br /&gt;Embora o crime jamais viesse a ser solucionado, uma certeza vem dessa não solução: a tortura e morte do jovem sacerdote católico foi um recado enviado ao Arcebispo de Olinda e Recife, Dom Hélder Câmara, um bispo atento às necessidades do seu rebanho quando boa parte da sociedade brasileira preferia viver como se não estivesse ocorrendo uma ditadura no país, um cerceamento das liberdades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido em 1940 e ordenado presbítero em 1965, o jovem sacerdote estava acompanhando e orientando jovens adolescentes de classe média e dava aulas no Colégio Marista. Esse trabalho de orientação de jovens causava temor aos dirigentes do país, uma vez que a orientação da arquidiocese era de que a ação pastoral levasse à consciência social e, conscientes, os jovens poderiam superar a doutrinação que pretendia levar toda uma geração a desconhecer o que verdadeiramente vinha ocorrendo no país. O pouco tempo de vida apostólica do Padre Henrique não lhe permitiu deixar muitos escritos sobre a sua ação. Seu trabalho com os jovens consistia muito em ouvir e conversar, o que deve ter sido uma grande virtude do sacerdote que atendia a juventude, pois os jovens sempre precisam ser ouvidos, especialmente em situações de arbítrio que não lhes permitem viver os ideais que a juventude acalenta. Mas se temos poucos escritos do Padre Henrique é porque pouco se escrevia naqueles anos em que todos podiam ser suspeitos e cada anotação poderia incriminar a si mesmo ou a algum amigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jornais não noticiaram a morte do padre, e foram proibidos de noticiarem os atos fúnebres – o velório que ocorreu na Matriz do Espinheiro e o sepultamento que ocorreu no Cemitério da Várzea. Milhares de pessoas levaram, a pé, o corpo do padre desde o Espinheiro até à Várzea, um percurso de 10 quilômetros, acossados pela polícia que queria tomar o corpo do padre das mãos do povo. O assassinato do padre Henrique ocorreu dias após a tentativa de matar o estudante Cândido Pinto. Esses acontecimentos corroboram a idéia de que havia um esquadrão para matar os que se opunham ao regime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na nota em que informou a morte do padre Antonio Henrique Pereira Neto, a arquidiocese desejou “Que o holocausto do Pe. Antônio Henrique obtenha de Deus a graça da continuação do trabalho pelo qual doou a vida e a conversão dos algozes”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-830583119081908824?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/830583119081908824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=830583119081908824&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/830583119081908824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/830583119081908824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/05/40-anos-do-assassinato-do-padre-antonio.html' title='40 anos do Assassinato do Padre Antonio Henrique Pereira Neto'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-8612195982481810217</id><published>2009-05-24T19:23:00.001-03:00</published><updated>2009-05-24T19:24:54.142-03:00</updated><title type='text'>O Boi da Macuca e o cheiro do povo</title><content type='html'>Este final de semana foi no Agreste Meridional, hospedado em Garanhuns e trabalhando em Correntes, indo pela manhã e retornando à tarde. O local de trabalho a casa localizada na Fazenda Macuca, conversando sobre o Ponto de Cultura Boi da Macuca. O Boi da Macuca nasceu da imaginação de Zé, o Zé da Macuca, geólogo que abandonou uma carreira vitoriosa no grupo João Santos para ocupar o espaço geográfico herdado de seu pai, e foi aprender a cuidar da terra e do gado, mas descobriu a existência de um boi mítico que está presente na imaginação das pessoas, como estão, o dos seus trabalhos, mas que, com o crescimento da bacia leiteira, ou mesmo com a criação de gado para o corte, faz diminuir a população de cidades como Correntes, Palmerina, entre outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive como ouvinte de debates sobre ações que devem ser realizadas para tornar o Ponto da Macuca mais evolvido com a comunidade, para além dos divertimentos, das celebrações que ali são realizadas: desfile de carros de boi, instrumento de trabalho fundamental naquela região por conta das estradas, carros de boi embelezados por seus proprietários, que desfilam para eles mesmos, perdidos na área rural. E o reencontro com as tradições musicais locais, tão forte que fez o Boi da Macuca ganhar o carnaval de Olinda, ir até a Alemanha e ser a vitória daquela região na derrota na copa da França. Ouvi de concertos de música renascentista no meio do silêncio dos espaços da fazenda e de um certo festival que, segundo alguns, era uma “estaca de madeira”. E conheci  João, o “padre” apaixonado por uma “tequinha”. E os mistérios da Macuca, e tudo isso por conta da interação promovida pelo Pontão de Cultura Canavial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto trabalhava chegou um senhor Eraldo que, ao ouvir meu nome e a minha voz se emocionou ao reconhecer um professor de sua juventude, ele hoje formado em filosofia, encontrando quem apontou o caminho da universidade. Tarde alegre, compartilhada com minhas companheiras de viagem, Lilica e Fátima Menezes, enriquecida pela companhia dos participantes da Sociedade dos Artistas de Garanhuns, proponentes do Ponto de Cultura Boi da Macuca, gente ligada a literatura, à música, á arte plástica. Ao final da tarde, cervejas, boa cachaça, alegria dos muitos participantes do Boi da Macuca que vieram conversar conosco e nos ajudar a entender o lugar. Vi coisas que pensei nunca mais veria: refrigeradores Philips, geladeiras SOCIC funcionando. Essas geladeiras acompanharam a minha infância e juventude na mercearia de meu pai. Elas sumiram de meus olhos à medida que fui virando professor, mais ou menos à mesma época em que Eraldo ouvia as minhas aulas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a mais gostosa risada foi dada em um curral com bezerros: ali estava entronizado no lugar onde sempre quis estar, o rosto risonho de quem dizia preferir o cheiro de bosta de cavalo que o cheiro do povo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Boi da Macuca tem o cheiro do povo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-8612195982481810217?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/8612195982481810217/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=8612195982481810217&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/8612195982481810217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/8612195982481810217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/05/o-boi-da-macuca-e-o-cheiro-do-povo.html' title='O Boi da Macuca e o cheiro do povo'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-3870288728125951794</id><published>2009-05-21T08:03:00.006-03:00</published><updated>2009-05-21T08:15:40.134-03:00</updated><title type='text'>"teólogo" sem ética usa o patrimônio moral do DOM para ganhar dinheiro</title><content type='html'>Estou pondo no blog uma notícia que recebi do Instituto Dom Hélder Câmara, nno qual tenho interesse e ao qual estou ligado. A nota mostra como algumas pessoas perderam totalmente o senso de vergonha, ética, respeito. Precisamos erguer novamente certas qualidades, certos comportamentos como bons e outros como negativos e destrutivos. Esse "senhor" merece nosso repúdio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prezados amigos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A mensagem hoje não é de um bom anúncio: o Instituto Dom Helder Camara - IDHeC foi enganado por uma  pessoa, de nome Adriano de Lima, passando-se por irmão da Comunidade “Anuncia-me”, poeta, teólogo e restaurador, atuante na Paraíba, que compilou escritos de Dom Helder e publicou o livro “As 100 melhores Meditações de Dom Helder”, sem nenhum pedido prévio ao Centro de Documentação Helder Camara – CEDOHC, guardião do acervo literário do Dom.  &lt;br /&gt; Tínhamos informações sobre o assunto e procuramos manter contato para esclarecer a questão dos direitos autorais quando, na última segunda-feira, 18/05 - de passagem por Recife, ele solicitou ao CEDOHC banners por empréstimo e alguns livros e postais em consignação, para uma palestra sobre Dom Helder em Campina Grande, e foi atendido.&lt;br /&gt; Com imensa surpresa, fomos informadas na terça-feira que o referido Adriano se colocou como membro do IDHeC/CEDOHC, cobrando cachê pela palestra e uma quantia considerável pela Exposição que, segundo ele, seria a mesma produzida pelo CAAL, Universidade Cândido Mendes, CESEP e Editora Paulinas, quando na realidade trata-se de fotos coladas em cartolinas, causando uma grande decepção aos contratantes e aos convidados do evento, entre bispos, padres, religiosos e alunos.  E o mais grave, comunicou que a quantia cobrada seria revertida para o CEDOHC. Nosso Dom, sinceramente, não merece esse ultraje de sua memória. &lt;br /&gt; Como o Sr. Adriano já anunciou uma série de eventos onde deverá participar nos mesmos moldes (incluindo também entrevistas em rádios e TV´s), o IDHeC comunica que este cidadão não tem nenhum vínculo com essa instituição e nem está autorizado a falar ou promover exposição sobre Dom Helder em nome do CEDOHC, braço cultural do IDHeC. &lt;br /&gt; Nas homenagens pelo Centenário do Dom, já foram realizadas várias palestras, desde 2008, todas proferidas por colaboradores do IDHeC, em Recife e em outras cidades brasileiras, sem nenhum custo para as entidades que solicitaram, pelo contrário, todas as pessoas sacrificaram seus compromissos profissionais e pessoais para cumprir a missão de, realmente, semear o ideal eclesial e social de Dom Helder, com muita alegria. Registramos ainda que a Diretoria e o Conselho Curador do IDHeC são constituídos por voluntários, que não cobram participação em eventos. &lt;br /&gt; Achamos importante comunicar de imediato a todos que receberam nossa programação (que vai ser retificada), ou que forem abordados para a mesma ação proposta pelo Sr. Adriano (em nome do IDHeC/CEDOHC), que não participem nem aceitem nenhuma atividade que envolva este cidadão, o qual será notificado dessa decisão da Diretoria e advertido de que, caso insista, o IDHeC tomará as medidas cabíveis para o caso. &lt;br /&gt; Pedindo que desculpem a nossa ingenuidade, fruto da confiança que aprendemos a ter nos irmãos, aproveitamos a oportunidade para enviar nosso fraternal abraço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recife, 20.05.2009&lt;br /&gt;INSTITUTO DOM HELDER CAMARA&lt;br /&gt;LUCINHA MOREIRA – Presidente do Conselho Curador &lt;br /&gt;ELIZABETH (BETE) BARBOSA – Diretora Cultural&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-3870288728125951794?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/3870288728125951794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=3870288728125951794&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/3870288728125951794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/3870288728125951794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/05/teologo-sem-etica-usa-o-patrimonio.html' title='&quot;teólogo&quot; sem ética usa o patrimônio moral do DOM para ganhar dinheiro'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-4537144056383012679</id><published>2009-05-18T13:17:00.001-03:00</published><updated>2009-05-18T13:22:38.355-03:00</updated><title type='text'>Raio cai em tracunhaém e em jornalistas</title><content type='html'>Nesta manhã, no noticioso de uma emissora, que está a se tornar uma revista e quase uma matéria insossa sobre os acontecimentos, exceto um ou outro comentário, foi interessante ver o rosto dolorido de conhecido conhecedor de vinhos, após uma reportagem sobre a morte de quatro jovens em um campo de futebol na cidade de Tracunhaém. A morte dos adolescentes deveu-se a uma descarga elétrica, um raio. A reportagem mostrou fotografias de dois dos rapazes mortos. A dor apresentada pelo apresentador foi acompanhada com uma frase que, se a memória não falha, era assim: “a cidade onde ocorreu este lamentável incidente é tão pobre que dois dos rapazes não tinham fotografias a serem mostradas.” &lt;br /&gt;Tracunhaém está presente a história de Pernambuco e do Brasil desde 1710 quando alguns senhores de engenhos, de Olinda, foram até os seus engenhos naquela região, que dista 50 quilômetros do Recife, para lá se organizarem em pequeno exército e atacar o Recife, recém elevado à condição de vila. Os donos de terras e de cana de açúcar não conseguiam permitir que Recife crescesse no século XVII, jamais permitiram que a riqueza produzida nas terras que lhes pertencem por terem sido doadas pelo rei português jamais chegasse àqueles que produzem a riqueza. Esse acontecimento fútil, mas capaz de provocar constrangimento a especialistas em degustação de vinhos, é uma mostra do que ocorre na Zona da Mata Norte de Pernambuco, uma região que produz riquezas e que mata seus trabalhadores de fome por conta das usinas e dos usineiros, a quem o atual presidente chamou de heróis, menos de um ano.&lt;br /&gt;Tracunhaém é um pequeno retrato do que sofre o povo brasileiro, um povo que ganha tão pouco que não pode pagar uma foto 3x4 de seus filhos. O mais surpreendente, é que a equipe da famigerada emissora de televisão que esteve no local, sique utilizou equipamentos para fazer a notícia. É esse o tipo de jornalismo que se faz hoje. Pobre, como a mentalidade dos ricos que dominam este país.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-4537144056383012679?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/4537144056383012679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=4537144056383012679&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/4537144056383012679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/4537144056383012679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/05/raio-cai-em-tracunhaem-e-em-jornalistas.html' title='Raio cai em tracunhaém e em jornalistas'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-9029643132607461374</id><published>2009-05-17T18:10:00.003-03:00</published><updated>2009-05-17T18:18:14.648-03:00</updated><title type='text'>Um fim de semana na Mata Norte</title><content type='html'>Acordo com salvas de canhão em homenagem ao 176º aniversário da emancipação de Nazaré da Mata. Em algumas leituras que fiz, ela, Nazaré, parece ter sido um povoado ligado a Olinda, outras dizem Igarassu. De qualquer modo ela parece ter sido o mais antigo esforço de ocupação do norte da Mata, cercando os duzentos anos, ainda que pese ter sido em Tracunhaém que, senhores de engenhos em desacordo com a ereção do Recife como cidade em 1710, viessem se organizar em uma Liga para atacar a novel vila. Mas o “engenho” que originou Nazaré ficava bem mais para dentro, mais acima do Rio Tracunhaém, encontrando-se mais próxima do Sirigi, em terras que hoje fazem parte do município de Vicência, criado a partir de Nazaré, no início do século XX. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, se pernoitei em Nazaré, onde ocorreu festa durante a noite, com forrozeiros mais à antiga e bandas que dizem tocar forró estilizado, um nome que esconde a preferência por um outro gosto que, para alguns é bom para outros é ruim, cujos nomes sempre indicam misturas improváveis ou peças íntimas do vestuário feminino, grande parte do sábado foi investido em contato com jovens que auxiliavam crianças e pré-adolescentes em atividade lúdicas e leitura, no Ponto de Cultura Estrela de Ouro, na zona rural de Aliança, (uma cidade que nasceu do desmembramento de Nazaré em 1932), uma passagem rápida por um curso que está introduzindo vinte e cinco jovens (moças e rapazes) no mundo da produção cultural, especialmente na criação e na feitura de projetos culturais para a região. O avanço da monocultura da cana sobre todas as demais atividades econômicas, está definindo essa região como uma área de turismo, não apenas rural, mas também cultural. E parece ser interessante anteciparmos na formação de certas habilidades que serão necessárias nesse mundo que se cria como subproduto da busca por combustíveis orgânicos renováveis; é isso que a Associação Reviva está fazendo juntamente com Afonso Oliveira Produções. Depois fui encontrar-me com o cirandeiro João de Limoeiro, que vive de cantar ciranda a quatro décadas. É que este artista do verso e das melodias está participando de um projeto que envolve rádios comunitárias de Goiana, Nazaré da Mata, Vicência e Carpina, um programa nomeado Rádio Canavial, cujo objetivo é fazer conhecida a produção dos grupos artísticos da região, e que também eu ajudo. Aliás, necessário que se diga que dito programa acabou de receber o prêmio “Comunicação Livre” do MinC. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, domingo, passei o dia em Condado, cidade filha de Goiana, participando de um seminário que visa criar a Carta de Cultura de Condado, objetivando a criação de um Conselho Municipal de Cultura. Foi um dia agradável de encontro com Biu Alexandre e Antonio Teles, dois grandes mestres de Cavalo Marinho, seu Francisco, Mestre cirandeiro, Rubem, músico presidente da Filarmônica 28 de julho e jovens futuros mestres da cultura popular. Recebi de José Paulo Freitas um cordel de sua autoria. José Paulo é avô da jovem que coordenava o Seminário de políticas Culturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Condado é uma cidade com baixo índice de desenvolvimento humano - IDH, e acreditamos que apostando na cultura local, sem negação de outras tendências culturais, poderemos auxiliar a reverter essa situação que, por ter sido historicamente criada é, por isso, superável.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-9029643132607461374?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/9029643132607461374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=9029643132607461374&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/9029643132607461374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/9029643132607461374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/05/um-fim-de-semana-na-mata-norte.html' title='Um fim de semana na Mata Norte'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-8452299025190594385</id><published>2009-05-14T08:41:00.002-03:00</published><updated>2009-05-14T08:57:34.954-03:00</updated><title type='text'>Diplomacia e racismo</title><content type='html'>A diplomacia é uma atividade desenvolvida de maneira silenciosa, de maneira que muitas vezes só sabemos seus resultados algum tempo depois Contudo, nesses tempos de multimeios, de caminhos diferentes para acessar informações, vez por outra sabemos das negociações diplomáticas ainda em andamento. É assim que sabemos sobre a possibilidade de o um brasileiro vir a assumir posto de maior direção na UNESCO, uma agência da Nações Unidas para a Educação, a Cultura e a Ciência. Este é um cargo de grande importância, tanto pelo grande orçamento que ele envolve (e esta é a razão maior para muitos) é um espaço que, se ocupado, permitirá aos educadores e agentes culturais fazerem pressão para que o país venha a investir um pouco mais nessas áreas fundamentais para a vivência plena da cidadania. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As possibilidades de o Brasil vir a assumir a direção da UNESCO aumentaram desde que a França e os Estados Unidos retiraram o apoio que estavam dando ao representante do Egito, por este ter feito declarações racistas, ameaçado queimar livros escritos em hebraico nas bibliotecas de Cairo, e coisas semelhantes. Deixaram de apoiar o candidato do Egito para apoiar um candidato brasileiro que é funcionário da UNESCO. Ora, assim parece certo que o Brasil venha a presidir a UNESCO. Contudo, o Itamaraty está amarrado a um acordo que leva o Brasil a apoiar um candidato dos países árabes, mesmo contra um brasileiro; mesmo que o candidato do outro país seja um racista declarado, mesmo que o governo atual tenha criado uma Secretaria Especial para a Igualdade Racial. Até o dia 30 de maio o Brasil terá que se definir entre apoiar a si mesmo para assumir a direção da UNESCO ou apoiar um racista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por falar em racismo, vi ontem, dia 13 de maio, pela televisão, o presidente da Secretaria para Igualdade Racial acusar um funcionário do Congresso por sua condição de negro que, segundo ele – o presidente, infelizmente, apresenta-se contra a criação de cotas raciais no Brasil. O comportamento do presidente da Secretaria de Igualdade Racial é uma demonstração do que poderá vir a ser a igualdade pretendida por ele. É um perigo esse caminho de construção de um estado segregado por conta de uma “dívida histórica”, que não está sendo cobrada aos portugueses, aos ingleses, aos holandeses e a todos os que acumularam capital com o comércio de escravos entre os séculos XV e XIX, inclusive os sobas africanos que aprisonavam e vendiam os africanos como animais para os comerciantes europeus. Toda essa "dívida histórica" deve ser cobrada apenas ao Brasil!! A Secretaria Especial para a Igualdade Raqcial está fazendo um esforço enorme para entrar nas universidades,mas pouco esforço para garantir a escola básica (fundamental e média) para os negros pobres das favelas, das “comunidades”, dos bolsões de pobreza. Há pouco esforço para que se construa infra-estrutura de esgoto, serviço de água, iluminação das ruas, etc, que beneficie os negros, índios, mestiços, todos pobres e brasileiros. Sim, todos eles são brasileiros e este país e suas leis devem ser feitas para todos os barsileiros, não apenas para alguns, como nós estamos vendo no gueto chamado Congresso Nacional, com tratamento diferenciado para alguns cidadãos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuo a entender que se medidas forem tomadas para atender os brasileiros, e não apenas parte deles, o Brasil melhoraria, e não correria o risco de chocar ovos de serpentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As boas intenções de se pagar “dívidas históricas” podem pavimentar o caminho de mais um gueto: além do gueto da miséria cultural e educacional, teremos os guetos que separarão os brasileiros por raças, pela cor da pele, pelo cabelo, pelo nariz, pelo lábio, pelo formato da cabeça. Exatamente como faziam os nazistas. Nazismo não é questão de pele, é questão de mentalidade, de crença em superioridades e moralidades a-históricas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, esperemos, mas não estaticamente, a decisão do Itamaraty e o Congresso Nacional.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-8452299025190594385?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/8452299025190594385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=8452299025190594385&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/8452299025190594385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/8452299025190594385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/05/diplomacia-e-racismo.html' title='Diplomacia e racismo'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-6017216409528319927</id><published>2009-05-10T08:22:00.005-03:00</published><updated>2009-05-10T08:30:08.793-03:00</updated><title type='text'>Mãe e os doces de mandioca</title><content type='html'>Este texto foi escrito para o Programa Rádio Canavial, um projeto que envolve rádios comunitárias de Goiana, Nazaré da Mata, Carpina e Vicência. Foi o editorial desta semana, em homenagem às mães. Assim eu pensei como podemos conversar com as nossas tradições, nossa mãe natureza e nossas mais primeira tradição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AGRADECENDO ÀS NOSSAS MÃES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mês de maio temos alguns desafios. Os agricultores estão atentos a limpeza dos roçados, evitando que o mato venha a cobrir os pequenos leirões das verduras, das hortaliças e dos tubérculos. Um outro desafio do mês de maio é conversar sobre mulheres. É que no mês de março a gente já conversou aqui sobre o dia das mulheres e, agora, tem o dia das mães. E a gente fica pensando: e as mães não são mulheres? É, as mães são mulheres, e são mais que uma mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes a gente fica olhando a mandioca, de onde vem a farinha que alimenta a gente, alimenta os nossos filhos, nossos amigos e nossas amigas. Da mandioca vem a farinha que pode ser transformada em farofa, que se mistura com o feijão ou com a fava. Tem gente que prefere misturar a farinha com o ovo duro e machucado. E tem aqueles que preferem misturar a farinha com o jirimum para acompanhar uma carne um peixe. Mas também da mandioca se faz a goma para o pé-de-moleque, o bolo ou para o cuscuz molhado. E também serve para fazer a tapioca, que pode ser no coco, com açúcar, ou como essas tapiocas mais modernas, com leite condensado, queijo e outras riquezas da nossa cozinha. Mas o que tem isso a ver com o dia das mães, além do fato de serem elas que nos ensinam a gostar dessas iguarias de nossa terra?, iguarias que nossas avós criaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que a Mandioca é uma mulher. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma lenda dos nossos antepassados índios diz que havia uma menina muito bonita, mas tão bonita que todas as outras tinham ciúme dela. O nome dela é Mani. Um dia houve uma grande seca e faltou comida para a tribo. Não se sabe bem porque, mas Mani ficou doente, trazendo muita tristeza para todos da tribo, mesmo para as invejosas. E quando Mani morreu, a tribo fez uma cova não muito distante da taba onde viviam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de duas luas, a tribo viu que da cova subia uma haste, e na quarta lua eles puxaram a haste e viram que o corpo de Mani virava uma raiz forte. Eles chamaram essa raiz de ManiOca, ou seja, a Casa de Mani. E depois perceberam que podiam fazer muitas comidas daquela raiz. E nunca mais a tribo passou fome, pois a manioca, ou nandioca, virou comida para todo mundo. E Mani, passou a ser a vida daqueles nossos antepassados. Mani é como a nossa mãe primeira, a mulher que todo dia dá um pouco de sua vida para que todos nós continuemos a viver alegres e felizes. Da mesma maneira que Mani deu a sua vida para que sua tribo não morresse, assim, a nossa mãe é a mulher que alimenta a gente de carinho, que cuida da gente, que sonha com a gente, que não dorme enquanto a gente não chega em casa. É um amor que sacia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a história de Mani e da Mandioca, a Rádio Canavial e o Movimento Canavial desejam que as mães de todos os canavieiros, e todas as canavieiras que são mães, sejam muito felizes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-6017216409528319927?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/6017216409528319927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=6017216409528319927&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/6017216409528319927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/6017216409528319927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/05/mae-e-os-doces-de-mandioca.html' title='Mãe e os doces de mandioca'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-3351157067950839381</id><published>2009-05-06T16:50:00.000-03:00</published><updated>2009-05-06T16:51:10.258-03:00</updated><title type='text'>Eles querem nos vendar</title><content type='html'>Vez por outra a gente se surpreende com as coisas que estão vindo da capital federal. O interessante é a sua capacidade de não suspeitar que existe um país, uma nação além do aeroporto. Mal se consegue convencer que o dinheiro do povo  não pode ser usado para pagamento de passagens para parentes, vem o presidente da República e diz que não acha nada de mais que se use o dinheiro do parlamento para que a esposa do parlamentar viaje com ele. Fico imaginando o que diria o presidente da República se os professores universitários, convidados para fazer palestra no exterior, sobre suas pesquisas, levasse à tiracolo a sua esposa, às expensas do Conselho Nacional de Pesquisa. Por menos que a farra das passagens, o Reitor da Universidade de Brasília perdeu a magnificência no tratamento por não saber tratar a coisa pública. Ora, senhor, não repita essa bobagem que deve ter sido dita só para agradar o apaixonado deputado Sílvio Costa, da base aliada, que usou dinheiro público para dar mimos ao seu amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tem mais. Agora os deputados, e de todas as bases, os aliados aliados e os aliados da oposição, pretendem aprovar uma lei que obrigará os brasileiros a votar em lista fechada, definida pelos caciques dos partidos políticos. A isso eles estão chamando “reforma eleitoral”, e que poderemos chamar de uma garantia para que os mesmos que estão na câmara e no senado, hoje, possam se reeleger. Se o voto for de lista fechada, ninguém saberá mais em quem votou, pois serão eleitos aqueles que os partidos definirem como os primeiros da lista. Essa “reforma eleitoral” que fecha as possibilidades do eleitor promover mudanças no parlamento, está sendo costurada para ser posta em prática na próxima eleição. Vamos ficar atentos e conversar sobre esse assunto com o máximo de pessoas possíveis. Não podemos permitir que eles criem uma lei que nos obrigue a votar de olhos vendados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-3351157067950839381?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/3351157067950839381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=3351157067950839381&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/3351157067950839381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/3351157067950839381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/05/eles-querem-nos-vendar.html' title='Eles querem nos vendar'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-7915244883162687503</id><published>2009-05-05T10:36:00.005-03:00</published><updated>2009-05-05T21:06:39.728-03:00</updated><title type='text'>Menos ciências nas universidades? Uma nova reforma na universidade</title><content type='html'>Recebi telefonema de um professor de Geografia. Estava horrorizado com notícia que havia lido no jornal A Folha de São Paulo. A informação era de que o Ministério da Educação está estudando o fim das disciplinas Geografia e História para o Ensino Fundamental e Médio. O mesmo ocorreria com as demais ciências, e se utiliza o argumento de que o ensino está muito fracionado e é necessário promover certa unidade dos conhecimentos. Isto vindo de um governo que estimulou o fracionamento do ensino com indicação para criação das mais diversas disciplinas que objetivam mais dividir que unir o conhecimento é, evidentemente estarrecedor. Já não estarrece tanto o modo que tais disposições vêem sendo tomadas pelo Ministério da Cultura, que tem desenvolvido a cultura de não ouvir os professores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve um tempo, na Ditadura Militar que se tentou acabar com o ensino de História, criando a área de Estudos Sociais e cursos de Educação Moral e Cívica, Organização Social e Política do Brasil, para que todos pensassem do mesmo modo. A Ditadura foi derrotada, os cursos de História e Geografia permaneceram, embora enfraquecidos nos ensinos Fundamental e Médio, pois perderam carga horária. Após a Ditadura ocorreu um amplo debate com os educadores e a sociedade civil para estabelecer as Leis de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira; em governos anteriores foram estabelecidos Parâmetros Curriculares para os diversos níveis de ensino, mas as instituições de representação dos professores foram ouvidas. Isso não parece acontecer agora. E não é de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O atual governo, esse que atualmente nos gerencia, acostumou-se à obediência cega ou à compra de assentimento. A utilização de Medidas Provisórias (novo nome para Decreto Lei) ensinou ao governo que assim é mais fácil, pois essas medidas são a “pedagogia do bode na sala”, que é a colocação de algo inaceitável e, ao mesmo tempo se põe o bode na sala, com todo o fedor. Então as pessoas reclamam e se tira o bode. Com a saída do bode o inaceitável além do bode passa a ser aceito. Com a saída do bode que não concordar é porque é contrário ao interesse do Brasil, pois o gerente se tornou a própria empresa que gerencia. Não há contestação, pois todos os movimentos sociais foram cooptados, de alguma forma, e fazem parte da gerência. A política do fato consumado é que se observa em toda a prática gerencial de nossa federação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim está sendo com a lenta transformação das ciências humanas – licenciaturas e bacharelatos – em cursos técnicos, pois cada vez há menos tempo para os debates quer levam à compreensão dos fenômenos para que as pessoas “aprendam as técnicas” de ensinar. O que ensinar e compreender o que se ensina é secundário. Tudo em decisão tomada no Conselho Nacional de Educação sem ouvir, realmente ouvir, os professores das ciências, pois bastou para os pedagogos com assentos no Conselho, ouvir o que diziam os pedagogos de fora do Conselho. Enquanto isso cresce o número de universidades e de cursos superiores e a qualidade desses cursos é cada vez mais questionada, pois as decisões são tomadas para atender interesses imediatos, alegrar políticos da base aliada que, sabemos constantemente, não tem base alguma, exceto a flutuação dos interesses eleitorais. E isso é aplicado à educação!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez tenhamos, mais uma vez o silêncio das Associações dos professores de Historia, de Geografia, de Matemática, de Química, etc., pois já tivemos esse silêncio quando ocorreu a diminuição de 200 aulas das ciências, ao mesmo tempo em que ocorreu o aumento do ano letivo. E tudo imposto, ou negociado com um bode na sala. Como dizia um pedagogo: quanto mais se fala em democracia na escola menos ela é democrática. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é um governo, um gerente – e um gerente não é o dono – que fala muito em democracia, mas que conversa pouco e não gosta que lhe conteste. Só o reconhecimento e auto-reconhecimento lhe retro-alimenta e o que o impulsiona é o desejo da permanência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe a sociedade discutir se quer essa nova reforma do ensino universitário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-7915244883162687503?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/7915244883162687503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=7915244883162687503&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/7915244883162687503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/7915244883162687503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/05/menos-ciencias-nas-universidades-uma.html' title='Menos ciências nas universidades? Uma nova reforma na universidade'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-2695928841512723688</id><published>2009-05-03T20:40:00.003-03:00</published><updated>2009-05-03T20:42:48.452-03:00</updated><title type='text'>É tempo de ter nojo</title><content type='html'>Este texto foi publicado no Jornal Panorama da Mata Norte, da cidade de Goiana, PE, e foi publicado na úlitma quinzena de abril&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amigo perguntou-me se eu havia lido, em uma das revistas semanais que circulam em todo o território nacional, a reportagem sobre a quantidade de dinheiro pago por nenhum trabalho no Senado Federal, local de trabalho de 81 senadores que tem para servir a cada um, cerca de 140 funcionários diretores: ou seja, quase dois funcionários para cada um dos senadores. Antes que eu respondesse a pergunta, uma pessoa que estava ao meu lado disse que começou a ler, mas, por puro nojo, não conseguiu terminar a leitura. Disse que teve vontade de vomitar lendo que há um expressivo número de funcionários com salários superiores a R$25.000.00 (vinte e cinco mil reais), salário maior que o recebido por um juiz do Supremo Tribunal Federal, o que é proibido pela Constituição. A ânsia de vômito que essa pessoa sentiu é porque essa aberração está ocorrendo em um lugar onde estão pessoas escolhidas para fazer leis que garantam a tranqüilidade e felicidade dos brasileiros. Realmente não há como não ficar enjoado ao saber que um ex-presidente da república é o principal fiador dessa nojeira e, o que é pior, ele é conselheiro do atual presidente da República. &lt;br /&gt;Vez por outra, recordo que uma das frases mais repetidas, para criticar os abusos dos ditadores, veio da inteligência de Rui Barbosa. Era mais ou menos assim: “de tanto ver os desonestos vencerem na vida, um homem começa a ter vergonha de ser honesto”. É essa a sensação que os brasileiros comuns, que jamais serão escolhidos para ser candidatos a qualquer posto eletivo, sentem; e sabem que a desonestidade já alcançou a quase totalidade da sociedade, pois assistimos como sempre aparecem pessoas que furam fila, estudantes que copiam e colam “pesquisas”, professores que julgam trabalhos que não lêem, diretores de repartições que chegam atrasados, médicos e dentistas que nunca chegam, padres que rezam missa com medo de perder o trem, pastores que pensam que Deus é surdo, agentes do Estado que agem como gente sem honra e tantas coisas mais... Só o conjunto dessas ações desonestas é que pode explicar que não haja revolta quando sabemos de tantos ataques aos cofres públicos, por que ficamos sabendo que há uma média de cinco assassinatos por dia em nosso Estado e julguemos que isso é normal?&lt;br /&gt;Nós nos acostumamos a ouvir sobre tantas falcatruas que começamos a pensar que o comum é roubar. O presidente faz um comentário racista, mas não há qualquer questionamento, pois não a vale a pena ser honestos e lutar para que se entenda que a cor da pele não explica a exploração. Quem vai dizer que quem está no poder comete erros? Não respeitamos os sinais de trânsitos e achamos que isso não é crime, da mesma maneira que nossos filhos acham engraçado tratar mal seus colegas e seus professores.&lt;br /&gt;É tempo de termos nojo do que ocorre em nossos parlamentos, mas é tempo de começarmos a ter nojo de nosso comportamento que aceita toda essa nojeira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-2695928841512723688?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/2695928841512723688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=2695928841512723688&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/2695928841512723688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/2695928841512723688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/05/e-tempo-de-ter-nojo.html' title='É tempo de ter nojo'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-7031893294750912966</id><published>2009-05-01T06:56:00.004-03:00</published><updated>2009-05-01T07:11:40.982-03:00</updated><title type='text'>Dia do Trabalhador</title><content type='html'>Hoje é o dia Primeiro de Maio. Quando menino, lá em Nova Descoberta, eu aprendi que este é um dia dedicado ao Trabalhador. Hoje dizem que é o dia do trabalho. Mas prefiro sempre pensar que é o dia em homenagem ao Trabalhador, ao operário. Talvez porque comecei a saber dessas questões por conta da Juventude Operária Católica, a JOC, que conheci ainda bem menino, nas reuniões que os jocistas faziam em uma casa na Subida do Olho d’Água, dirigidas por Pedro, cada sábado, e eu os ouvia cantar o hino da JOC, que dizia mais o menos assim “ó trabalhador, é teu labor fecundo, sem ti, o que será do mundo? Conhece agora o teu valor, ó trabalhador!”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nova Descoberta era um bairro operário e grande parte de seus moradores produziam a riqueza nas fábricas da Macaxeira e da Torre. Lembro de “seu” Passarinho, um operário que tinha mais que oito filhos, ele morava no Córrego do Eucalipto e fazia suas compras na mercearia de meu pai. Como a maioria dos habitantes de Nova Descoberta, pagava foro à família Marinho e Rosa Borges, pelo terreno onde construiu sua casa. Os Rosa Borges se diziam propriedades daquelas terras. Anos mais tarde, quando já não mais existia a JOC, e “seu Passarinho estava velho e três dos seus filhos haviam ido para São Paulo, grupos ligados à pastoral da Igreja Católica – o Movimento da Cebola - provou que aquelas terras não pertenciam àquelas Famílias. Durante anos os pobres de Nova Descoberta foram espoliados com o pagamento semanal de uma dívida indevida. Meu pai, como muitos outros, comprou o terreno onde construiu a nossa casa à Imobiliária Marinho, daquela família que deu o terreno para a construção da Igreja Matriz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas hoje é o dia do Trabalhador, e quero dirigir minhas lembranças nessa direção. Vez por outra ocorriam greves, havia demissões, e tudo isso repercutia na economia de nossa família e fazia sofrer homens honestos, como seu Aurino, que morava no morro que ficava por trás de nossa casa e muitos outros que se perderam no labirinto do meu tempo. A caderneta do fiado muitas vezes acumulava dívidas que não foram pagas por conta do desemprego, que muito cresceu após o golpe de sessenta e quatro, pois aquela foi década da falência das fábricas de tecidos, apesar dos operários terem perdido a estabilidade no emprego, recebendo em troca o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e a criação de Banco Nacional da Habitação. Depois as fábricas fecharam, o desemprego cresceu e Nova Descoberta foi crescendo em direção de ser uma favela, um lugar com população superior às possibilidades de uma vida humana decente. Hoje Nova Descoberta é um bairro com uma população de uma média cidade do Sertão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro, que me lembre, se casou com Lindalva, filha de seu Frederico, um dos primeiros intelectuais que eu conheci, sempre com um jornal debaixo do braço e disposto a uma boa discussão. Aberto ao mundo e ao amor, seu Frederico era um católico ecumênico, casado com uma Batista. Nunca mais soube de Pedro e de Lindalva!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei neste Primeiro de Maio, com saudades dos jocistas dos anos sessenta, com quem aprendi que os operários tinham alegria no meio do sofrimento. Foram meus primeiros contatos com a mística do padre José Cardjin, o belga filho de um operário fundador da JOC. Mais tarde conheci os seguidores do pensamento de Karl Marx, também em Nova Descoberta, que também combatiam a exploração que sofrem os operários, nas fábricas, nos seus lugares de viver. Ainda gosto de cantar o estribilho do hino da JOC. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que o que restou na memória é um projeto de vida que vi na vida de muitos operários, como José Francisco, preso durante a ditadura e militante até o último dia de sua vida; como Lorena, uma das mulheres mais corajosas que conheci e refundadora da JOC, quando ela se transformou em Ação Operária Católica, sob a orientação de Padre Romano e, mais recetemente em Movimento dos Trabalhadores Cristãos – MTC. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó Trabalhador,&lt;br /&gt;É teu labor fecundo.&lt;br /&gt;Sem ti, o que será do Mundo?&lt;br /&gt;Ò trabalhador!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-7031893294750912966?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/7031893294750912966/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=7031893294750912966&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/7031893294750912966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/7031893294750912966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/05/dia-do-trabalhador.html' title='Dia do Trabalhador'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-6914847500416853999</id><published>2009-04-25T08:23:00.001-03:00</published><updated>2009-04-25T08:31:01.962-03:00</updated><title type='text'>Brasil e o mês de abril</title><content type='html'>Nas celebrações do quinto centenário da chegada de Pedro Álvares Cabral na enseada de Porto Seguro, eu sugeri, e o Departamento de História da UFPE realizou um seminário sob o título BRASIL, UM PAÍS DE ABRIL. Vimos que além do abril cabralino, ocorreu o Abril dos Guararapes, o Abril da Pedro I, o Abril da Redentora. Como estamos em mais um abril, penso que deveríamos refletir sobre o Abril de Dante e Sarney.&lt;br /&gt;Este vinte e cinco de abril, hoje, lembra que vinte e cinco anos passados, estava sendo votada a Emenda Constitucional apresentada pelo jovem deputado Dante de Oliveira, para que fosse restabelecida a eleição direta para presidente da República, hábito democrático que fora extirpado pelos ditadores que, em abril de 1964, tomaram o poder. Quando Dante de Oliveira apresentou a sua proposta de emenda Constitucional pouco acreditaram que ela teria curso. A partir das ruas, contudo, foi crescendo o movimento de apoio ao projeto do jovem deputado. Só tardiamente é o que os mais calejados foram aderindo ao movimento de Diretas Já, pensado por um jovem sonhador(como faz falta esse espécime!). &lt;br /&gt;Foi um movimento que, no início parecia não existir, pois as emissoras de televisão não o noticiavam. Mas quando as multidões ocuparam as ruas, todos desejaram as Diretas Já. Dante apontara um dos caminhos para sairmos do inferno ditatorial. O Virgílio do jovem Dante foi Ulisses Guiimarães. &lt;br /&gt;Entretanto, cavalos e capachos da ditadura se uniram para evitar que fosse aprovada a emenda. No passar do vinte e quatro para o vinte e cinco de abril de 1984, o general Cruz, em pose que lembrava Mussolini, ocupava os jardins do Congresso para pressionar os deputados e senadores. Lá dentro, “escondido em seu bigode de poodle assustado”, como diz Sebastião Nery, José Sarney, líder do governo do ditador João Batista Figueiredo, articulava e pressionava para que não houvesse quorum ou votos suficientes para impor uma derrota aos ditadores. O capacho dos ditadores impôs a derrota aos democratas. Sempre é necessário lembrar que o atual presidente do senado e do congresso foi capacho da ditadura. &lt;br /&gt;O Vinte e Cinco de Abril de 1984 foi o dia em que José Sarney articulou para dar continuidade à ditadura que o fez poderoso, e desde então se mantém no poder. O que está acontecendo no congresso pode ser por conta da fidelidade canina dessa gente ao arbítrio e ao simulacro. Eles simulam serem democratas e conseguem hoje serem conselheiros daqueles que perseguiram. Foi assim que ocorreu a simulação de uma disputa entre Sarney, Andreazza e Maluf, e essa simulação levou Sarney a virar democrata ao lado de Tancredo Neves, que só nos últimos comícios da Direta Já veio a aparecer. Daí sabemos que houve eleição indireta, o capacho da ditadura foi eleito vice-presidente, o destinou castigou ao seu modo: Tancredo virou a viúva porcina da política, “o que foi sem nunca ter sido”; o capacho dos ditadores virou presidente. Na seqüência, Ulisses foi derrotado pelo “filhote da ditadura” de Alagoas, depois voou  para as águas do Atlântico. Hoje Collor é ordenador das despesas do governo, no senado presidido por Sarney assessorado por Renan Calheiros que foi ministro de Collor de Melo.&lt;br /&gt;E isso não brincadeira de Primeiro de Abril.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-6914847500416853999?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/6914847500416853999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=6914847500416853999&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/6914847500416853999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/6914847500416853999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/04/brasil-e-o-mes-de-abril.html' title='Brasil e o mês de abril'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-5351418459671287952</id><published>2009-04-23T19:41:00.002-03:00</published><updated>2009-04-23T19:44:07.842-03:00</updated><title type='text'>Pátria Madrasta Vil</title><content type='html'>Uma leitora deste blog entende que eu publique a redação de Clarice Zeitel. Leiam e comentem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REDAÇÃO PREMIADA PELA UNESCO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Premiada pela UNESCO, Clarice Zeitel, de 26 anos, estudante que termina faculdade de direito da UFRJ em julho,&lt;br /&gt;concorreu com outros 50 mil estudantes universitários. Ela acaba de voltar de Paris, onde recebeu um prêmio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) por uma redação sobre “Como vencer a pobreza e a desigualdade”. &lt;br /&gt; A redação de Clarice intitulada ‘Pátria Madrasta Vil’ foi incluída num livro, com outros cem textos selecionados no concurso. A publicação está disponível no site da Biblioteca Virtual da Unesco.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PÁTRIA MADRASTA VIL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        ClariceZeitel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Onde já se viu tanto excesso de falta?Abundância de inexistência. .. Exagero de escassez... Contraditórios? &lt;br /&gt;Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL. Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.&lt;br /&gt; O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada – de contradições.&lt;br /&gt;      Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe gentil.', mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe.&lt;br /&gt; Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil.&lt;br /&gt; A minha mãe não 'tapa o sol com a peneira'. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.&lt;br /&gt; E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome.&lt;br /&gt; Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra... Sem nenhuma contradição!&lt;br /&gt;  É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!&lt;br /&gt; A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão.&lt;br /&gt; Porém, ainda nos falta um fato fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta – tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar(o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)...Mas estão elas preparadas para isso?&lt;br /&gt;     Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.&lt;br /&gt;  Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?&lt;br /&gt; Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um  por todos...&lt;br /&gt; Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente...Ou como bicho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                              .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-5351418459671287952?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/5351418459671287952/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=5351418459671287952&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/5351418459671287952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/5351418459671287952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/04/patria-madrasta-vil.html' title='Pátria Madrasta Vil'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-7910600110363117685</id><published>2009-04-19T23:39:00.008-03:00</published><updated>2009-04-20T00:17:04.704-03:00</updated><title type='text'>Além do discurso, quem é excomungado?</title><content type='html'>Tenho visto, nos últimos dias, constantes reclamações pelo fato de Dom José Cardoso, arcebispo de Olinda e Recife, ter publicado a excomunhão de médicos e seus auxiliares na questão da menina do Agreste pernambucano. Para mim essa excomunhão é tão estranha quanto a excomunhão que foi dada a um torturador de um padre durante a ditadura militar terminada com a posse do auxiliar de ditadores, José Sarney. O torturador era espírita, portanto nada do que a Igreja Católica disse afetava ao torturador que não era católico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época o bispo serviu de gozação por parte dos militares ditadores, como agora Dom José Cardoso é objeto de escárnio.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Dom Hélder tivesse determinado a excomunhão dos meus torturadores ou do meu carcereiro, que eram católicos, conforme me disseram enquanto cuidavam de mim, ou se tivesse posto fora da comunhão os que prenderam a outros, como Cajá, (que ficou famoso e deputado), os padres Dario e Pedro (foram expulsos do Brasil), se Dom Hélder tivesse excomungado aos que atiraram contra a residência do bispo, ele teria servido de pasto para abutres semelhantes aos que hoje olham para o bispo do Recife. Não os defendo nem os acuso, mas penso que as pessoas podiam se perguntar: os católicos que mataram o padre Henrique deveriam ter sido excomungados? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidente é que nesse mundinho que vivemos tudo é relativo, especialmente o interesse de alguns. Claro que o atual arcebispo de Olinda e Recife teria sido menos desafortunado se utilizasse os poucos neurônio que dispõe antes de agir maneira tão rápida e ineficaz a respeito do caso da menina grávida por cconta do abbuso sexual de seu padastro, embora isso o ajudasse a receber um prêmio em defesa da vida, que receberia independente dessa bobagem que cometida, pois ela é referente a um trabaho realziada pela pastoral da criança e não pela sua desastrada atuação no caso dessa desgraçada família. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quero chamar atenção ao fato de que nem sempre os nossos desafetos estão totalmente errados e nem sempre nossas definições e as de nossos amigos estão totalmente corretas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada mais tenho a dizer sobre isso, além de lembrar que excomunhão estabelecida por autoridade católica só tem valor para quem é católico. Assim como a determinação de prisão para criminosos é responsabilidade do Estado. A prisão é a forma laica de excomunhão, por isso é que os criminosos são presos e separados – seja dizer: excomungados – da sociedade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ladrões de galinhas são presos, são excomungados, pois fazem muito mal à sociedade; ladrões de colarinhos brancos freqüentam salas governamentais. Esses São úteis ao poder, jamais serão excomungados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-7910600110363117685?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/7910600110363117685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=7910600110363117685&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/7910600110363117685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/7910600110363117685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/04/alem-do-discurso-quem-e.html' title='Além do discurso, quem é excomungado?'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-1944889735506684855</id><published>2009-04-18T14:53:00.001-03:00</published><updated>2009-04-18T14:54:54.080-03:00</updated><title type='text'>Cartas de Dom Hélder e carta aos políticos</title><content type='html'>Aproveito o sábado chuvoso e com sol eventual para descansar. Assim, vi Caravaggio, li trecho de Sobre o Tempo, de Norbert Elias e três cartas circulares escritas por Dom Hélder durante o Concílio Vaticano II. Essas foram escritas já em 1965, período em que Dom Hélder já estava arcebispo de Olinda e Recife. As cartas remetem ao surgimento da Operação Esperança ao mesmo tempo em que ainda cuida de animar a  Feira da Providência no Rio de Janeiro. Eram os primeiros passos da Operação Esperança e o contato com a realidade do Recife pôs o Dom mais sensível aos pobres e à justiça social. Assim as suas preocupações envolvem a discussão sobre a posição da Igreja diante os anticonceptivos, o debate sobre a política armamentista, o Terceiro Mundo, a Justiça como nome da paz, uma reflexão sobre o movimento de não violência de Martin Luther King. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se nas primeiras cartas Dom Hélder pareceu-me extasiado diante as mudanças que ocorriam na liturgia católica e vivia o deslumbramento com o contato direto com a liturgia Oriental, nessas cartas sua alma parece-me voltada para pessoas como Gandhi, King, pois eles apresentam um modelo para a caminhada que ele prevê para si nos anos seguintes. A busca da paz, a construção da justiça através da não violenta. Dom Hélder está estudando profundamente o movimento de Luther King, escreve para ele, solicita a sua presença no Recife, lamenta não tê-lo encontrado quando esteve no EUA por ter sido o Dr. King preso no dia anterior ao encontro, e transcreve partes do livro de Luther King. Dom Hélder pensa a Operação Esperança como sendo o movimento de não violência a partir de sua arquidiocese. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terei mais alimento na leitura das próximas cartas, mas as que li hoje mostraram-me que preciso retomar certos exercícios para melhorar o meu comportamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso continuo achando que é necessário aumentar a pressão sobre os nossos congressistas para que eles se recordem de que são representantes do povo. Ainda espero saber que algum deputado pernambucano levante sua voz contra os abusos que agora chegam ao nosso conhecimento. Mesmo tempo usufruído dessas vantagens legais, mas imorais, ou terem silenciado diante delas, agora eles são obrigados a se pronunciarem. Sugiro que o deputado em quem votei na mais recente eleição – Paulo Rubem – e o que votei na eleição anterior – Ferro - , digam algo a respeito. Sugiro também que cada um exija de seu deputado uma declaração pública contra esse descalabro. Penso que posso até pedir que o Senador Marco Maciel, em quem não votei, mas a quem muito respeito, diga algo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-1944889735506684855?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/1944889735506684855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=1944889735506684855&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/1944889735506684855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/1944889735506684855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/04/cartas-de-dom-helder-e-carta-aos.html' title='Cartas de Dom Hélder e carta aos políticos'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-1492335361972226137</id><published>2009-04-15T13:28:00.002-03:00</published><updated>2009-04-15T13:29:51.236-03:00</updated><title type='text'>Feliz Páscoa</title><content type='html'>Ontem ocorreu o lançamento de seis volumes de belas cartas escritas por Com Hélder Câmara. Na leitura da primeira carta já podemos intuir da importância de ler o que escreveu esse Dom, ali, quando está relatando os primeiros momentos do Concílio, ele já nos apresenta o que virá em seguida. Uma inteligência, uma pessoa que entende o que se passa ao redor, alguém que nos aponta o que será feito enquanto organiza o seu tempo, não apenas o seu tempo pessoal, mas o de toda uma comunidade com a qual está conectada. Uma dádiva divina ter convivido com o DOM, especialmente no tempo em que ele realizou, com maior clareza possível a um homem, os desígnios de seu Deus. Todos os que puderem devem comprar e ler, os que não puderem comprar devem ler, e os mais abastados devem doar essa coleção a alguma biblioteca pública. As cartas do Dom são documentos históricos, são documentos de nossa história.&lt;br /&gt;Assim, pensando no Dom da Vida, escrevo hoje para desejar aos cristãos e aos não cristãos, uma boa Páscoa, uma boa passagem para dias melhores, mais alegres, mais justos, mais felizes, e que isso aconteça diariamente. Que este seja um momento de fertilidade de nossa imaginação,  de nossas vidas, em nossas ocupações. Que sejamos portadores dessa esperança que a idéia de Páscoa carrega: vida nova, vida nascente, vida permanente. &lt;br /&gt;Que sejamos portadores do Dom da Vida. Assim seremos pascoais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-1492335361972226137?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/1492335361972226137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=1492335361972226137&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/1492335361972226137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/1492335361972226137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/04/feliz-pascoa.html' title='Feliz Páscoa'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-7248335757703213021</id><published>2009-04-05T20:37:00.001-03:00</published><updated>2009-04-05T20:37:46.945-03:00</updated><title type='text'>Obras Completas de Dom Hélder</title><content type='html'>OBRAS COMPLETAS DE DOM HELDER&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Lançamento de 6 volumes das Obras Completas de Dom Helder, editados pela CEPE, sendo 3 vol. das Circulares Conciliares (o Vol. I é reedição) e 3 vol. das Circulares Inter-conciliares.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;DIA: 14 de Abril de 2009&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Hora: 19h&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Local: Arcádia/Paço Alfândega (último andar)&lt;br /&gt;Recife Antigo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-7248335757703213021?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/7248335757703213021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=7248335757703213021&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/7248335757703213021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/7248335757703213021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/04/obras-completas-de-dom-helder.html' title='Obras Completas de Dom Hélder'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-1509552195430080981</id><published>2009-04-04T18:34:00.003-03:00</published><updated>2009-04-04T18:39:00.624-03:00</updated><title type='text'>Nãoe esquecer e lembrar a liberdade</title><content type='html'>Esta semana, quando assistimos tantas medidas sem medidas, tomadas pelo Congresso Nacional, o que faz alguns pensarem que é melhor viver sem ele, é tempo de recordar que, quarenta e cinco anos atrás, um grupo de brasileiros, conseguiu o apoio da maioria dos demais brasileiros e deram, início a um tempo sem congresso, ou com um Congresso que teve suas portas arrombadas e foi decapitado. Até mesmo alguns que foram notáveis por sua vida parlamentar, uniram-se a um grupo de funcionários públicos fardados e com a permissão de utilizar armas, e realizaram o golpe de 1964, dando início a uma ditadura que se prolongou até 1985.  É lamentável que nosso congresso esteja atualmente controlado por alguns elementos que foram formados pela ditadura, que aprenderam a esconder as informações e as suas ações dos demais brasileiros, mas é melhor um congresso ruim que a gente possa criticar que congresso nenhum. Apesar de Sarney e seus filhotes, devemos defender o congresso, ao mesmo tempo em que devemos continuar a lutar para que ele melhore e se torne um  modelo para os demais cidadãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como muitos brasileiros, fui adolescente na ditadura, e sei como era difícil expressar pensamentos e até mesmo andar na rua com certos livros. Vi como parlamentares sérios eram respeitados e aclamados por sua coragem e, graças a eles, os ditadores e seus asseclas mataram menos do que desejaram. A coragem de Márcio Moreira Alves condenando a invasão da Universidade de Brasília, não deveria ser lembrada, como fez um jornal, a responsável pelo Ato Institucional de número 5, responsáveis foram os que silenciaram diante da prepotência, Márcio Moreira Alves teve a ousadia de chamar a nossa atenção, pois ele sempre soube que não foi eleito deputado para ficar discutindo mordomias para si e seus pares, como fazem certos exemplares do tipo de um ex-presidente da Câmara, lamentavelmente elogiado pelo presidente Lula. Foram muitos os bons deputados cassados pelos ditadores. Mas é necessário que continuemos a construir essa democracia. Como lembrou recentemente a Miriam Leitão, mais da metade da atual população brasileira nasceu após o golpe, mais de quarenta por cento nasceu depois do fim do governo do último ditador e, esses mais jovens devem aprender de gente como a Miriam Leitão, que foi presa pelo estado ditatorial brasileiro e, como eu, não pediu nenhuma indenização por ter cumprido sua função cidadã. &lt;br /&gt;Lembrar que abril de 1964 teve início um difícil página da história brasileira é obrigação nossa, é nossa obrigação lembrar aos nossos jovens que muitos brasileiros lutaram para retomarmos o Estado de Direito, o Estado de Liberdade, que nesses últimos vinte anos estamos construindo uma sociedade democrática, (é certo que temos sofrido algumas decepções, mas isso não deve nos vencer) e que se este presente se deve ao que foi feito, o futuro será o que eles também assumirem de fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! neste sábado, dia 4 de abril, completo quarenta anos na profissão de professor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-1509552195430080981?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/1509552195430080981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=1509552195430080981&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/1509552195430080981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/1509552195430080981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/04/naoe-esquecer-e-lembrar-liberdade.html' title='Nãoe esquecer e lembrar a liberdade'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-4707689484408201928</id><published>2009-03-29T22:04:00.004-03:00</published><updated>2009-03-31T06:42:06.850-03:00</updated><title type='text'>Preconceitos, poderes e saber</title><content type='html'>Semana de muitas atividades e carregada de surpresas, como a de que tem gente que pode dizer impunemente que há relações diretas entre cor de pele e dos olhos e a economia e poucos dirão que isso é racismo; assim, também uma pessoa que promoveu falcatruas, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, embora condenada, pode ficar em liberdade pois ela não causa qualquer perigo á ordem pública por ter pela clara e, mostram algumas fotos, olhos quase azuis. &lt;br /&gt;Mas esta foi a semana em que o professor Newton Darwin lançou o seu belo livro "Onde está o povo está a Igreja? – História e memória do Seminário Regional do Nordeste II, do Instituto de Teologia do Recife e do Departamento de Pesquisa e Assessoria",  resultante de sua pesquisa de doutoramento. Escrito em linguagem limpa, simples, concisa e ricamente ornada de documentação histórica, enriquecida por muitas entrevistas com protagonistas de parte da saga vivida pela chamada Igreja Progressista do Regional Nordeste II da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Esse livro vem se juntar o a outros, cujos autores dedicaram-se ao esforço de entender o que se passou na Igreja Católica Romana, no Nordeste, uma igreja local que procurou por em prática orientações construídas no Concílio Vaticano II, mas que, surpreendentemente para alguns, esteve sempre limitada aos humores dos discatérios romanos. No caso dessas três instituições de formação de sacerdotes e agentes pastorais,- ITER, SERENE II e DEPA - o seu funcionamento, sempre em caráter provisório, pareceu sofrer das hesitações de setores do episcopado, sempre na tensão Entre o Tibre e o Capibaribe (título de meu livro sobre a Igreja progressista na arquidiocese de Olinda e Recife), o Tibre e o São Francisco, o Tibre e o Paraíba, ou qualquer outro rio que banhe as cidades não romanas. O peso da Romanização e o apego dos discatérios a disciplinas já centenárias, impediram que fossem aprofundadas novas pedagogias e práticas pastorais. O livro de Newton Darwin deve ser lido, pois com ele alguns mitos que são constantemente repetidos e que parecem ser verdades, podem ser ultrapassados. Um dos cuidados interessantes tomados pelo autor foi não ouvir nem Dom Hélder Câmara, um dos incentivadores da abertura dessas instituições, nem dom José Cardoso, o responsável por aplicar a decisão da clausura das instituições, embora não tenha colaborado diretamente para a decisão de por fim à experiência no processo de formação de padres e agentes pastorais para a Igreja Católica.&lt;br /&gt;Em tempo: o livro foi lançado pela Editora da UNICAP.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-4707689484408201928?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/4707689484408201928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=4707689484408201928&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/4707689484408201928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/4707689484408201928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/03/preconceitos-poderes-e-saber.html' title='Preconceitos, poderes e saber'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-8548216791499334569</id><published>2009-03-27T13:29:00.001-03:00</published><updated>2009-03-27T13:31:28.433-03:00</updated><title type='text'>Que História é essa - programaçao de abril</title><content type='html'>PROGRAMA&lt;br /&gt;QUE HISTÓRIA É ESSA&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A Rádio Universitária AM 820 apresenta o programa Que História é essa, todas as quartas feiras, das nove às dez da manhã, com produção do professor Severino Vicente da Silva, do Departamento de História da UFPE.&lt;br /&gt;O programa é apresentado pelo professor Biu Vicente e conta com a presença de convidados que atuam nas áreas de pesquisa e ensino de História para a realização de entrevistas e conversas sobre suas experiências.&lt;br /&gt;A programação para o mês de Março conta com a participação dos seguintes convidados:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;        01 de abril – Profº Antonio Carlos Motta Lima - UFPE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 08 de abril – Profº Drance Elias – UNICAP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 15 de abril – Profº Ricardo José Barbosa - UFPE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 22 de abril – Profº Artur Peregrino – UNICAP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        29 de abril - Profº Degislando Lima – UNICAP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A produção do programa está recebendo textos de opinião sobre as histórias das ruas da cidade e região metropolitana, contendo a história dos nomes das ruas ou comentários sobre seu desenvolvimento ao longo dos anos. Também recebemos comentários sobre livros que você leu. Os textos podem ser enviados para o nosso e-mail historia820am@yahoo.com.br, assim como sua opinião ou comentário. &lt;br /&gt;Contamos com a sua colaboração para a promoção e divulgação desse veículo de comunicação que o acesso aos meios radiofônicos possibilita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouça a Rádio Universitária  Am 820 KLH na internet – Acesse www.tvu.ufpe.br e em seguida clique em AM ao Vivo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-8548216791499334569?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/8548216791499334569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=8548216791499334569&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/8548216791499334569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/8548216791499334569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/03/que-historia-e-essa-programacao-de.html' title='Que História é essa - programaçao de abril'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-6559447491499724233</id><published>2009-03-21T10:18:00.003-03:00</published><updated>2009-03-21T10:27:39.529-03:00</updated><title type='text'>Desabafo de um Professor</title><content type='html'>Ontem tive um pequeno stress com meus alunos na UFPE, estive pensando e pesando o aocntecimento, pois ele envolve bem mais que meu aborrecimento pessoal e o aborrecimento dos alunos. Então recebi uma carta por via eletrônica, que é um desabafo de um professor da rede municipal de ensino do município do Rio de Janeiro, uma carta aberta. Resolvi colocá-la aqui, pois ela tem muitas coisas que eu escreveria mas não tenho a habilidade do prof. João Paulo, que é mestre e está na luta por doutoramento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carta aberta à futura Secretária de Educação do Rio de Janeiro, Cláudia Costin&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prezada Cláudia,&lt;br /&gt;Sou funcionário do município do Rio, professor de Ciências.Tenho este cargo por mérito próprio, por passar em um concurso, há quase 5 anos - não tenho cargo por indicação política. Li uma matéria com uma entrevista sua nO Globo, dia 08 de novembro de 2008, página 18.&lt;br /&gt;Na ocasião, algumas frases e propostas me chamaram a atenção. Tanto pela inocência quanto pela maldade das mesmas. Gostaria de, mui respeitosamente, discutir alguns pontos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos...&lt;br /&gt;1 - Você diz que pretende "investir na qualificação de professores, que poderão ganhar computadores portáteis". Eu agradeço muito o computador, porque estou precisando, pois o meu pifou. Mas isso, siceramente, não creio que seja investir na qualificação do professor. Já tive a oportunidade de escrever sobre isso por aqui, quando da mesma compra pelo Estado. Tenho um amigo que ficará com 5 computadores portáteis em casa e não sabe o que fazer com tantos. Ele e a esposa são professores, ambos do Estado e da prefeitura do Rio. Já tinham um, ambos ganharam do estado e ambos ganharão da prefeitura. Professores, cara futura secretária, querem salário decente. Com ele podem comprar seus próprios computadores. E muitos já o fizeram, pois o preço baixou bastante. Eu mesmo ia comprar um - como eu disse, o meu pifou - mas não vou. Estou esperando ganhar. Mas preferia um bom aumento de salário para comprar o que eu próprio escolhesse e ainda aumentar minha renda.&lt;br /&gt;2 - Você faz uma pergunta: "Por que uma cidade que tem tantos mestres e doutores de qualidade não consegue fazer um Ideb compatível com os de países desenvolvidos? ". O Demétrio Weber já respondeu, mas eu insisto em te responder esta pergunta também. E o principal motivo é simples: porque mesmo sendo mestres ou doutores de qualidade, temos que trabalhar em dois, três, quatro ou mesmo em cinco lugares diferentes pra poder somar renda e ter um salário "compatível com os de países desenvolvidos" !!! Sem contar as condições em que trabalhamos, secretária, que nem de longe é "compatível com os de países desenvolvidos" . A pergunta seria ao contrário: "por que não tratamos como os países desenvolvidos os nossos tantos mestres e doutores de qualidade?".&lt;br /&gt;3 - Por fim, sua maior pérola, a frase "Quando um aluno é reprovado, é sinal que o professor falhou". Fico muito muito muito apreensivo que uma pessoa que tenha este pensamento venha a coordenar a maior rede municipal da América Latina. Pra facilitar o entendimento da minha lógica - que pode ser muito profunda pra quem nunca entrou numa sala de aula do ensino fundamental de uma escola encravada numa favela - farei um paralelo com o médico. Imaginemos uma pessoa que desde que nasce não tem cuidados médicos, não se cuida, não faz exercícios, não se alimenta direito, bebe, fuma, é sedentário, estressado etc. Essa pessoa passa mal e vai ao médico. O médico receita remédios e faz uma série de recomendações dizendo que, se não seguir, ele pode morrer. O doutor marca uma nova consulta para daqui a alguns meses, para verificar o seu progresso. A pessoa não fez nada do que o médico receitou e ainda faltou à consulta. Passa mal de novo e vai ao médico. O doutor dá uma bronca, faz as mesmas recomendações, passa as receitas novamente, marca uma nova consulta. O paciente, mais uma vez (ou muitas vezes), não faz o que o médico manda e morre.&lt;br /&gt;O médico falhou?&lt;br /&gt;Pela sua lógica, "quando um paciente morre, é sinal que o médico falhou".&lt;br /&gt;Oras... garanto que neste caso a senhora achará que o culpado é o paciente, já que o médico fez de tudo para salvá-lo...&lt;br /&gt;Será que o professor também não o faz?&lt;br /&gt;Mas vamos examinar o nosso caso. Por partes e desde o início.&lt;br /&gt;a) quando a criança foi concebida, quem falhou foram os pais, que souberam gozar mas não evitar a gravidez;&lt;br /&gt;b) quando a moça estava grávida falharam ela, o pai, a família e o Estado (assistência social, hospitais), que não deram a ela e ao feto um pré-natal decente - ou mesmo nenhum pré-natal;&lt;br /&gt;c) quando ele nasceu e era um bebê cheio de necessidades falharam os pais que colocaram no mundo uma criança sem ter condições mínimas de criá-lo e falhou o Estado (segurança alimentar) em não dar a ele o que necessitava para seu pleno desenvolvimento;&lt;br /&gt;d) quando ele era uma criança falhou o Estado mais uma vez por não oferecer a ele a pré-escola, tão importante no desenvolvimento intelectual e psicomotor nesta idade. Não obstante este ser um direito garantido pela Constituição Federal:&lt;br /&gt;Art. 208. O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de:&lt;br /&gt;IV - atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a seis anos de idade;&lt;br /&gt;e) nesta mesma idade e até tornar-se o adolescente ao qual a senhora se refere - aluno do fundamental - falham o Estado, as polícias, os bandidos, os filhinhos de papai, os atores da Globo, os artistas e todos aqueles que usam drogas, ao condená-lo a viver em um local extremamente violento, com disputas entre facções rivais, com invasões desumanas de policiais em suas casas e um cotidiano de estatísticas piores que de guerras;&lt;br /&gt;f) quanto à sua moradia, falham os políticos filhos da puta, o Estado (habitação), o empresários, os especuladores, por fazê-lo viver em submoradia, sem o mínimo de conforto, sem espaço para ele, com uma densidade demográfica japonesa dentro de sua casa;&lt;br /&gt;g) falham os publicitários que mentem para que ele não seja ninguém se não tiver o que ele não pode ter;&lt;br /&gt;h) falham as emissoras de telvisão ao entrarem diariamente em contato com ele com imbecilidades que não ajudam em nada seu intelecto;&lt;br /&gt;i) falham os empresários de ônibus que o restringe de andar pela cidade por conta do preço da passagem e do péssimo serviço que oferecem;&lt;br /&gt;j) falham os locais culturais que são inacessíveis a ele (inacessíveis financeiramente ou mesmo barreira-cultural- invisivelmente) ;&lt;br /&gt;k) falha a sociedade como um todo que o quer longe;&lt;br /&gt;l) falha a estrutura da escola que só o tem em um pequeno período do dia, deixando-o nas ruas no resto das 24h;&lt;br /&gt;m) falha o Corpo de Bombeiros que carrega bandidos carnavalescos desfilando em carro aberto pelas cidades, ao mostrar que quem tem valor é quem tem dinheiro, não importa de onde vem;&lt;br /&gt;n) falham os jornais de grande circulação que estampam nas primeiras páginas, praticamente todos os dias, as fotos e colunas de fofocas de traficantes e outros bandidos - inclusive tenho um O Dia que tem a primeira capa toda falando do casamento de um traficante - glorificando quem é bandido, mostrando a ele que esse é o caminho;&lt;br /&gt;o) falha o Conselho Tutelar ao superproteger mesmo quando fazem merda, nada fazendo e não mostrando que além de direitos também tem obrigações;&lt;br /&gt;p) falham as editoras de revistas que só colocam a preço de quase nada as revistas mais imbecis que existem, com fofocas e coisas do gênero;&lt;br /&gt;Enfim, apesar de a Constituição prever que "A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade" (Art. 205), a senhora vem me dizer que "quando um aluno é reprovado, é sinal que o médico professor falhou"?&lt;br /&gt;Francamente.&lt;br /&gt;É justamente o professor que está lá dentro, cara futura secretária de educação, com o aluno, diariamente, tentando fazer com que ele estude, com que ele dê valor ao estudo, com que ele aprenda!&lt;br /&gt;Veja pelos exemplos abecedários que dei em cima, que o professor é praticamente o único que quer que ele seja alguém pela educação; o professor que dá valor ao estudo; o professor que luta contra toda a merda que a sociedade faz com ele desde antes dele nascer, para que ele se salve.&lt;br /&gt;Veja, prezada futura, o que diz a Constituição Federal:&lt;br /&gt;CAPÍTULO II - DOS DIREITOS SOCIAIS&lt;br /&gt;Art. 6º. São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.&lt;br /&gt;Quais destes direitos o Estado - do qual você tem íntima relação, a ver pelos cargos que já ocupou - oferece ao aluno - e com qualidade?&lt;br /&gt;Quase nenhum, né?&lt;br /&gt;E você vem me dizer que é o professor que falha, como se só o que fazemos em sala de aula é o que conta, é o que faz um aluno ter sucesso ou não???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francamente.&lt;br /&gt;Assinado:&lt;br /&gt;Um professor mestre doutorando que tem diversos empregos e mesmo assim luta para que seus alunos possam superar toda a merda que a sociedade faz com eles para que possam ser alguém na vida e que, justamente por se sentir incapaz de fazer isso com o que o Estado lhe oferece, não acredita em reprovação.&lt;br /&gt;Um abraço,&lt;br /&gt;João Paulo&lt;br /&gt;MSN - jpaulobb@ibest. com.br&lt;br /&gt;Forte abraço, saúde e muita paz!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-6559447491499724233?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/6559447491499724233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=6559447491499724233&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/6559447491499724233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/6559447491499724233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/03/desabafo-de-um-professor.html' title='Desabafo de um Professor'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-6153903703964653953</id><published>2009-03-18T05:41:00.003-03:00</published><updated>2009-03-18T22:32:04.711-03:00</updated><title type='text'>A respeito de um aborto didático</title><content type='html'>Um amigo que, vez por outra, lê essa página comentou que gosta mais quando não assumo postura professoral na escrita. Tenho pensado no que isso significa, ou como posso eu deixar de professoral ou se, sou mesmo esse estilo professoral.  Cuidava desses pensamentos quando soube que foram entregues, pelo Ministério da Educação, a estudantes da sexta série, livro didático de geografia com um mapa muito estranho. Nele pode ser visto que o Paraguai está banhado pelo Oceano Atlântico e Chile e Bolívia formam uma só unidade política. Talvez seja já o resultado da ‘revolução bolivariana’. Mas talvez seja a conseqüência de alçar à diretorias responsáveis pela orientação do ensino, pessoas que, embora preocupadas com a educação, acumularam mais tempo em passeatas que em sala de aula, no estudo e ensino efetivos. Claro que muitos de nós tivemos que estar nas ruas lutando por melhores salários e condições de trabalhos mais dignas, mas essas não podem ser as principais razões para que se ponha alguém em certos postos. Como não foram, e não são, de bom conselho por alguém em situação decisória de ensino apenas por ter nascido parente de alguém, etc. O nepotismo surgido da prática dos papas em premiar seus primos com cargos e poderes, levou a igreja à insensatez  dos escândalos diuturnos renascentistas.  E se temos visto, com dificuldades, a luta contra o nepotismo biológico e familiar nos parlamentos e varas jurídicas, observamos o crescimento do nepotismo sindical nos últimos seis anos. Pessoas foram levadas a postos importantes por conta de sua prática sindical, pondo-se em plano inferior a questão de elas estarem aptas o exercício da função. &lt;br /&gt;Temos agora, um dos resultados dessa prática em forma de livro, um livro financiado com os impostos. Dirigentes educacionais incompetentes escolheram revisores incompetentes e agora, milhares de jovens aprenderão que existem dois paraguais, sendo um deles no lugar do Uruguai. Talvez esses dirigentes da educação, esses responsáveis pela produção e pela escolha final dos livros didáticos, façam parte, talvez sejam já, eles mesmos, conseqüência do que chamei, desde os tempos da ditadura militar, de PNBB, um Plano Nacional de Burrificação dos Brasileiros. Como, personalidades dos tempos ditatoriais e “filhotes da ditadura” (apud Brizola) estão na crista da onda no atual governo, talvez estejamos a viver a continuidade daquele PNBB. &lt;br /&gt;Em tempo: esse processo de cretinização e mediocrização tem sido utilizado nas igrejas, de maneira geral, um dos resultados desse processo é o desajuste do ordinário arquidiocesano de Olinda e Recife e suas práticas e idéias mal organizadas: um verdadeiro aborto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-6153903703964653953?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/6153903703964653953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=6153903703964653953&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/6153903703964653953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/6153903703964653953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/03/respeito-de-um-aborto-didatico.html' title='A respeito de um aborto didático'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-4198453054982165668</id><published>2009-03-11T16:37:00.002-03:00</published><updated>2009-03-11T16:40:51.644-03:00</updated><title type='text'>Lutando pela liberdade</title><content type='html'>Este texto foi publicado no jornal Panorama da Mata Norte, da cidade de Goiana, PE. Um leitor escreveu solicitando que o pusesse aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tivemos, a poucos dias, a publicação de uma entrevista concedida pelo senador Jarbas Vasconcelos a uma revista de circulação nacional, e, nela foram tocados assuntos que alertaram o mundo político, pois ele tratou da corrupção como prática partidária. Evidentemente os políticos nomeados preferiram ficar calados, talvez por não terem muito a dizer em defesa. E então eu fico a me perguntar: o que isso tem a ver com o meu cotidiano, com o que eu faço nos lugares onde vivo? Como educo aqueles com os quais convivo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia vimos que o pai de Dom Hélder lhe disse que ser padre é para servir, não para servir-se. Assim também deviam pensar os políticos, esses co-cidadãos que decidiram dedicar parte de suas vidas para pensar a cidade, a sociedade. Penso, e escuto de muitos políticos, que praticar a política é uma escolha altruísta, uma vez que significa se doar ao serviço da comunidade. Assim, bons padres como Dom Hélder, depois de mais de cinqüenta anos como padre, morrem pobres. Não se utilizaram do poder para seu enriquecimento, para tirar vantagens pessoais para sim nem para os que estão próximo, seja por parentesco, seja por afinidades de idéias. Políticos poderiam fazer um esforço para agir de maneira semelhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez li um documento interessante, no qual o presidente Marechal Deodoro da Fonseca pede um adiantamento de salário ao Ministro da Fazenda para financiar a estada do seu irmão General Hermes da Fonseca, então governador da Bahia, que precisava ir ao Rio de Janeiro para tratamento de saúde. Como o salário do Presidente da República era pequeno, ele solicitou que o desconto fosse feito “na valsa”, em prestações mensais do seu salário. Não havia essa tal verba indenizatória, inventada pelos congressistas em 2003. Assim, fico imaginando como é que alguns políticos hoje, após quatro anos de mandato já possuam riquezas que um trabalhador precise duas vidas para obter. Hoje, um parlamentar, além de seu salário, recebe ajudas diversas e por isso enriquece rapidamente. Dá-me a impressão que eles se servem dos cargos políticos e pouco se importam sobre a população que os escolheu para assumir a responsabilidade de criar leis que facilitem a população a viver melhor e com mais dignidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez esse comportamento seja uma questão cultural. Como dizia Joaquim Nabuco o sistema escravocrata formou homens e mulheres que se acostumaram a mandar, e mandar utilizando a violência – esses foram os donos de escravos e são os seus descendentes -; e o sistema escravistas também formou homens e mulheres que quase sempre só atuam sob a ordem dos outros, homens e mulheres que não treinaram nem aprenderam a ser livres. Agora é tempo de construir e caminho da liberdade e esse só existe na medida em que nos educarmos e ensinarmos aos nossos filhos, e a nós mesmos a sermos livres e honestos. Os desonestos, como se diz, não são livres, pois estão sempre com “o rabo preso”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se hoje sabemos da existência de tanta corrupção é porque lutamos pela liberdade de expressão parte dos brasileiros aprendeu a dizer o que pensam. Agora é tempo de nos ensinarmos a ser honestos e afastar os pouco honestos da administração de nossas cidades.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-4198453054982165668?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/4198453054982165668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=4198453054982165668&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/4198453054982165668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/4198453054982165668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/03/lutando-pela-liberdade.html' title='Lutando pela liberdade'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-4620537263389166772</id><published>2009-03-08T20:22:00.004-03:00</published><updated>2009-03-09T10:08:30.938-03:00</updated><title type='text'>Lucas nasceu</title><content type='html'>Leiam com atenção este nome LUCAS RAIZ VICENTE DE OLIVEIRA. Pois bem, este é o filho de Ana Valéria Ramos Vicente e Afonso Oliveira. Ana Valéria é minha filha e Lucas é o meu neto, o segundo neto.&lt;br /&gt;O nome foi escolhido em homenagem à Tereza, porque ela era médica e Lucas é o médico que se tornou evangelista.&lt;br /&gt;Lucas nasceu hoje, neste dia 08 de março, ás 16:40h., com 3.400k, com um belo e forte choro. Nasceu de parto normal, em uma banheira, quase piscina e logo se aninhou no colo da mãe e foi em busca de alimento. No local de nascimento ele já recebeu visita de avós, tios e primos. &lt;br /&gt;Não sei se há muito a dizer, mas que o seu nascimento, como o nascimento de cada criança, é mais um motivo para nós continuarmos a viver e lutar para fazer esse mundo melhor. Só quem acredita que o mundo pode ser melhor do que é neste momento decide fazer um filho e tê-lo naturalmente, sentindo e vivenciando todas as dores e as alegrias da vida. &lt;br /&gt;Estou muito contente e quero dizer isso para todos. Minha mãe conhece mais um bisneto, minha filha se torna mãe que amamenta, Tâmisa e Ângelo tèm mais sobrinho, Rafael tem um primo, Pedro Raiz tem um irmão e Afonso está muito feliz com o segundo filho. Não é este uma maneira maravilhosa de celebrar o dia universal da mulher, colocando, com amor, mais um ser humano no mundo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-4620537263389166772?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/4620537263389166772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=4620537263389166772&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/4620537263389166772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/4620537263389166772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/03/lucas-nasceu.html' title='Lucas nasceu'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-149934018395453731</id><published>2009-03-05T09:38:00.003-03:00</published><updated>2009-03-05T09:59:18.234-03:00</updated><title type='text'>Idelli Salvatti Renan e Collor diz que ela cisca.</title><content type='html'>Ela é uma mulher bastante instigante, especialmente quando sabemos o quanto ela esteve envolvida por questões sociais e interessada pela melhoria da qualidade de vida dos brasileiros. Foi uma mulher corajosa que, como outras, enfrentou momentos difíceis da vida nacional, sendo protagonista na superação dos tempos que infelicitaram o Brasil, o tempo do estado autoritário, da ditadura militar: o tempo em que Sarney estava no poder. Depois essa mulher se tornou uma parlamentar de pugna constante pela conquista do poder pelo seu partido, o PT. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sempre acontecem algumas mudanças nessa luta pelo poder. Quase sempre se faz acordos com antigos adversários, de modo a que eles deixem, talvez por algum tempo, que se sinta o prazer achocolatado do poder. Temendo isso, o PT não gostou muito quando ocorreu uma aliança política que uniu Tancredo Neves e José Sarney, para que ficasse palatável ao último ditador a perda do poder. Mas isso faz tempo! Mesmo assim, Figueiredo não quis passar a faixa presidencial para Sarney, a quem considerou um traidor. Afinal Sarney foi líder do governo da ditadura, como poderia ser líder da democracia? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois foi a luta para expulsar Fernando Collor da presidência da República, pois ele era corrupto. Depois veio a luta contra o governo do Príncipe dos Sociólogos, pois ele estava a serviço dos bancos internacionais. E lá estava essa mulher digna e representativa do que há de melhor em nossa sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas finalmente a PT chegou ao poder e teve que conviver com uma assembléia que o presidente do PT chamava de lugar propício para maracutaias, coisa parecida com a caverna dos quarenta ladrões de um dos contos das mil e uma noites. E aí as coisas embolaram: houve mensalão, mas a nossa heroína, assim como o agora presidente da República, achou que tudo estava normal, pois se fazia o erro que antes era errado mas agora era certo. Depois veio o escárnio de um senador, que presidia o Senado e quase ia sendo cassado por estar desservindo o país e o Senado. Uma das maiores defensoras do senador Renan Calheiros foi a nossa heroína, que se uniu a José Sarney para derrotar os que entendiam que os corruptos devem ser alijados da vida política. Recentemente, nossa heroína, mais uma vez aliou-se a Renan Calheiros e a José Sarney para fazer deste último presidente do Senado. A heroína de Santa Catarina, senadora Idelli Salvatti, ficou calada, não apoiou o senador Jarbas Vasconcelos quando este chamou atenção aos atos que levaram José Sarney à presidência do Senado e Renan Calheiros à liderança, pois havia um acordo que lhe garantia a presidência de uma comissão importante, a de Infra-estrutura, para a campanha política do próximo ano. E mais, parece que o presidente da República nada fez para que sua defensora não fosse derrotada pelo grupo Renan-Sarney, facilitando assim o retorno de Fernando Collor ao centro da política, com o apoio do ministro José Múcio Monteiro, atual favorito de Luiz Inácio da Silva, o Lula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homenageando a Senadora de Santa Catarina, explícita defensora de Renan Calheiros, defensora de Sarney contra um colega de partido, Collor de Mello, depois de derrotá-la, assim elogiou a senadora petista: "Ela é uma pessoa que congrega, que reúne e cisca para dentro".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-149934018395453731?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/149934018395453731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=149934018395453731&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/149934018395453731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/149934018395453731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/03/idelli-salvou-renan-e-collor-diz-que.html' title='Idelli Salvatti Renan e Collor diz que ela cisca.'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-4952778748503599908</id><published>2009-02-28T18:03:00.004-03:00</published><updated>2009-02-28T18:12:24.269-03:00</updated><title type='text'>Entre Vaqueiros e Fidalgos: sociedade, política e educação no Piauí -1820-1850.</title><content type='html'>A pedido de Marcelo de Souza Neto, novel doutor em História, estou dando publicidade aos comentários que apresentei em sua banca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parecer sobre ao texto-tese “ENTRE VAQUEIROS E FIDALGOS: Sociedade, política e educação no Piauí (1820-1850)” para a obtenção do doutorado, escrito por Marcelo de Sousa Neto, apresentado à Universidade Federal de Pernambuco em 27 de fevereiro de 2009. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Severino Vicente da Silva, Phd &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar quero agradecer a Marcelo de Souza Melo, à sua orientadora, professora Tânya Brandão, o convite para que viesse a participar desse trabalho em que nós hoje estamos envolvidos, o de analisar o texto proposto por Marcelo para que seja aceito, no mundo acadêmico, como doutor em História. Agradeço à Universidade Federal de Pernambuco que, através do colegiado deste programa de pós-graduação, aceitou a indicação da orientadora. É sempre um prazer estar com os colegas, desta e de outras universidades, pondo em comum nossos pensamentos, especialmente em momentos como estes, quando temos a oportunidade de ter acesso a trabalhos inéditos, o que é ocasião para nosso aprendizado e, como sempre deve ser, uma oportunidade para questionar o saber que construímos ao longo de nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.&lt;br /&gt;O texto que Marcelo Sousa Neto nos apresentou quer discutir como um homem, de tradicional família piauiense, se fez padre e viveu como padre, e enquanto padre passou a maior parte de sua vida ocorreu entre simples vaqueiros e pessoas filhas de alguém, de gente de importância política porque era gente que possuía terras e cabeças de gado. &lt;br /&gt;Marcelo se propõe enveredar pelo caminho da micro-história com o intuito de escrever uma biografia do padre Marcos Costa, visto como um educador nas terras do Piauí. Mas a pequena história é parte da grande e, se a pequena explica a grande história, ao mesmo tempo dela retira o esclarecimento que expõe as pequenas tessituras que formam a vida de um homem, comum ou não. &lt;br /&gt;Marcelo foi buscar em Giovanni Levi, o modelo a ser seguido para alcançar o seu intento: ressaltar a personalidade de seu biografado que, como o modelo tomado por Levi, era também um sacerdote. E não foi apenas a Levi que Marcelo recorreu, mas a toda uma gama de historiadores na Nova História; mas então senti a ausência do trabalho seminal, do trabalho que é a base do fôlego dessa nova maneira de produzir biografias, que é a obra de Lucien Febvre: Lutero, um Destino. Trabalhamos, nos dias de hoje, tanto com os netos intelectuais de Lucien que, às vezes, quase temos a impressão que todas as inovações da história tem tido seu início na crise dos anos sessenta, e não percebemos que ela é, quem sabe?, o estertor de uma crise que vem se prolongando desde a Primeira Guerra Mundial do século XX! Então, pergunto, por que a ausência neste trabalho da primeira grande biografia escrita no século XX, essa biografia de Lutero, escrita por Lucien Febvre se ele foi mencionado o seu Combates pela História? Além do mais, a maneira de apresentar o biografado em um largo contexto, como é a biografia de Francisco de Assis escrita por Jacques Le Goff, tem seu início na escrita de Febvre neste trabalho já mencionado, mas também na obra em que ele dedicou a verificar a possibilidade do ateísmo de Rabelais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; 2.&lt;br /&gt;De maneira geral, o estudo realizado por Marcelo Souza parece apontar para a necessidade de ultrapassar estereotipos que foram criados em torno do Padre Marcos na historiografia piauiense, especialmente o de “grande educador”. Estereotipos funcionam como paradigmas explicativos para o geral, neste caso, a história do Brasil e, as diversas partes que formam o Brasil devem acomodar o que ocorre nas províncias ao que se convencionou para o geral, de maneira que, havendo a correspondências entre a explicativa geral e a particular, venha a ser mantida a unidade nacional que estava sendo desejada por aqueles que construíram o conceito de Brasil, o conceito de nação que veio a ser assumido pelos intelectuais e organizadores desse parâmetro: o de que o Brasil poderia ser uma nação sem um sistema de ensino nacional. Basta um grande educador em cada região.  Na verdade esse sistema nacional só veio a realmente se organizar, poucamente, na segunda metade do século XX. Eles, os inventores da nação, pretenderam fazer uma nação sem um sistema escolar, baseado apenas na fé e na ordem a ser definida pelos que mantinham a terra prisioneira, assim como se mantinha escrava a mão de obra. Era uma cruzada na contramão das sociedades e nações modernas que se organizaram estabelecendo um sistema de ensino que abrangia a maior parte dos membros da nação. Aqui, sem um sistema nacional de ensino, só restou à historiografia enaltecer este ou aquele indivíduo que se dedicou à obra de manter escolas isoladas no imenso espaço de uma nação sem objetivos de educação democratizada. Se o Piauí tem o padre Marcos, a Paraíba tem o padre Rolim, das Cajazeiras.&lt;br /&gt;Ora, definir o padre Marcos como um educador era definir a educação a partir de uma ótica senhorial, como a do botânico inglês que ficou entusiasmado por encontrar alguém com erudição capaz de acompanhar a sua conversação em lugar tão distante do centro do seu mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.1 A Gardner talvez não interessasse muito, como não católico que era, o aspecto religioso do intelectual que encontrara no Sertão. Assim, preferiu definir o padre Marcos como um “missionário do bem”. Ora, então há um missionário do mal, escondido na conceituação do cientista inglês? E qual seria este mal? Quem representaria o mal? Quem o estava missionando? Se a educação racional que ensinada pelo educador Marcos era elogiada pelo britânico, seria o padre católico aquele missionário do mal? &lt;br /&gt;2.2 A fama do trabalho educacional do padre Marcos parece dever-se mais ao fato de serem tão poucos os que a tal mister se dedicavam do que mesmo em uma revolução educacional que o padre teria promovido no sertão piauiense... O trabalho educativo de uma escola gera novos trabalhos educativos, assim como uma rês bem cuidada ode gerar outra rês, como uma árvore bem cuidada pode produzir bons frutos, a escola bem sucedida produzirá frutos. Mas será que a escola do padre Marcos, a Boa Esperança, produziu frutos, ou não produziu seguidores? A escola não parece ter tido continuidade após a sua morte. O que ocorreu com a escola após a morte do padre Marcos? Esta é um incógnita que não foi desvendada no texto de Marcelo, nem dito pela historiografia hagiológica criada em torno do padre Marcos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. &lt;br /&gt;E o trabalho do padre Marcos como padre teve sucesso? &lt;br /&gt;Há um mito, baseado na experiência, de que todos os males que sofremos na educação nos foram dados pela experiência jesuítica, aliás, interrompida por ordem do ministro portuguesa que temia perder controle sobre a colônia, tão necessária para a reconstrução de Portugal após o terrível terremoto que destruiu Lisboa. É certo que as principais escolas, nos dois primeiros séculos do Império Português na América, desde São Paulo do Piratininga até São Luiz do Maranhão, passando por Olinda, Salvador e o Espírito Santo, eram escolas dos colégios jesuítas, mas não eram as únicas que podiam ser freqüentadas por estudantes brasileiros. A primeira escola teológica existente no Brasil funcionou no Convento franciscano de Olinda, também formadora de padres. E, devemos considerar, como eram poucos os espaços de formação intelectual, eram as escassas homilias ouvidas nas missas dominicais que formaram a grande ideologia católica brasileira, parece-me. Beneditinos e franciscanos, especialmente estes, é que acompanhavam bandeirantes e entradeiros, aqueles que expandiram o território em direção dos sertões; mas também faziam o acompanhamento das famílias nas vilas e povoados. Nem todos os padres que foram ordenados no período de dominação portuguesa foram formados em colégios jesuítas. Jesuítas formaram poucos, embora, quando expulsos por ordem de Pombal tinham um expressivo número de nativos como parte da Companhia. Eram mais de cem em quase quinhentos. Mas a formação do padre Marcos deve pouco aos jesuítas, uma vez que, como aluno da primeira turma do seminário de Olinda, teve como professores padres seculares ou de outra ordem; quando de sua formação os jesuítas não atuavam mais no império português, na verdade, estavam sendo extintos pelo pontificado romano, encurralado pelas potências absolutistas que passaram a controlar a religião desde o terremoto da Reforma. No caso português, a Igreja ainda sofreu dois terremotos: o de Lisboa e o Marques de Pombal, ou seja, o terremoto iluminista. Entretanto o Iluminismo português era infenso à liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.1 Mas o iluminismo que o padre Marcos recebeu foi o iluminismo de Coimbra, controlado pelo Império, o Iluminismo de pouca potência, aquele traduzido por Verney, aprovado e apoiado pelo Marques. Assim é que se pode explicar, penso, a pouca adesão do padre Marcos aos ideais revolucionários de seus professores de Olinda, com os quais pouco conviveu, pois que por ali passou muito rapidamente, aproveitando as bolsas que o Império oferecia aos jovens, pensando tê-los como parte do arcabouço burocrático, como Marcelo bem expõe em seu texto. Essa educação recebida em Coimbra explica melhor as relações entre as posturas dos piauienses com os movimentos independentistas que estavam ocorrendo. &lt;br /&gt;Tendo passado pouco tempo em Olinda, Marcos parece ter sido o maior sucesso de Azeredo Coutinho. Padre Marcos não era um revolucionário, mas um educador, um civilizador, alguém que está mais direcionado para a manutenção da ordem do que para a sua superação. Não creio que o bispo Azeredo Coutinho, esse servidor serviçal do império português, tenha ficado alegre com os resultados da atuação educativa do Seminário nas suas primeiras turmas, as turmas que fizeram os movimentos de 1817 e 1824. Essas turmas que se formaram em Olinda foram mais tocados pelo iluminismo francês que o piauiense que terminou seu curso na Europa. Os padres professores do Seminário de Olinda possuíam uma perspectiva diferente da dos professores de Coimbra, que não eram os jesuítas, mas eram padres do Oratório que, no Recife, possuíam uma escola concorrente ao Seminário de Olinda, funcionando no Convento da Madre de Deus, para onde se mudou o seminarista José Maria Ibiapina, mais tarde Padre Mestre Ibiapina, descontente da pouca espiritualidade que experimentava naquela instituição. &lt;br /&gt;Mas a obra do padre Marcos, enquanto sacerdote é muito pequena, quase restrita aos limites da sua propriedade, onde ficava a Escola Boa Esperança, de onde se recusava a sair fisicamente, mas de onde emitia influência sobre a vida política da Província. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. &lt;br /&gt;Talvez o mais interessante da vida do padre Marcos é ter sido um dos principais políticos do Piauí, tanto pelo tempo de sua vida, quanto pelos postos que exerceu, às vezes sem tomar posse, mas por sua influência sobre seus pupilos e parentes. Entretanto, a sua grande luta, que foi uma luta política de Estado, mas também de política eclesiástica, não foi bem sucedida. Trata-se do esforço realizado para a criação da diocese do Piauí, separando-a do Maranhão, o que jamais foi aceito pelos ordinários maranhenses. Apenas com a proclamação da República, muito tempo após a morte do padre Marcos é que foi criada a diocese do Piauí, mas então tal ereção ocorreu em uma nova situação vivida na região e no mundo,  e atendeu mais aos interesses da Sé Romana do que os motivos apresentados pelo padre Marcos, que eram os interesses das famílias tradicionais da região. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. &lt;br /&gt;Quero ressaltar o que foi feito na conclusão do estudo de Marcelo. Achei interessante que ele tenha posto maior relevância nas questões da teoria da história que em tentar tirar maiores conseqüências da atuação do pedagogo, do sacerdote e mesmo do político Marcos Souza. Aprofundar essas conseqüências levaria a uma crítica mais aberta e acentuada à historiografia piauiense tradicional, que tem uma postura hagiográfica em relação ao educador que ajudou a manutenção de uma oligarquia no poder duratnre o Primeiro Reinado.  &lt;br /&gt;A escolha de ter um sacerdote educador na família seria um meio para influenciar politicamente na Província e no Império. Talvez o padre Marcos seja mais importante para o historiador como paradigma, como modelo para entender tão grande quantidade de jovens cedidos pelas famílias tradicionais ao sacerdócio católico. Muitos deles foram grandes administradores como é o caso do Padre José Martiniano de Alencar e outros. Quantos padres da família Cavalcanti, ou dela aparentados, auxiliaram, desde a sacristia, o fortalecimento da oligarquia familiar, ainda que não tivessem ocupado cargos maiores? Não foram poucos os conflitos, no período do Império Brasileiro, entre os Cônegos dos Cabidos episcopais com os bispos indicados pelo imperador. Os cônegos das catedrais temiam que um bispos estranho aos interesses locais pusesse a perder as relações de poder então vigentes.&lt;br /&gt;Acho que as reflexões que Marcelo nos aponta como possíveis conclusões podem abrir caminhos outros, outros pensamentos, para entender, de outra maneira, a história da Igreja Católica no Brasil na sua relação com as classes dominantes, uma relação de convivência e conivência até o passado recente. Pode-se definir tais relacionamentos como sendo de negociação em torno de interesses comuns na produção de uma sociedade. As relações eram de poucos conflitos no período imperial e mesmo nas primeiras repúblicas. &lt;br /&gt;Conflitos entre a Igreja e o Estado ficaram mais comuns no período final do século XX. Eram tempos em que apareceram padres e bispos nem sempre ligados às famílias tradicionais, mas originários de imigrantes (Arns, Lorscheider), filhos de pequenos proprietários, camponeses (Távora), operários, filhos de professores (Hélder Câmara) e funcionários públicos, etc. Naqueles anos foram apresentados, em estudos, padres como Ibiapina, Cícero, beatos diversos, et alli que, por suas práticas puseram em cheque o poder, tanto os poderes civis, quanto o poder eclesiástico.  Esses tempos mudaram e com ele o eixo das pesquisas. Vejo que o seu estudo sobre o padre Marcos, de rica parentela no Piauí, uma possibilidade de entender esses nossos tempos e, ao mesmo tempo, abrir caminhos para entender a presença de tantos padres educadores ainda não estudados, especialmente no início da República, quando começou uma prática de haver Escolas paroquiais, quase todas utilizando o método Lancarster, já posto em prática pelo nosso político, padre e educador do Piauí.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-4952778748503599908?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/4952778748503599908/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=4952778748503599908&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/4952778748503599908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/4952778748503599908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/02/entre-vaqueiros-e-fdalgos-sociedade.html' title='Entre Vaqueiros e Fidalgos: sociedade, política e educação no Piauí -1820-1850.'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-2771858256211074693</id><published>2009-02-23T21:38:00.002-03:00</published><updated>2009-02-23T21:42:38.333-03:00</updated><title type='text'>Um Dom entre nós</title><content type='html'>Este artigo foi escrito especialmente para o Jornal Panorama da Mata Norte, da cidade de Goiana, PE. Foi publicado na edição do dia 19 de fevereiro, na página 09.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os que acompanharam o noticiário nos diversos meios de comunicação na semana que terminou neste sábado 9 de fevereiro, em algum momento viu, leu ou ouviu algum comentário sobre o centenário do nascimento de Dom Hélder Câmara. Alguns devem ter se perguntado a razão para essas comemorações, e por que, entre tantos brasileiros, esse alvoroço em torno de um cearense, nascido no ano de 1909, e morreu aos noventa anos de idade, na cidade do Recife. Alguns levantaram questões, talvez com o objetivo de negar a validade de tais manifestações; outros exultaram ao saber e participar dos encontros que homenageavam e mantinham a sua memória, e outros apenas se perguntavam: quem é, ou quem foi esse Hélder Câmara?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é fácil, para qualquer pessoa, que tendo conhecido Dom Hélder Câmara, se aventurar a tecer comentário e escolher o que dizer a respeito de um padre que: publicou quase três dezenas de livros; produziu dezenas de pareceres sobre a educação quando foi membro do Conselho Nacional de Educação; foi Diretor de Educação do Ceará, Assistente Nacional da Ação Católica; idealizador e um dos fundadores da Conferência Nacional do Bispos do Brasil – CNBB; inspirador do Conselho Episcopal da América Latina – CELAM; Organizador dos encontros sobre a realidade do Nordeste e da Amazônia, que criaram o ambiente para a criação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste – SUDENE e a Superintendência da Amazônia – SUDAM; foi a Voz dos que não podiam falar durante a Ditadura Militar que dominou o Brasil entre 1964 e 1985; teve participação intensa no Concílio Ecumênico Vaticano II, de maneira a ser considerado um dos principais prelados daquele encontro convocado pelo Papa João XXIII;  recebeu títulos de Doutor em universidades dos cinco continentes; foi indicado várias vezes para receber o prêmio Nobel da Paz ( e só não o recebeu porque o ditador Emílio Garraztazu Médici fez pressionou os responsáveis pela escolha); que tem suas obras estudadas, hoje em universidades do Japão e em países europeus. E poderíamos continuar citando tantas outras razões para nos gloriarmos de termos tido o privilégio de ter vivido em seu tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O franzino Dom Hélder, que foi Arcebispo de Olinda e Recife entre os anos de 1964 e 1985, venha sendo alvo de tanta admiração do mundo por sua dedicação constante à melhoria de vida de todos os seres humanos, especialmente dos mais pobres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apaixonado pela vida, desde a sua juventude, decidiu ser padre para poder servir. A sua vida foi de um permanente serviço à causa da humanidade, à causa de Deus. Em sua juventude, participou do movimento integralista, como muitos outros jovens idealistas, idealistas como ele nos anos de 1930. Percebeu o engano que era o fascismo,mas continuou a buscar meios para encaminhar-se e  encaminhar a sociedade para uma mundo melhor. Jamais perdeu o entusiasmo da juventude e sempre soube que os jovens, de todas as épocas, não admitem a mentira. A busca constante da verdade, não poder, não das honrarias, foi a caminhada de Dom Hélder. Ele sempre soube que é necessário vencer o egoísmo e a vaidade que tem produzido uma sociedade injusta, uma sociedade em que “os ricos ficam mais ricos e os pobres cada vez mais pobres”, a sua vida se tornou um compromisso pela superação da miséria. Uma vez ele disse que a “a maior e mais perigosa das bombas é a Bomba M, a bomba da Miséria”. Nessa convicção deu inicio à urbanização dos barracos das favelas cariocas, o que lhe trouxe a inimizade de muitos donos de terrenos guardados para a especulação imobiliária. Desde então passaram a lhe chamar de “bispo vermelho”, de “bispo comunista”. Quando assumiu a arquidiocese de Olinda e Recife, disse que no “Nordeste Cristo tem o nome de João, Francisco e Severino” se disse bispo de todos, mas especialmente dos mais pobres. Por isso, quando ocorreram a grande enchente do Rio Capibaribe, criou a Operação Esperança e estimulou a criação de Conselhos de Moradores e a organização dos pobres. Para Dom Hélder a solidariedade e a caridade não é apenas dar comida, mas auxiliar as pessoas a produzirem sua própria vida. “A eternidade começa aqui” enquanto se preocupava em encontrar meios de acabar com a miséria, pois, como costumava dizer, “saco vazio não de põe em pé”. Talvez por isso o papa João Paulo II, que deveria tê-lo feito cardeal, disse que Dom Hélder era o “irmão dos pobres”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixou de viver no palácio e foi morar em uma pequena sacristia de uma igreja. Ali recebeu a intelectuais, ministros de Estados, bispos, pastores e de outras religiões, recebia a gente humilde, atendendo à porta e o telefone. Teve sua casa ameaçada, a sede da Arquidiocese metralhada, um dos seus padres – Antonio Henrique Pereira Neto - foi morto, vários padres e leigos que estavam mais próximos e empenhados nas atividades foram presos e torturados. Em todos esses momentos Dom Hélder foi o perdão e a firme confiança em Deus. Talvez por isso, aqueles que conviveram com ele deixaram de chama-lo de Dom Hélder, passaram a dizer Dom, simplesmente Dom, por que ele foi exatamente isso para todos: um DOM. Dom, do amor, da amizade, do perdão, da caridade, da coragem, da humildade, da fortaleza, da alegria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-2771858256211074693?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/2771858256211074693/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=2771858256211074693&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/2771858256211074693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/2771858256211074693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/02/um-dom-entre-nos.html' title='Um Dom entre nós'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-4031710024553239705</id><published>2009-02-20T16:21:00.002-03:00</published><updated>2009-02-20T16:23:43.449-03:00</updated><title type='text'>PAC -Povo Alegre no Carnaval</title><content type='html'>O Carnaval chegou, muitas fantasias estão sendo postas á rua e, serão muitos os que irão divertir-se e divertir os passantes. Algumas figuras de outros carnavais, ainda os que lembravam os carnavais europeus, já não aparecem com tanta freqüência, figuras como Pierrôs, colombinas, Arlequins. Mesmo as havaianas já não fazem mais tanto sucesso, talvez porque pernas de moças só eram visíveis nesses momentos. Nos dias atuais, essas iguarias para os olhos são mais comuns. Talvez por isso é que voltaram as freiras nas ruas de Olinda e do Recife, agora elas escondem as pernas. Mas são em maior número as índias e índios sem sotaque americano, são caboclas e caboclinhas, replicando as brincadeiras de Água Fria, Goiana. O Carnaval foi se tornando mais brasileiro, menos europeu. É certo que em determinados momentos fica parecendo que estamos em um grande teatro, com a platéia assistindo a apresentação de pequenas óperas. Algumas praças do Recife e Olinda como que se transfiguram em casas de espetáculos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que o carnaval de rua sempre foi o povo correndo atrás das orquestras, acompanhando blocos, alguns ursos, etc. Isso sempre foi durante o dia. À noite era mais difícil para o folião comum, uma vez que todos iam para os bailes nos clubes, dependendo de sua classe social. Ali havia espetáculos, como os há ainda hoje, com uma orquestra embalando foliões, ora com frevos de bloco, ora com marchinhas do carnaval carioca. Os novos maneiras de brincar carnaval, embora tenhamos saudades dos tempos em que tínhamos mais força física para encarar todos os dias momescos, estão oferecendo a oportunidade para que um maior número de pessoas possam ver de perto alguns de seus ídolos. Houve um tempo em que esses cantores que estão cantando nas praças dos subúrbios do Recife, e outras cidades, só eram convidadas – e pagas – para freqüentar o baile municipal, fazendo a alegria de um restrito número de pessoas que podiam pagar a entrada naquele ambiente. Hoje esses artistas cantam para a maior parte do povo. Só me preocupa o pequeno auxílio financeiro que é oferecido aos grupos da terra para que possam organizar os blocos, os maracatus, as batucadas, etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta semana ouvi que o carnaval participativo estava se tornando contemplativo, pois as pessoas param de dançar para ouvir e ver os artistas. Talvez nós tenhamos as duas modalidades, e talvez devamos incentivar um maior número de pessoas a estudar música e formar novas orquestras. A melhor maneira de incentivar os jovens a se entusiasmar para aprender a tocar o frevo é pagar bem aos músicos. Quando se souber que se pode ter uma renda razoável com a música, haverá uma maior procura por esse tipo de estudo. Nem precisa criar outro tipo de “bolsa” ou esmola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o carnaval está na rua e não é mais três dias, ele agora já toma mais de uma semana, dez dias. Nelson Ferreira dizia que “Carnaval nasceu no céu, foi os anjos que criou”. Quanto ao meu carnaval, será menos movimentado que o do ministro do turismo que passará muito tempo nos aviões, deslocando-se entre Rio de Janeiro (no sambódromo com o presidente), São Paulo, Salvador, Recife e Olinda (com a “futura”). Estarei em Goiana, Aliança, Nazaré da Mata, Olinda e Recife. Estarei acompanhando caboclinhos, caboclos e uma fusão louca, o Maracatu Atômico Kaosnavial, que é uma mistura de Mestre Zé Duda do Estrela de Ouro com Jorge Mautner. Coisas pouco racionais, como os carnavais. Com todo respeito, mas não dá pra brincar carnaval com responsabilidade. Sabem disso certos políticos, esses que entendem que não precisam prestar contas aos seus eleitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como todos sabemos, o desfile de máscaras neste ano, começou mais cedo a semana précarnavalesca do Cerrado, com a apresentação do bloco do PAC – PREFEITOS ACELERANDO A CORRUPÇÃO. As fantasias quase foram reasgadaas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo foi financiado pelo PAC - POVO ACOCORADO E CONTENTE.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-4031710024553239705?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/4031710024553239705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=4031710024553239705&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/4031710024553239705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/4031710024553239705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/02/pac-povo-alegre-no-carnaval.html' title='PAC -Povo Alegre no Carnaval'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-145715345827044864</id><published>2009-02-18T13:29:00.004-03:00</published><updated>2009-02-18T13:42:48.955-03:00</updated><title type='text'>Fluxos de verbas e dignidade</title><content type='html'>Acontece todos os dias, sempre esse constante fluxo de informações, de questões que nos obrigam a pensar e, depois ter que compartilhar, para que não morra conosco, para que haja a oportunidade para outros, se desejam conversar, ou menos, pensar, além de penar. &lt;br /&gt;Agora os deputados vão tornar público como utilizam uma tal de “verba idenizatória” que ele inventaram para eles mesmos. É assim, eles recebem um salário para pagar o trabalho e repor a força de trabalho que é consumida na função, como ocorre a todos os trabalhadores. Esse salário que eles recebem é trinta e duas vezes o salário mínimo. Eles dizem que gastam, nas suas bases algo que faz parte do seu trabalho e, assim, eles inventaram essa norma para repor no seu salário o que eles gastam por conta do seu trabalho.  Essa verba é de R$15.000.00, quase o mesmo que op salário deles. Eles deveriam prestar contas desses gastos e, caso não utilizassem a verba, a devolveriam. Pois bem, eles nunca prestaram contas a quem paga. Ficou provado que grande parte (a gente não sabe o tamanho dessa parte porque essa informação não é pública, apesar do dinheiro ter saído dos cofres públicos). Isso seria legal se os trabalhadores recebessem uma verba idenizatória por pagarem a passagem de ônibus e a compra das roupas que usam para ir ao trabalho, uma vez que esses são gastos em função do seu contrato de trabalho. Aí tem gente que contrata a sua própria firma para trabalhar para ele com o imposto que a gente paga. Mas eles dizem que agora vão tornar isso público, daqui a 45 dias, porque os seus computadores precisam ser atualizados. Pelo que entendi, eles vão fazer, um por um, cada computador, por isso precisam de 45 dias, para organizar o programa. É capaz de fazerem uma licitação para saber se no Brasil tem alguma empresa capaz de fazer um programa de escaneamento, algo que nunca foi feito. Talvez não haja funcionários contratados, na Câmara, em número suficiente para essa tarefa. Uma coisa é certa:o Senado vai começar a discutir o assunto para ver se é possível tomar a mesma decisão “corajosa  e transparente” da Câmara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, depois que Cássio Cunha Lima ter governado a Paríba por três anos,o Superior Tribunal eleitoral concluiu que os votos de Cássio Cunha Lima não têm validade e ele não deveria ter tomado posse, pois foram votos comprado. Agora, ficou decidido que a Paraíba terá um novo governador que vai terminar um mandato de quem governou, mesmo sem votos,pois ele era inocente até se provasse a sua culpa e ele pudesse fazer mais uma pedido de revisão das três sentenças já dadas. Enquanto isso, no Japão, um ministro renunciou porque esteve bêbado em uma reunião, e nos Estados Unidos uma senjhora não pode ser secretária porque contratou uma trabalhadora ilicitamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nas páginas  amarelas da revista Veja, Jarbas Vasconcelos voltou a ter a voz parecida com a que usava nos tempos da Ditadura, quando ainda não tinha experimentado o gosto do poder. Ele estar decepcionado com o PMDB que ele fundou. Depois, uma vez, ele ouviu Tancredo Neves dizer que o PMDB dele não era o PMDB de Arraes nem o PMDB de Jarbas. Vai ver que Tancredo gostaria de ter tido o PMDB de Renan e Sarney. Bem, quem levou Sarney da ARENA/PDS para o PMDEB foi Tancredo. Ah! Clio, como tús és terrível para que não te cultiva! Eles esquecem e tu lembras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomara que Jarbas Vasconcelos faça mais palavras sair do seu coração e auxilie as pessoas entenderem que o atual momento, esse momento de consensos, silêncios e conchavos (conchavo é diferente de aliança) é um momento de louvor à mediocridade. E é bom não fazer alianças com amigos novos contra amigos antigos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-145715345827044864?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/145715345827044864/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=145715345827044864&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/145715345827044864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/145715345827044864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/02/fluxos-de-verbas-e-dignidade.html' title='Fluxos de verbas e dignidade'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-8305429498112288458</id><published>2009-02-16T17:40:00.001-03:00</published><updated>2009-02-16T17:55:22.960-03:00</updated><title type='text'>As Pretinhas do Congo</title><content type='html'>Estive ontem em Goiana para assistir, participar de um ensaio da Nação Pretinhas do Congo. Essa nação vive espalhada em Goiana, especialmente no Baldo do Rio e Tejucupapo, mas também tem ramificações em Caapora, Paraíba. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste ano a Nação Pretinhas do Congo teve aprovado No FUNCULTURA, de Pernambuco, um projeto para a sua reestruturação material, pois o nível de pobreza poderia levar a Nação ao seu fim. O projeto está sendo coordenado por Afonso Oliveira, um produtor que está dedicado às tradições culturais da Mata Norte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora as Pretinhas do Congo já puderam comprar novos instrumentos, tecido para as roupas e a bandeira. Está tudo que é uma animação. Ontem o ensaio foi para provar as novas roupas e, por essa razão foi não foi público. Ele ocorreu no salão do Caboclinho Caetés, liderado por seu Pedro, a mais antiga tribo de Caboclinhos de Goiana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu vi foi só alegria, com as crianças e os jovens dançando, cantando, respondendo as loas tiradas por seu Val,  Mestre e por Rosa, a presidente da Nação. Foram duas horas de alegria, desde o momento em que cada um recebia a roupa até a hora de sairmos. Como eu estava fotografando para uma possível publicação, pois estamos fazendo a pesquisa histórica dessa nação, bem como a pesquisa musical, estou com muitas encomendas das meninas e dos meninos que assumem personagens de rei, rainha, pajens, escravos, baianas, floristas, ciganas. Foi uma festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Pretinhas do Congo serão uma grande atração no carnaval da cidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-8305429498112288458?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/8305429498112288458/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=8305429498112288458&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/8305429498112288458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/8305429498112288458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/02/as-pretinhas-do-congo.html' title='As Pretinhas do Congo'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-8943386159920836634</id><published>2009-02-12T09:16:00.005-03:00</published><updated>2009-02-12T09:30:47.821-03:00</updated><title type='text'>A Noite para os Tambores Silenciosos</title><content type='html'>Bem antes que o Duarte Coelho mandasse vir os primeiros negros da África para trabalhar em Olinda, já era comum o culto de reverência e lembrança dos mortos, dos que construíram o povo, tanto os povos africanos quanto os povos europeus que, juntamente com os indígenas desta terra, ainda formam o povo brasileiro. A reverência e a lembrança dos que morreram é comum em todos os grupos humanos, e é um dos instrumentos culturais garantidores da unidade de cada grupo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Olinda, como em outras cidades brasileiras, no tempo da escravidão, a sociedade dividia-se em irmandades, ora de acordo com a cor da pele, ora de acordo com a atividade produtiva. Assim, sempre encontramos uma Irmandade dos Homens Pretos, nas cidades mais antigas. Quase sempre elas ficavam fora da cidade, do centro urbano. Em Olinda foi construída a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos em 1621. Quase cem anos depois, em 1715, foi fundada a Irmandade de Nossa Senhora dos Homens Pretos de Olinda.  Para lá iam negros, escravos e livres, para receber benefícios espirituais que lhes eram dados pelos padres, na missa, nos sacramentos do batismo, na comunhão. Mas quando eles se encontravam na Igreja, na parte interna para o culto religioso, ou na parte externa para festas profanas, muitos segredos e muitas histórias eram sussurradas, ditas em sigilo, e esses segredos transmitiam outros valores religiosos e davam outros confortos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Irmandade também garantia vantagens materiais, como o atendimento na velhice, e uma boa morte e enterro cristão. Além disso, também havia a possibilidade de se comprar a liberdade. Muitos escravos de ganho, aqueles que vendiam mercadorias nas ruas para os seus senhores, punham em comum suas economias e elas eram usadas para a compra de Cartas de Alforrias. Talvez alguns dos que contribuíram jamais se tornaram livres. Mas a sua vida foi parte da liberdade de outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o fim da escravidão pareceu que a irmandade não mais tinha sentido e muitos abandonaram os caminhos que levam até a Igreja do Rosário dos Homens Pretos. Mas a ela muitos negros dedicaram suas horas e, mesmo sussurrando, cultuavam os antepassados, os mortos, os eguns protetores. Quando hoje os Tambores silenciam ou rufam é uma saudação a todos os eguns, a todos os que viveram os sofrimentos do trabalho escravo, mas apontaram para a liberdade. A Noite para os Tambores Silenciosos, que ocorre no Pátio da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, é a celebração e a homenagem a todos os antepassados, a quem se pede proteção para manter cada nação unida e forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Noite para os Tambores Silenciosos, ocorre na segunda feira, dia 16 de fevereiro, &lt;br /&gt;a partir das 19 horas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-8943386159920836634?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/8943386159920836634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=8943386159920836634&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/8943386159920836634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/8943386159920836634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/02/noite-para-os-tambores-silenciosos.html' title='A Noite para os Tambores Silenciosos'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-7081537053587524720</id><published>2009-02-11T01:15:00.002-03:00</published><updated>2009-02-11T01:18:52.634-03:00</updated><title type='text'>debate transgressor</title><content type='html'>Participei hoje de um debate, formando a mesa com dois outros intelectuais (inteletual é mais ou menos quem, vive das idéias que produz, ajuda a produzir, não trabalha com objetos mais pesados que uma caneta!!!!!!) a respeito do carnaval, vendo-o como momento de transgressão. Foi um debate promovido por uma instância do Estado, a Fundarpe. Poucos acolheram o convite para participar da discussão que apresentou momentos bem interessantes. Os palestrantes passearam desde os estudos de Bakthin sobre a obra de Rabelais até os polos carnavalescos no recife e no Estado. Evidentemente houve momentos de menos amigável, pois há quem entenda que tudo deve ser sempre aceito e, que não é de bom tom fazer críticas, como se pudesse haver debates sem críticas, sem posições divergentes, tanto entre a mesa quanto ente a mesa e o público, ou mesmo o promotor do debate. Ao final, contudo, pudemos verificar que há certa nostalgia por carnavais passados, mas principalmente pelos carnavais menos permitidos, menos controlados pelo pode público. Vimos que há quem critique o Estado por intervir no mundo cultural dos carnavalescos, mas também há os que defendem a presença do Estado enquanto gerenciador, não como dono,  como aquele que tira do povo a sua criatividade, impondo regras que agradam mais aos gruos do fazedores das regras do que os que são forçados a cumprir regras horários em troca de alguma subvenção. Mas, se o Estado paga aos intelectuais das camadas ricas – professores universitários e quejandos – por que não deveria pagar os intelectuais dos que não podem freqüentar academias? Isso é para dizer que gostei do debate, com a presença de poucas pessoas, todas tão ilustres, como palhaços, cantores da terra, mestres de maracatu e estudantes. Mas havia muito carnaval na rua, muitas índias nos blocos e nas televisões, além do que, é bem mais prazeroso e carnavalesco sair correndo com uma mulher- ou um homem (isso conforme o desejo de conformação ou transgressão. Afinal, foi um prazer conversar com pessoas diferentes, ainda que seja difícil viver essas diferenças simultaneamente, como tem feito o Brasil, a despeito do multiculturalismo, que reconhece a diferença para criar polos distantes um dos outros e a mistura fique tão boa quanto a do óleo e a água, assim cada qual sabe qual é o seu lugar. &lt;br /&gt;Essa é uma grande charada. Será que a gente, em um debate pode por em dúvida o pensamento de quem organiza o debate? de quem participa do debate?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-7081537053587524720?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/7081537053587524720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=7081537053587524720&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/7081537053587524720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/7081537053587524720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/02/debate-transgressor.html' title='debate transgressor'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-2097658622086942959</id><published>2009-02-05T16:26:00.000-03:00</published><updated>2009-02-05T16:27:07.684-03:00</updated><title type='text'>Carnaval dos artistas convidados</title><content type='html'>A gente ler os jornais e descobre que, sempre é uma Nova Descoberta, que o carnaval está chegando, nos próximos quinze dias. Tudo aprece arranjado, menos o espírito que já deveria ter tomado conta de mim, como tomou conta de muita gente com quem converso. Mas o carnaval, aprendi, é coisa de três dias, dias para serem vividos de maneira transversa, travessa, transpassada da alegria angustiante que teme o momento que “é de amargar”, quando aos loucos parecerão mais felizes; o carnaval, para eles parece que continuará sem definição de tempo, como pensaram os foliões do clube Náutico Capibaribe e Olinda Praia clube que, em algum ano dos sessenta dançaram como loucos até as seis da noite da quarta-feira de cinzas, dando início ao carnaval interminável que hoje se brinca no Recife e nos demais quadrantes do Brasil. (a memória falha e não lembro do ano, estou sem coragem e disposição para fazer a pesquisa que algum leitor fará).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ver as manchetes do jornal do dia 4 de fevereiro, fiquei sabendo que o carnaval da capital do frevo terá a presença dos grandes passistas e cantores de frevo tais como Caetano Veloso, Mano Chao, Maria Rita, Fernanda Abreu, Afrika Banbaataa, Marina de La Riva, Pitty, Jorge Mautner serão as grandes estrelas que darão início e brilho ao carnaval do Recife. Evidentemente essas “estrelas dos ritmos pernambucanos” terão a companhia de gente secundária e sem grande importância, como o maestro Formiga, o maestro Spock e muitos outros artistas de estirpe pernambucana. Depois, em meu programa radiofônico Que História é Essa?, o entrevistado do dia, radialista Hugo Martins apresentava-se surpreso com a disponibilidade dos governos pernambucanos em contratar artistas de outras tradições culturais com o intuito de abrilhantar o carnaval pernambucano, enquanto que os demais estados onde o carnaval tem suas próprias características não convidam os pernambucanos para lá apresentarem-se durante os festejos momescos. Lembramos que essa é uma tradição antiga, pois, nos tempos dos bailes nos clubes, então da elite (Português, Internacional, Líbano, etc.) era bem mais fácil encontrar uma orquestra carioca animando o baile que as orquestras locais, Na verdade, Nelson Ferreira tocava mais no carnaval da Bahia do que aqui em Pernambuco. Claro está que esses espetáculos que são apresentados durante o carnaval, gratuitamente, é uma oportunidade para o segmento populacional mais pobre ter acesso a arte desses que nos visitam nesse período. A questão que se põe é: até que ponto esses shows auxiliam a participação ou fazem diminuir a verba para os grupos que mantém as tradições pernambucanas. Bem que shows desses artistas poderiam ocorrer e outros momentos do ano, mantendo, inclusive a gratuidade, devendo-se tomar o cuidado com os gastos, estipulando pagamentos compatíveis com o valor de quem visita e as possibilidades da bolsa que paga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De algum modo todos nos divertimos durante o carnaval e cabe aos gerentes do bem comum encontrar, saídas e meios para manter a tradição e o bom gosto, ainda que se saiba que cada grupo tem suas preferências a respeito de que tradições manter e quais gostos são tidos como bens. Tomara que as tradições pernambucanas, essas que sugiram da luta de um povo em formação, sejam contempladas por aqueles que definem, financeiramente a que tradições auxiliar manter.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-2097658622086942959?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/2097658622086942959/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=2097658622086942959&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/2097658622086942959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/2097658622086942959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/02/carnaval-dos-artistas-convidados.html' title='Carnaval dos artistas convidados'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-3457703942084734488</id><published>2009-01-30T09:00:00.001-03:00</published><updated>2009-01-30T09:02:28.262-03:00</updated><title type='text'>Olinda 25 anos de patrimônio da humanidade</title><content type='html'>Cidade quatrocentona, Olinda está comemorando Bodas de Prata do título de Patrimônio Cultural da Humanidade. Ser Patrimônio da Cultura é quase redundante, pois a cultura, por si, já é um patrimônio, algo que se recebe e a ela agrega novos aspectos desse patrimônio. Dizer que Olinda é Patrimônio da Humanidade  significa afirmar que, em seus espaços culturais, os tangíveis e aqueles que “as mãos não ousam tocar”, são espaços em que os homens e as mulheres de todos os recantos do mundo reconhecem como próprios, comuns e seus. A humanidade se reconhece em Olinda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivendo em Olinda desde os anos setenta, Plínio Victor quase se confunde com a história recente da cidade por seu ofício de arqueólogo, por sua paixão pelos espaços olindenses, pela sua amizade com a boemia e pela luta em busca de proteger o patrimônio já conhecido, mas também de continuar a buscar novos documentos que atestem a universalidade Olindense. Plínio entende Olinda como uma cidade “cabeça de ponte” da Europa renascentista em sua expansão mundial do século XVI, capitaneada, então pelos iberos, notadamente os portugueses. Ele consegue enxergar nos monumentos olindenses, ou no monumento olindense, as diversas mudanças políticas, econômicas, sociais que foram aqui vivenciadas. Olinda não é só  construto lusitano mas também é o construção flamenga à medida que destrói e obriga a reconstrução. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas idéias estão postas no texto de Plínio, quase colando com as belas fotografias de Hans von Manteuffel, em um ensaio que expõe ângulos de visão tradicional e novos olhares, panorâmicos ou aproximações, da cidade que testemunha a caminhada de quase meio milênio de mudanças e permanências que a levaram a ser reconhecida como patrimônio de todos. A essas novas visões do artista nosso contemporâneo, as coleções de fotos guardadas por Petrônio Cunha que, segundo diz Plínio na apresentação do livro, é autor intelectual do livro; também o acervo do Arquivo Histórico de Olinda (como deveria receber mais atenção e investimentos!!!) e o acervo da Fundação Joaquim Nabuco oferecem a possibilidade de comparar algumas mudanças ocorridas ao longo do tempo. É a dinâmica da história, é assim que se constrói uma humanidade, na lapidação e na construção constante.&lt;br /&gt;Um outro aspecto que chamará atenção ao leitor é a historização que Plínio faz do processo que levou à Concessão do prêmio pela UNESCO. O reconhecimento de fora veio à medida que no interior da cidade, cidadãos comuns e aqueles que receberam encargo de governança e outros ainda que não no governo, mas imbuídos de sentimento artístico, humano, universal, subsidiaram com suas idéias e talentos a apresentação da cidade à Unesco.  O texto de Plínio Victor é simples, científico, sério e apaixonado. Sim, apaixonado pois ele se fez olindense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma palavra de elogio para o belo trabalho da Gráfica Santa Marta e, agradecer a Publikimagem pela demonstração de confiança em alimentar tão belo projeto gráfico e que servirá como arquivo de pesquisa para muitos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou convidando a todos que puderem a comparecer na noite deste sábado, 31 de janeiro, às 19:30h, na Livraria Cultura para uma conversa de lançamento de OLINDA 25 ANOS DE PATRIMÔNIO CULTURAL DA HUMANIDADE.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-3457703942084734488?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/3457703942084734488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=3457703942084734488&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/3457703942084734488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/3457703942084734488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/01/olinda-25-anos-de-patrimoio-da.html' title='Olinda 25 anos de patrimônio da humanidade'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-3315296091783968836</id><published>2009-01-25T18:04:00.003-03:00</published><updated>2009-01-25T18:15:18.089-03:00</updated><title type='text'>Renato Teixeira e umas lembranças de Dom Hélder</title><content type='html'>Parte desta tarde foi-me concedida, ou me concedi, a ouvir músicas diversas, especialmente as escritas e cantadas por Renato Teixeira. Normalmente não sou comprador de material dito pirata, embora eu saiba que os maiores piratas, no sentido muito clássico, são os quem lutam contra a pirataria. Mas, deixando isso de lado, ouvi que naquela mídia que comprei estava sendo cantada parte de minha vida. Pouco importa aos que, por alguma razão lerem essas páginas, entendam que a  importância que eu estou dando ao que ouvi nesta tarde de domingo está além daquilo eu dimensiono. Afinal, há tanta coisa bem mais importante que as coisas a que eu dou importância!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais me tocou nesse conjunto de música cantadas por Renato Teixeira foram as cantadas com Pena Branca, um das maiores e mais belas voz entre os cantores ditos sertanejos. Entre as músicas estão o Chuá Chuá  e de Papo pró Á. Essas músicas se juntaram a uma recente correspondência que recebi de Bete, sobre o centenário de Dom Hélder Câmara. Poucos se lembram, e ninguém é obrigado a lembrar, inclusive aqueles que aderiram mais vagarosamente aos projetos helderianos, embora estejam, agora, no front desse centenário, o que ocorria no Recife nos anos de 1968. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando, em plena ditadura, Dom Hélder pôs em andamento o Pressão Moral Libertadora, um movimento e uma ação inspirado em Gandhi e Martin Luther King, alguns poucos ocuparam o espaço do auditório do Colégio São José para dizer que estávamos ali com o objetivo de garantir, pela não violência, a permanente luta por aqueles direitos que nos eram negados. Eu ainda era um menino de 18 anos que era animado e animava grupos de jovens de Nova Descoberta e da Arquidiocese. Vivi esses momentos tensos ao lado de Zildo Rocha e outros. Depois, no espaço da Paróquia do  Bom Jesus do Arraial fizemos uma apresentação em que fui chamado a cantar as músicas Chuá Chuá, de Papo pró Á. Nunca fui um grande cantor, na verdade nem sei cantar, mas era o disponível para se expor, naquela noturna noite da pátria para cantar músicas que falavam do povo que continuo amando e dele sendo parte. Depois, em 72, quando estava na prisão, o vigário do Vasco da Gama, que me conhecia desde criança, me acusou de ser comunista por ter participado daquela vigília pela liberdade. Ao sair da prisão fui à sua casa e esclarecemos muitas coisas. Sei que ele foi um dos homens mais importantes na construção da sociedade recifense, embora não tenha entendido o  mal que a ditadura  militar fez ao Brasil, como agora a destruição dos movimentos está fazendo, também em nome de manter a ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Agora, são cem anos nascimento de dom Hélder que se celebra, mas são milhares de anos de luta pela liberdade e pela dignidade humana, continúo emocionando-me cada vez que escuto as músicas que cantei, naquela noite, acompanhado por Orlando e outros rapazes que, como eu, moravam em Nova Descoberta. Hoje tudo é uma Boa Viagem, nenhuma Nova Descoberta ou alto de qualquer Refúgio, Brasileira, Caetés, Conceição, e muitos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, nessa caminhada "ando devagar porque já tive pressa", diz Renato Teixeira, que aparenta saber "o sabor das massas e das maçãs".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-3315296091783968836?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/3315296091783968836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=3315296091783968836&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/3315296091783968836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/3315296091783968836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/01/renato-teixeira-e-umas-lembranas-de-dom.html' title='Renato Teixeira e umas lembranças de Dom Hélder'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-1324404982231314390</id><published>2009-01-23T09:08:00.002-03:00</published><updated>2009-01-23T09:16:08.817-03:00</updated><title type='text'>Uma contínua luta pelos direitos sociais</title><content type='html'>Neste dia 20 de janeiro, quando se festejavam santos católicos, vindo da Europa e entidades originárias da África, tomava posse como presidente dos Estados Unidos da América um afro-americano mestiço. 41 anos antes, outro afro-americano foi assassinado por ter sonhado que poderia haver um mundo no qual os seres humanos cuidassem mais daquilo que os aproxima do que as coisas que os separa. Em um período geracional, assumindo a existência do racismo em sua sociedade e se comprometendo a vencê-lo, os estadunidenses mostraram que é possível fazer o que parecia ser impossível. Na América Latina tivemos algo semelhante, quando o Brasil elegeu um antigo metalúrgico para o cargo de presidente da República. Vimos que é possível promover mudanças, embora nem sempre consigamos todas as mudanças que desejamos no curto espaço de tempo. Mas as conquistas podem ser maiores se maiores forem os sonhos, os compromissos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos comentários que ouvi na televisão dizia sobre o não deslumbramento das filhas do Obama nos espaços do poder. Em verdade elas já viviam nesse espaço, pois seus pais são pessoas que se cultivaram e que a sociedade permitiu que se cultivassem. Não que não tivessem tido problemas de aceitação no mundo dos poderosos onde seus pais foram se infiltrando pelo trabalho, pelo talento, pelos méritos que foram conquistando. Os Obama forjaram-se para o poder e o foram exercendo á medida que ascenderam socialmente, resultado de seus esforços e das mudanças que ocorreram na sociedade americana desde que nasceram na segunda metade do século XX. Daí a presença de Mahomed ali, a constante lembrança de Marthin Luter King, Malcon X e muitos outros. As filhas de Obama são filhas de uma sociedade em mudança, são filhas de um senador da República, já conviviam com os espaços do poder e ele lhes já lhe familiar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que assistimos na posse de Obama foi a posse de um passado de lutas pelos direitos humanos e sociais. Daí decorre o compromisso com a mudança da qual fizera parte, já como beneficário, mas também como cidadão atuante em sua comunidade. Essas podem ser razões que levam Obama a enfrentar o lobby, ao estabelecer que os seus auxiliares se comprometem a não viverem nos corredores do Congresso após a sua saída do governo, ao  estabelecer limites de salários para sua equipe. Ele poderá até vir a se beneficiar com o exercício da presidência, e terá benefícios sim, pois o cargo exige certas proteções aos seus ocupantes, mas, parece, isso não será buscado, nem se fará o escândalo de mandar buscar lençóis no Egito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O deslumbramento de alguns de nossos políticos, oriundos das camadas pobres, é decorrente da ausência de mudanças sociais amplas; as pequenas mudanças que ocorreram nos últimos cinqüenta anos foram as permitidas – e aqui no sentido de concessão – pelos donos do poder, atingindo alguns poucos, e esses poucos parece sentir-se eternos tributários desse “favor”. As mudanças não atingem a maior parte da sociedade que não se sente sujeito partícipe do processo social. São chamados a participarem como consumidores, semelhantes a bichinhos de estimação em apartamentos. Ainda temos que continuar a nossa luta profunda pela aquisição dos Direitos Humanos, pois ainda os vemos como concessões que são dadas por algumas famílias que se revezam nesse brutal esforço de não permitir aos brasileiros a mínimas condições de vida decente. Se ainda temos um José Ribamar Sir Ney, ex-presidente da Arena, ex-presidente do PDS, ex-presidente do Brasil, conselheiro do atual presidente do Brasil, brigando no senado para manter a “sabiduria” dos grilheiros, isso demonstra que ainda temos muito que lutar para, verdadeiramente mudar a nossa história.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-1324404982231314390?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/1324404982231314390/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=1324404982231314390&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/1324404982231314390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/1324404982231314390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/01/uma-contnua-luta-pelos-direitos-sociais.html' title='Uma contínua luta pelos direitos sociais'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-3807413917700319887</id><published>2009-01-19T12:00:00.000-03:00</published><updated>2009-01-19T12:01:16.490-03:00</updated><title type='text'>A formatura de Wanessa</title><content type='html'>Wanessa é uma jovem que conheci assim, meio por acaso, quando visitei a Faculdade de Formação de Professores de Nazaré da Mata procurando entusiasmar estudantes do curso de História para o projeto do Ponto de Cultura que assessoro na cidade de Aliança. Tivemos uma boa adesão, mais de estudantes iniciaram conosco essa caminhada. Wanessa Kariny estudava geografia, como a sua irmã Bárbara Gonçalces e, ao lado de Susana, Tamar Thalez, Dhiogo Rezende, Ivaldo Junior, Rafael Bastos, Ruth Lemos, Bruna Pires, estudantes de História, nos auxiliaram em um projeto pedagógico livre, criado com todas as mãos, inclusive com as mãos e as idéias das crianças, dos jovens, das mulheres de Chã de Camará. Com o mínimo apoio, mas com entusiasmo, esses jovens, a cada sábado saíam de suas casas (moravam no Recife e em Olinda) e percorriam 70 quilômetros para criar aulas de alfabetização, sessão de leituras para as crianças, atividades de recreação, debates em cine-clube, etc. Evidentemente, à medida que se formavam cada um foi buscar e criar os caminhos de suas vidas. Todos estão formados e a maioria em sala de aula, agora como professores. Wanessa, que já está em sala de aula, formou-se hoje, e vim com muita alegria para a sessão solene de sua formatura. Ela e Bárbara continuam a atender as crianças da Chã de Camará, utilizando a Biblioteca Mestre Batista para sessões de leitura e sessões de criatividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estar em Nazaré da Mata para testemunhar o juramento de Wanessa, com ela outros trezentos jovens, de que se dedicará ao magistério foi reconforto para mim, que este ano completo quarenta anos do meu juramento. As palavras do diretor da FFPNM lembraram as dificuldades que envolvem a profissão, quase sempre vista como sacerdócio, nem sempre bem remunerado. Isso não é de hoje, pois Cícero, famoso político romano já advertia que a “muitos é orgulho saber aquilo enquanto é vergonhoso ensinar”. Não havia paga para os primeiros pedagogos e professores. Ainda recentemente, um político sociólogo que foi professor, menosprezou aqueles que ensinam e, o mais recente presidente uma vez disse que poderia ser mais proveitoso pagar a quem corta cana que a quem ensina. Entretanto, como conhecimentos devem ser ensinados e vividos para serem aprendidos, não há como, em nossa sociedade dispensar professores, exceto se se deseje ficar permanentemente no atraso, correndo para chegar mais próximos daquelas sociedades que garantem tratamento mais digno e apoiador do trabalho dos seus professores. Mas é reconfortante verificar que, apesar desses hábitos negativos, sempre vemos pessoas, como Wanessa, decidirem pelo magistério. Vi com alegria a aluna laureada no curso de matemática receber sua láurea sem a vestimenta que a comissão de festa exigiu, (custa caro! Deixa-se de comprar livros mas não se deixa de vender a formatura a uma dessas empresas) uma adesão aos modelos das escolas anglo-americanas em detrimento da tradição mais coimbrã de nossa universidade. A melhor aluna do curso de matemática não teve a verba necessária para alugar a toga e participar dos festejos. Nesse ato, como no esforço de muitos que ali estavam togados para receber anéis e diplomas, está, talvez, um indicativo de que classes sociais vêem os que se dedicam ao magistério. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parabéns a Wanessa, a Tâmisa e a todos os que decidiram a se tornarem professores, inclusive os que, não cursando licenciatura, a princípio, investem a sua existência na tarefa, que deve ser encarada profissionalmente (responsabilidade, honestidade, moralidade, bons salários, condições dignas no ambiente de de trabalho, etc).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bom é que Wanessa continua no nosso projeto no Ponto de Cultura Estrela de Ouro de Aliança, juntamente com Amélia, outra licenciada na FFPNM. Tomara que neste ano recebamos mais voluntários da Faculdade que é um dos campi da UPE.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-3807413917700319887?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/3807413917700319887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=3807413917700319887&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/3807413917700319887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/3807413917700319887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/01/formatura-de-wanessa.html' title='A formatura de Wanessa'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-792914220899822673</id><published>2009-01-18T08:53:00.000-03:00</published><updated>2009-01-18T08:55:32.589-03:00</updated><title type='text'>Novas visões sobre maracatuzeiros e maracatus</title><content type='html'>Neste pequeno recesso que estou fazendo de meus encontros mais habituais, não pude deixar de trazer comigo alguns livros, entre eles o “MARACATUS E MARACATUZEIROS, DESCONSTRUINDO CERTEZAS, BATENDO AFAYAS E FAZENDO HISTÓRIAS, RECIFE 1930 -1945”, escrito por Ivaldo Marciano de França Lima, publicado no Recife pela Editora Bagaço no ano de 2008. O tema é do meu agrado, pois recentemente tenho dedicado algumas horas de minha vida na pesquisa e na reflexão sobre aspectos da cultura pernambucana, especialmente aqueles mais populares, como os maracatus. A leitura de livro de Ivaldo é fácil, apesar de ter sido escrito para uma banca de doutores lhe permitirem utilizar o título de mestre, o que lhe obrigou a muita citação e perorações com o objetivo de demonstrar conhecimento adquirido, em leituras e arquivos, sobre o assunto e defender, na sociedade dos mestres e doutores as suas novas proposições. A forma escolhida para tornar o texto mais facilmente aceito pelo leitor, foi de provocá-lo, constantemente, como se estivesse em sua presença, chamando-o de “caro leitor”, “cansado leitor”, “ilustre leitor” etc.. Além disso, cada parágrafo está escrito como emoção, paixão pelo objeto de estudo e com a gana que sente um descobridor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dividido em três grandes capítulos, cada um com sua singularidade, foi assim que Ivaldo concebeu e realizou o seu livro. Claro que lá se encontram uma apresentação feita por um professor fluminense, além da introdução escrita pelo próprio autor, e um posfácio com a autoria da orientadora professora doutora Isabel Guillen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O primeiro capítulo trata de como foram sendo construídos, no início do século XX, os conceitos e a definição do que são maracatus. O autor está sempre chamando atenção que essa conceituação foi feita na busca (inútil) de uma origem pura e inatacável dos maracatus; assim ele mostra que para alguns estudiosos o importante foi colocar a primazia e supremacia da presença africana, enquanto para outros o estabelecimento desses conceitos teria se dado a partir dos acontecimentos vividos no pátio das irmandades religiosas, especialmente as de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos. Essa bela arenga de Ivaldo tem como objetivo relativizar a preocupação com “origem”, como algo que ocorreu em um determinado momento no passado. Afastando essa idéia ele pode ficar pensando origem como sendo, criatividade, inventividade dos que forjaram, no seu cotidiano a dança, o folguedo, a alegria dos maracatus. Afinal, se maracatu fosse totalmente africano e, plenamente viesse das irmandades, pergunto eu, por que não está presente em todo o território nacional e apenas em Pernambuco? Mas esta questão específica não é tratada nem neste nem nos demais capítulos. Não era esse o objeto de estudo de Ivaldo, além do que não se presume que alguém tenha a presunção responder todas as questões. Mas, quando ele trata sobre a vida de alguns maracatuzeiros, fica claro que a pureza que alguns buscam para os maracatus e para os cultos religiosos não existem, exceto nos conceitos criados por setores externos a essas representações sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo capítulo deixa para trás a discussão sobre as tradições e origens do maracatu mas põem-se a discutir que há muitas tradições que podem ter levado o maracatu a terem, distinções e muitas semelhanças. Folguedos como Aruendas, Pretinha de Congo são mencionados, mas da forma como o foram mencionadas nos indicam que há muita pesquisa a ser realizada nesta direção. Mas, neste capítulo, o tema central é essencialmente sobre a querela a respeito da definição dos termos maracatu de Baque Virado e Maracatu de Baque Solto; é uma discussão sobre como foram sendo construídos esses conceitos, Baque Solto ou Rural. O autor acaba nos deixando entender que a paternidade e maternidade desses conceitos fiquem com Guerra Peixe e Katarina Real, respectivamente; ele por ter feito a classificação separando-os pelos baques, e ela por sua atuação junto aos órgãos públicos oficiais e definidores e distribuidores das verbas (Comissão Organizadora do Carnaval e sucedâneos), para que ocorresse a aceitação do Maracatu de Baque Solto como uma brincadeira que existe no carnaval do Recife. Aqui me parece que Ivaldo, ainda que pretenda desconstruir certezas, assume que não existe outro lugar de nascimento de tradições que não seja as localidades litorâneas: Recife ou Goiana. Toda a sua a discussão desconhece a existência de tradições além do Recife e Goiana. Como os muitos estudiosos da cultura popular pernambucana, ou mesmo Pernambuco, Ivaldo parece manter o conceito de que Pernambuco é essencialmente Recife e Olinda. Embora em diversos tenha tido a oportunidade de mencionar que um dos autores por ele citado menciona a existência do Maracatu em Nazaré da Mata, essa informação não é passada para os doutores que o examinaram nem para os “nobres leitores” que acompanham o seu raciocínio. No fundo, parece que tudo se organizou nos livros, seja de Pereira da Costa, Gilberto Freyre, Artur Ramos, Guerra Peixe, Katarina Real e não em mundo geográfico e dinâmico. As novas pesquisas que estão sendo realizadas parece que não tocaram ou não chegaram ao autor desse livro muito bom. Creio que, especialmente no tange ao Maracatu Rural, ou de Baque Solto, esse Maracatu que nasceu depois que as senzalas foram esvaziadas, esse maracatu que se define como Brasileiro desde os primeiros momentos, pois se nomeia Cambinda Brasileiro, é um maracatu de homens livres e que nasceu sem as coroas dos reis, tenham sido eles portugueses ou congoleses essa tradição dos terreiros caboclos, que aponta a criatividade dos mestiços, virá a ser mais bem apreciada por Ivaldo Marciano. Quando se pergunta a qualquer homem que vive do corte da cana o que cambinda é, ele diz: um peixe pequeno, que nada rápido difícil de pegar com a mão. Assim me disse o fundador do Maracatu de Baque Solto Piaba de Ouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro capítulo é de uma bela intervenção na pesquisa sobre a vida de maracatuzeiros que, talvez pela ampliação que os estudiosos deram a alguns, com o objetivo de confirmar as suas teses, obnubilou trajetórias outras, essas que apontam para dimensões que são as novas construções apresentadas por Ivaldo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o livro que resultou de sua pesquisa para a obtenção do título de Mestre em História, deve ser uma leitura para os que estudam o processo de formação constante a cultura, um universo de conflitos de interesses e de negociações permanentes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-792914220899822673?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/792914220899822673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=792914220899822673&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/792914220899822673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/792914220899822673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/01/novas-vises-sobre-maracatuzeiros-e.html' title='Novas visões sobre maracatuzeiros e maracatus'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-1228543184686155512</id><published>2009-01-14T09:15:00.000-03:00</published><updated>2009-01-14T09:29:20.928-03:00</updated><title type='text'>O livro do padre Isaias sobre Dom Távora</title><content type='html'>Uma das boas surpresas no final de 2008, a recebi na sala do coordenador do mestrado em ciências da Religião da Universidade Católica, o professor Gilbraz. Então ele entregou-me um livro, após perguntar se eu lembrava de Isaias. Assim, de supetão, apenas com a menção ao nome de batismo, a memória trouxe uma pequena variedade de faces e situações relacionadas a algum Isaias. Novas informações, agora sobre um padre em uma paróquia no Sergipe e, ex-aluno, veio a lembrança de sugestões para a realização de uma pesquisa sobre alguma personagem na história local. Lembrei que, a uma determinada turma fiz essa sugestão. A partir daí, recebi várias pequenas monografias sobre paróquias, associações religiosas, padres, freiras. Uma dessas monografias teve como tema a paróquia de Itapetim. Anos mais tarde, Marcos Silva a transformou em um livro sobre a sua cidade, publicando-a como parte da coleção História Municipal. Marcos Silva hoje é doutor e professor na Unicap. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas então veio um livro para minhas mãos e foi com alegria que recebi um exemplar do livro do padre Isaias Nascimento, “Dom Távora, o bispo dos operários: um homem além do seu tempo”, publicado pela Edições Paulinas, como um dos volumes da série Testemunhos de Santidade. Também este livro é uma conseqüência daquela indicação em sala de aula, conforme atesta o autor em seu próprio texto. A gente nunca imagina que certos estudantes tornam-se eternos estudantes, e alguns trabalhos escolares levam tempo para serem terminados e escritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste ano de 2009 em que alguns setores da Igreja Católica em Pernambuco celebra, com toda justiça o centenário de nascimento de dom Hélder Câmara, creio que foi de grande oportunidade o lançamento do livro de padre Isaias Nascimento. O seu tema é o “Eu”, o constante companheiro de Hélder desde que os dois se conheceram no Rio de Janeiro, ainda padres. “Eu”, era assim que dom Hélder referia-se a dom Távora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Vicente Távora, nasceu em julho de 1910, em Orobó, aqui em Pernambuco, veio a ser Dom Távora, terceiro arcebispo de Aracaju, padre conciliar do Vaticano II e lídimo animador dos trabalhos de aggiornamento da Igreja Católica no Brasil, organizador do Movimento de Educação de Base - MEB, um dos primeiros a entender a importância do Rádio como meio de educação, especialmente em um país de cuja população, ainda nos dias de hoje, é analfabeta ou semi-alfabetizada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escrita leve do padre Isaias, a organização dos temas e a riqueza documental que nos oferece, torna seu livro um leitura necessária para aqueles que estudam os caminhos da Igreja Católica no Brasil e no Nordeste. A família humana é composta de vários ramos, entre eles os membros do catolicismo e, neste, o catolicismo de preocupação social. Pois bem, Dom Távora e um desses membros da família humana que fez o seu trabalhão e, em uma época de grandes ele sempre manteve-se entre os grandes (ele próprio é uma grande personalidade), mas na forma de serviço de apoio. Estamos pensando em no próximo mês de fevereiro fazer um lançamento festivo do livro da padre Isaias Nascimento. O evento pode ser parte das festividades do centenário do DOM e o início de ações comemorativas do centenário do nascimento de Dom José Távora, o bispo do MEB e dos operários.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-1228543184686155512?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/1228543184686155512/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=1228543184686155512&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/1228543184686155512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/1228543184686155512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/01/o-livro-do-padre-isaias-sobre-dom-tvora.html' title='O livro do padre Isaias sobre Dom Távora'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-5635525766365389805</id><published>2009-01-13T22:59:00.005-03:00</published><updated>2009-01-14T09:06:10.477-03:00</updated><title type='text'>Lvros de Lucilo e Olímpio</title><content type='html'>A semana terminou com uma pequena confraternização que os sócios do Instituto Histórico de Olinda realizamos em um dos espaços do Hotel Samburá, uma vista privilegiada da orla marítima olindense. Um agradável encontro com colegas bem mais vividos, como o Djalma Paes, o Olímpio Bonald Neto, e gente mais jovem, como Lana, André, George, Maria Lana e Elaine.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;O Instituto Histórico de Olinda tem mais que cinqüenta anos e é formado, em sua maior parte, por jornalista que escreveram e escrevem sobre a história de Olinda. Poucos são historiadores de profissão e formação, entretanto todos cultivam um respeito e uma veneração pelos fatos, pelos feitos, pela formação olindense. Escritores de histórias e sobre a história de Olinda, são literatos e, por isso, a confraternização também ocorreu simultânea à da Academia Olindense de Letras. Livros passavam de mão em mão, presentes eram trocados e alguns foram sorteados. Recebi dois. Um deles de Lucilo Varejão Neto, colega da Universidade Federal de Pernambuco, ele no Departamento de Letras, professor adjunto de Língua Francesa. Presidente do Conselho de Preservação dos Sítios Históricos de Olinda, gentilmente fez-me proprietário de um exemplar do seu “Escritos e Escritores”, uma coletâneas de alguns de seus artigos e palestras, alguns deles já publicados anteriormente. Dos dezesseis textos, três interessam aos estudantes de História. O primeiro, acerca da condição pós-moderna é uma inteligente e agradável resenha, ao mesmo tempo em que é uma leitura  crítica do livro "A Condição Pós-Moderna" de Jean-François Lyotard. Outro texxto que será de interesse do estudante de história é o que é dedicado ao  historiador Vanildo Bezerra Cavalcante. Como os demais textos: enxuto e claro, Lucilo Varejão Neto nos permite uma aproximação concisa da biografia do autor de "Olinda do Salvador do mundo" e "Recife do Corpo Santo", ao tempo em que apresenta comentários de outros autores sobre a obra e a personalidade de Vanildo Bezerra Cavalcante. O terceiro texto que chama a atenção do estudante de história é a resenha que faz do Dictionaire Portugais-Français de manifestations Folkloriques du Pernambouc, feito pela doutora Yaracilda Farias Coimet, professora do Departamento de Letras da UFPE.  Dois outros textos chamam atenção especial: o Pleonasmo e Literatura  e Por que Ler?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo livro é de autoria de Olimpio Bonald Neto, "Tango-Reggae y otros cuentos", publicado em Buenos Aires. Uma seleta da criatividade de Olímpio e de seu constante refletir sobre a sua Olinda, a quem ama, pinta fotografa e recria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-5635525766365389805?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/5635525766365389805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=5635525766365389805&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/5635525766365389805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/5635525766365389805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/01/lvros-de-lucilo-e-olmpio.html' title='Lvros de Lucilo e Olímpio'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-1690522832463709610</id><published>2009-01-07T16:13:00.004-03:00</published><updated>2009-01-09T17:41:34.417-03:00</updated><title type='text'>Os Sertões do São Francisco, a Progresso e a ANTT</title><content type='html'>Ao final de cada ano somos, de certa maneira, bombardeados com informações sobre o transporte de passageiros que estão indo para as suas férias nas diversas regiões do Brasil. Vez por outra somos informados da existência de um inominável caos nos transportes aéreos. Essa é uma preocupação tão grande que, em determinadas circunstâncias, o próprio presidente da República intervém, chegando a substituir o ministro da defesa.Uma verdadeira comoção pública, ver aquelas famílias, acompanhadas de suas malas cheias de presentes, ou simplesmente de roupas recentemente compradas para a viagem de férias em alguma praia brasileira, mas que bem pode ter sido programada para algum ponto no hemisfério norte do planeta. Pois bem, quando acontece esse sufoco para quem pode pagar uma viagem de avião, alugar quarto de hotel, com mais de duas estrelas, nós vemos como o nosso Estado se preocupa com esses cidadãos. Então ficamos orgulhosos pelas iniciativas que eles tomam, e quase não notamos que são as mesmas que tomaram no ano anterior. E existe até uma Agência Nacional Viação Aérea para exigir que os horários sejam cumpridos. Até mesmo se pensou em colocar, em cada aeroporto um Tribunal de Pequenas Causas! Isso é que providência para garantir o direito dos viajantes aéreos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo se diga a respeito do cuidado com os carros nas rodovias do Brasil. A cada ano a Polícia Rodoviária se mobiliza para educar os ineducáveis motoristas que saem com suas famílias, especialmente as da capital paulista, em direção das praias, ou dos cariocas que se “mandam”, a alta velocidade, para a Região dos Lagos. Pelo menos é isso que vemos, a cada ano, no noticiário. Férias, Viagens, Rodovias lotadas de carros lotados e a polícia tentando educar os ineducáveis senhores proprietários de automóveis que não entenderam ainda a razão de terem construído essas máquinas. Os herdeiros de Henry Ford, no Brasil, julgam que o que compram nas concessionárias é o direito de passar por cima de quem não pode comprar um carro, ou um carro mais potente. Isso deve estar relacionado com o número de cavalos-força ou a força do cavalo. Bem, mas, de alguma maneira o Estado está lá, protegendo e ensinando que faixa de acostamento não é faixa de rolamento, que velocidade máxima não significa velocidade obrigatória, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que acontece nas estações rodoviárias? Será que lá encontramos o Estado, será que encontramos nas rodoviárias algum sinal da Agência Nacional de Transportes Terrestres? Bom, aí parece que é exigir demais daqueles que gerenciam o Brasil, querer que eles também se preocupem com essas pessoas que não construíram patrimônio para comprar um automóvel! Por que fazem questão de viajar para regiões que não têm aeroporto? Ocorre que saindo do Recife, se alguém quiser viajar até o sertão do São Francisco, há a possibilidade de uma viagem aérea, especialmente se se vai até Petrolina. Mas o que ocorre para quem deseja ir até Itacuruba, Floresta, Ibimirim, Jatobá e outras cidades? Para esses está reservado o monopólio da empresa ou Expresso Progresso. Deve ser por isso que o progresso demora tanto a chegar à região. Poucos ônibus, pouco conforto, muito atraso. São tantos os atrasos que as pessoas não entendem que um ônibus que deveria sair da Terminal Rodoviário Antonio Farias às 22 horas, se ele sair às 22:o5 já está atrasado. E não se pode reclamar, pois a reclamação é feita à empresa que diz que irá tomar providências. A impressão que se tem é que eles tomam a providência de sair com mais atraso. Foi o que ocorreu com o ônibus que deveria sair do Recife às 22 horas do dia 5 de janeiro, mas só saiu às 23 horas. Isso depois que foram feitas cinco ligações reclamando. Em uma das vezes, o funcionário disse que “estava se fazendo possível para oferecer o maior conforto aos passageiros”. O ônibus que saiu do Recife teve que ser trocado por outro em Caruaru, noventa minutos depois. E a quem reclamar se não há um guichê da ANTT no Terminal Rodoviário? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que as sessenta pessoas esperaram em silêncio a chegada dos ônibus! Todos estavam convictos que não adianta reclamar. Uma das passageiras, que pertence ao quadro de funcionários do Estado, disse que já telefonara muitas vezes para a empresa, uma vez que ela faz a viagem a cada semana. Também já ouvi isso de vários professores que, procuram trazer alguma colaboração à região. Mas os da região ficam acuados. Eles são pobres, não podem brigar com os ricos – esses possuem seus próprios automóveis e não utilizam os ônibus -. Afinal os ricos sempre viram prefeitos e quem pode viver sem essas famílias que governam a região por centúrias, quase? Essas famílias poderosas, das quais lemos nos jornais, vemos nas televisões seus sobrenomes, bem que poderiam, seja como moradores do local, seja como detentores dos votos locais, seja como possuidores das terras, fazer algo para melhorar a condição de transporte dos que precisam utilizar a Empresa Progresso. Isso pode ser feito de maneira democrática, acionando os mecanismos legais, mas pode ser realizado da forma tradicional, aquela da beira da piscina, ou do cochicho na próxima viagem de avião com o governador. Ela vai dizer ao Secretário de Turismo: “Há que se melhorar o serviço de transporte de passageiros para o Sertão para que as pessoas se interessem em 'ver Pernambuco'”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-1690522832463709610?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/1690522832463709610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=1690522832463709610&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/1690522832463709610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/1690522832463709610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/01/os-sertes-do-so-francisco-progresso-e.html' title='Os Sertões do São Francisco, a Progresso e a ANTT'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-896271879168228250</id><published>2009-01-03T23:19:00.003-03:00</published><updated>2009-01-03T23:24:27.605-03:00</updated><title type='text'>Festas de Ano Novo</title><content type='html'>Pois se hoje é quase o quarto dia do ano, sei que neste momento está começando o Coco de Umbigada no Bairro de Guadalupe, aqui em Olinda. Nesta noite, um motivo especial: um ato de desagravo contra a violência sofrida por Beth de Oxum, no mês passado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Coco é uma dança tradicional das camadas pobres do Nordeste do Brasil, uma dança mestiça, nascida, como a maior parte das danças culturais, nos rituais do trabalho. Interessante é que esta dança veio a nascer no meio do trabalho escravo, mas também tem ligações com ex-escravos que viviam nos quilombos. Já é tempo de sabermos que os negros aquilombados não eram escravos, eram livres, embora esses negros livres tivessem escravos entre eles. Mas isso são as contradições na História em sua confecção.  Mas a dança do Coco era perseguida pelas polícias, que estão a serviço de alguém ou de alguns, por sua origem, por não fazer parte do cânone oficial da civilização. Agora que já estamos nos aceitando como povo mestiço, o Coco vem sendo reconhecido como parte de nossa formação. Afinal não somos apenas descendentes da Europa cristã (católica ou protestante), e os negros não foram criados por Deus ou Oxalá apenas para servir de trabalhador sem direito a recriar o mundo enquanto dança e canta. Axé!!! Aleluia !!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, um dos assuntos que a imprensa quis colocar na ordem do dia, mas os nossos políticos evitaram falar, foi o aniversário da Revolução Cubana. Fez cinqüenta anos que se deu por terminada a fase de Cuba ser a zona de meretrício de parte da sociedade estadunidense. Não sei bem as razões que fizeram políticos que foram apoiados, protegidos, financiados pelo governo de Fidel Castro, ficarem em silêncio. Deve ter sido a influência dos fogos de artifícios! Talvez lembraram-se de que Fulgêncio Batista tomou o avião no momento dos fogos de artifícios. Mas parece estranho que os jornalistas não conseguiram, ao menos aqui na “província de Pernambuco”, fazerem políticos dizerem algumas palavras sobre Cuba. Ora, o que aconteceu na noite de 31 de dezembro de 1958 e 1º de janeiro de 1959 foi de uma transcendência que ultrapassou os limites físicos da geografia e os limites do tempo, da imaginação, dos desejos. A América Latina mudou com a Revolução Cubana; a política estadunidense mudou com a Revolução Cubana; a política internacional mudou com a Revolução Cubana. É por isso que ficamos sem entender a razão de tantas celebrações a respeito de 1968 e 1989 e tão poucas menções a 1959. Será que é que em 1968 e 1989 ocorreram eventos europeus, algo em um mundo civilizado, e em 1959 ocorreu alguma coisa sem importância, pois essa ocorrência foi na América Latina?  Ou será que tudo se refere à necessidade de não estragar o vinho de champagne – para os ricos, revolucionários, contra revolucionários, ex-revolucionários, – ou o bom espumante nacional não francês? Seja o que for, é necessário entender que o ocorreu na Ilha foi mais importante do que a contratação de Ronaldo para jogar no Corintians, time do Grande Guia. Pois é, quase sempre algumas convicções são tão belas quanto a explosão de fogos em noites de festas. Recentemente ocorreu um festival que unia Cuba e Pernambuco que pretendeu mostrar o quanto esses povos possuem tradições comuns. Beth de Oxum este em Cuba ensinando o Coco de Umbigada. Até se diz que somos PERNANCUBANOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ano de 2009 tem início com o Estado de Israel celebrando a Guerra de 1967; a África continua com seus ditadores gordos e seu povo famélico de alimentos e, como parece haver objetivos maiores, os meios de comunicação – rádio, jornais e televisões – com o apoio das muitas secretarias de turismos e culturas, já começam a anunciar que todos nós gostamos de carnaval e que ele se confunde com a nossa cultura e nós com ele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos consumir, vamos nos consumir, vamos consumir as bolsas enquanto as bolsas nos consomem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz ano novo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-896271879168228250?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/896271879168228250/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=896271879168228250&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/896271879168228250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/896271879168228250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2009/01/festas-de-ano-novo.html' title='Festas de Ano Novo'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-5880146103818004967</id><published>2008-12-30T08:51:00.003-03:00</published><updated>2008-12-30T09:36:32.415-03:00</updated><title type='text'>MONUMENTO AOS MIGRANTES - Parque Dona Lindu</title><content type='html'>Assim, neste final de ano, sem maiores cerimônias, pois isso já é um hábito dos nossos políticos, sempre serelepes em deixar seus nomes em obras construídas, com o dinheiro do povo, este quase nunca mencionado, o prefeito que deixa o cargo amanhã, inaugura uma pequena parte de uma obra monumental, dedicada à genitora do atual presidente da República. Esta foi uma obra polêmica. Parte da população que desejava ver o bairro da Boa Viagem com mais espaço verde, viu levantar-se um obra de concreto, pensada pelo arquiteto Oscar Niemayer. Saiu caro, pois o arquiteto fez gratuitamente projetos para algumas capitais de estados vizinhos. Mas o terreno, que era da aeronáutica, foi doado pelo governo federal com o objetivo explícito de homenagear a mãe do Presidente Lula. Tinha que ser construído e, hoje, ao menos uma parte dele, está sendo inaugurado pelos filhos da homenageada. Sabemos que isso não tem nada a ver com interesse de agradar a quem está no poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das razões para a realização desse monumento é que ele é uma homenagem aos migrantes. Recife é uma cidade de mascates e de migrantes. Boa parte da atual população do Recife é filha de migrantes que, escorraçados pelas secas do século XX, desceram principalmente desde o Agreste Setentrional e Zona da Mata Norte, para formar a capital do Estado. A maior parte desses migrantes forma a população da periferia da Cidade. Onde não há grandes parques!!!  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os migrantes das periferias e das cidades da região metropolitana constroem, no dia a dia, transportando-se em péssimo sistema de transporte coletivo, a vida e a riqueza da cidade do Recife, recebendo salários aviltantes, como ocorreu com o pai do atual prefeito.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem foi inaugurado, em ao frente do Aeroporto dos Guararapes, hoje dito Gilberto Freyre, um monumento a outro migrante, este vindo de Ceará e com grande participação na história da cidade e do estado de Pernambuco, Miguel Arraes de Alencar. Em que pese ter tomado o lugar de um outro monumento, uma alegoria ao frevo, do escultor Abelardo da Hora, esta é uma justa homenagem a um dos construtores do Recife e Pernambuco modernos. Em tempo, a alegoria ao frevo foi, ou vai, para a Rua da Aurora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Recife tem vários monumentos a migrantes que saíram de Pernambuco para construir o Brasil em outras plagas, como é o caso do poeta Manuel Bandeira, perto do lugar de sua infância. Esses monumentos a migrantes que saem de Pernambuco devem ser visto como uma condenação ao sistema (ou aos responsáveis pelo sistema) que expulsa seus filhos que não têm terra para seus filhos plantarem, escolas onde seus filhos possam ser matriculados e receberem os ensinamentos necessários para serem empregados em fábricas. Mas o sistema não permitiu a criação de fábricas, não promoveu a Reforma Agrária e, por isso, entre outras razões, não teve emprego para a família do atual presidente, obrigando Dona Lindu a deixar o Agreste Meridional, não em direção do Recife, pois aqui nem estava o seu marido. Também, como negar?, os políticos responsáveis por Pernambuco jamais pensaram em criarem meios e condições capazes de estancar a migração de braços e cérebros pernambucanos especialmente para São Paulo. Conheço muitos que cansaram de procurar empregos no Recife e foram para o Sudeste e o Sul. Lá estão muitos que, como meus pais vieram da Mata Norte, e levantaram casas em Nova Descoberta, pagando foros a falsos proprietários. Muito desses migrantes não conseguiram reter seus filhos, pois não havia ocupação para eles. Foi assim que no final dos anos setenta, a família de “seu Mane da frente” foi toda para a periferia de São Paulo. Eu o encontrei em 1987, numa tarde de domingo no Parque São Pedro e fomos para a sua casa próximo ao Tieté. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O monumento ao migrante ficaria melhor em lugares freqüentados pelos descendentes dos migrantes que fizeram e fazem a cidade do Recife.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora Dona Lindu jamais tenha posto os pés nesta cidade, como a maior parte dos seus filhos, ela e eles sabem que esta cidade nem sempre reúne condições para atender as suas crianças, forçando-as a seguir o caminho seguido por ela, quando não ficam vivendo em favelas e sobrevivendo com a miséria e o bolsa família, ela e os migrants pobres que foram expulsos de Pernambuco merecem a homenagem e o mea culpa da elite que ganhou o munumento em umdos seus bairros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que esse monumento terá mais sentido se for pensado dessa maneira. Assim, quem sabe, quando for inaugurado “pra valer”, a gente possa ter como primeira peça teatral ali montada, o auto escrito pelo migrante João Cabral de Melo. Ele migrou do Recife para o Sudeste e escreveu Morte e Vida Severina para refletir a vida de quem desceu desde o Agreste Setentrional, com muitos outros que desceram os caminhos do Rio Capibaribe, para fazer nascer o Recife dos dias atuais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-5880146103818004967?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/5880146103818004967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=5880146103818004967&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/5880146103818004967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/5880146103818004967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2008/12/monumento-aos-migrantes-parque-dona.html' title='MONUMENTO AOS MIGRANTES - Parque Dona Lindu'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-8418045559712204545</id><published>2008-12-28T10:25:00.000-03:00</published><updated>2008-12-28T10:26:47.433-03:00</updated><title type='text'>Reveillon: Uma festa mestiça</title><content type='html'>Recebo uma ligação telefônica e, de súbito sou levado ao século XVI, à corte francesa. A pergunta é sobre a diferença entre os alimentos que são servidos nos sertões daquela alimentação servida nas mesas litorâneas na noite do ano novo. E foi esta questão me levou à corte francesa, ainda renascentista, em luta para não sucumbir à tristeza das Reformas e Contra-Reformas que religião cristã estava a realizar e sofrer no período. Interessante é que foi nesse período que a gastronomia francesa começa a se impor como modelo. Mas e os sertões do Brasil, o que poderiam ter em comum com essas brincadeiras dos Valois e dos Bourbons? Os sertões estão tão distantes dos que vivem à beira do mar que, não poucas vezes, achamos seus habitantes e seus hábitos  mais estranhos que os franceses. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, no século XVII, quando a corte francesa começou celebrar uma festa que chamaram de reveillon, nos sertões de Rodelas, que envolvia parte de territórios da Bahia e Pernambuco, o alimento mais comum era a carne de veado, hoje, é mais comum a carne de bode, carneiro ou boi, uma vez que os veados, animais que carecem de selva para a sua vida, foram sendo extintos na região, assim como o foram as tribos de índios, primeiros habitantes, cujo nome virou toponomia. Mas o que isso tem a ver com a questão que me veio pelo telefone?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A festa de reveillon não está no calendário religioso dos europeus. O ano novo dos europeus, o ano religioso tem início na festa da natividade, ou natal, como a conhecemos com mais facilidade. Mas a festa de Natal, ou do nascimento de Jesus veio sendo, desde o século XIII, animada pelo presépio que, segundo a tradição, foi iniciado por Francisco, o santo da cidade de Assis. A simulação da cena do nascimento do filho de Maria, com a montagem de um cenário em que aparecem animais, pessoas, foi uma inovação na catequese cristã em uma época em que as pessoas não tinham acesso a textos escritos, especialmente por não saberem ler. A catequese cênica era acompanhada dos sermões explicativos ou rememorativos da cena do nascimento. Também havia a dança Pastoril, com pastoras cantando o nascimento do Menino Deus. Mas, o sentimento de reforma do monge Lutero, no radicalismo próprio dos momentos iniciais de qualquer reforma, retomou a idéia de que todas as imagens são ídolos e um cristão não pode aceitar nada além da palavra como caminho, como pedagogia, como meio para se chegar á compreensão do Mistério. Em reação ao impulso dos reformadores, que também se apresentaram como iconoclastas, os católicos e não católicos passaram a suspeitar das manifestações tradicionais e, as festas religiosas da transição de um ano litúrgico para outro foi perdendo a alegria. O estabelecimento, indicado pelo Concílio de Trento, mas tornado oficial pelo Papa Gregório XIII, em 1582, não foi imediatamente aceito nas regiões que assumiram o protestantismo. A festa de um início de ano não religioso, primeiro de janeiro, embora estabelecida no Império Romano, o nome francês denuncia a sua moderna origem. As festas realizadas pela corte do Valois e Bourbons, com fogos de artifícios e outras especiarias, além das frutas locais, terminaram por serem aceitas em outras cortes. O enriquecimento burguês da Revolução Industrial veio a tornar essa festa um momento cada vez mais popular, saindo de Paris e tomando Nova Iorque, a cidade símbolo dos novos tempos. Embora Paris continuasse sendo uma festa, a cultura americana impôs um novo formato ao reveillon através do cinema. Após a segunda grande guerra do século XX, as destas do Primeiro de Janeiro, o “acordar” do ano veio sendo cada vez mais celebrado e, como não podia deixar de ser, foi agregando as mais diversas tradições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora seja um festa civil, o reveillon agregou crendices das religiões populares, dos cultos da fertilidade que foram massacrados pelos reformadores dos séculos XVI a XVIII. Assim vieram as crenças de usar tal cor atrairá sorte, que roupa de tal cor trará riqueza, que comer uvas (eram especiarias para muita gente no Brasil), castanhas do Pará (eram exportadas para as cortes européias e consumidas nesta festa), avelãs (especiaria no Brasil) e, evidentemente o vinho branco e borbulhante da região de champagne. No Brasil, além da influência européia, o reveillon acolheu as homenagens aos Orixás, especialmente a Iemanjá. As feéricas luzes que iluminam as noites das cidades, litorâneas ou não, unem as fadas européias aos orixás brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa época de espetáculo permanente, as televisões mostram os mais diferentes, e iguais, modos de celebrar o início de um novo ano. Esta é uma festa cívica em que se encontram as mais diversas religiões e alimentos do mundo. É uma festa mestiça, como o mundo está sendo chamado a se assumir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-8418045559712204545?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/8418045559712204545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=8418045559712204545&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/8418045559712204545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/8418045559712204545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2008/12/reveillon-uma-festa-mestia.html' title='Reveillon: Uma festa mestiça'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-1834511614697081102</id><published>2008-12-23T06:21:00.002-03:00</published><updated>2008-12-23T06:28:29.879-03:00</updated><title type='text'>Um natal de uma quase potência</title><content type='html'>Dezembro chegando ao seu término, completando-se o tempo da espera do Natal de Jesus, hoje, como a muito tempo, simbolizando milhares de crianças que nascem sem casa, apenas com o carinho de uma mulher, o silêncio de um homem e a imensa incógnita do seu futuro. As lojas continuam cheias e os reportes de economia saltitam de alegria, pois a crise não nos chega. Sim, nos assegura o presidente, essa crise não nos incomodará, especialmente se todos continuarem a passear nos campos e templos do consumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pequenos problemas surgem, mas eles são decorrentes da ação da natureza, há quem diga. A natureza física, com precipitações pluviais que, em contato com o resultado das ações daqueles que possuem a natureza humana nas encostas de morros, produzem alagamentos, derrubadas de casas. Nas semanas de dezembro, no final da primavera, os estados de Santa Catarina, Rio de Janeiro, Minas Gerais, receberam muitas chuvas, e as águas puderam desnudar os efeitos da busca ensandecida por lucros, pela riqueza a qualer custo. As encostas dos morros desmatados para construção de casas em Santa Catarina, para a retirada de minérios em Minas Gerais, mostraram como está sendo construído o status de potência a que chegamos. Ser uma potência, não estar na rota da crise, não quebrar financeiramente, pois os nossos bancos estão bem, diferentemente dos bancos dos Estados Unidos da América do Norte, é o que importa. Por isso, na mensagem de Natal do presidente da nossa nação na houve uma palavra de consolo para os brasileiros que, nesta primavera, viram seus pertences serem destruídos pelas águas, como o sistema de busca de lucro incessante já destruiu as encostas dos morros, já assoreou os leitos dos rios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu era menino, uma brincadeira dos mais velhos nos mostrava os limites da beleza, ironizava com quem se gaba. “Tirando a cara e o bucho, fica um rapazinho de luxo”. Assim estamos nós nesse natal. Se não notarmos os defeitos e malfeitos do sistema, se não nos preocuparmos com jovens sem esperança de empregos e de futuro, se não nos preocuparmos com o fato de haver mais mortes violentas no Brasil que em países em guerra, se não percebermos que o aumento de bolsas de ajuda às famílias carentes é decorrente de políticas que as inserem na sociedade apenas como recebedoras e não produtoras, se continuarmos a achar normal que bandidos pobres sejam presos e bandidos ricos sejam protegidos por leis criadas para beneficiar quem pode pagar um advogado, se não levarmos em conta que escritórios de juízes nos palácios das diversas justiças poderiam receber três ou quatro salas de aulas, se não considerarmos nada disso, estamos todos muito bem. Estamos bem porque melhoraram os nossos indicadores financeiros, nosso mercado interno está mais forte, nossa economia está indo cada vez melhor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como dizia Garraztazu Médici, “a economia vai bem, mas o povo vai mal”. E quando ele dizia essas coisas ele não se escondia de assistir jogos no Maracanã; sua popularidade era muito boa, pois a sua face de avô acalmava os que não pensavam muito e os pensavam como ele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-1834511614697081102?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/1834511614697081102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=1834511614697081102&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/1834511614697081102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/1834511614697081102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2008/12/um-natal-de-uma-quase-potncia.html' title='Um natal de uma quase potência'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-6192950651543590427</id><published>2008-12-09T21:35:00.004-03:00</published><updated>2008-12-09T21:44:22.502-03:00</updated><title type='text'>Arte sem ética en-cena corruta</title><content type='html'>Na semana que o mundo comemora a Declaração Universal dos Direitos Humanos, tem gente que prefere lembrar a sua destruição celebrando o arbítrio e destruindo a credibilidade da UFPE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ciência é uma das muitas realizações humanas e, as relações humanas devem ser construídas honestamente. Infelizmente nem sempre as pessoas são honestas em seus relacionamentos pessoais e sociais. Entretanto, o que permite a vida cotidiana social é a expectativa da honestidade e das ações, o que gera confiança nas instituições. Mas como sabemos essa é uma construção diária. Das pessoas e das instituições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos tempos passados, tempos da aristocracia absolutista, a verdade estava na vontade do rei (nas colônias era a vontade dos senhores “homens bons” [homens de bens]) que determinava o que era a verdade. O processo de mudanças que vem ocorrendo desde o século XVI vem criando e fortalecendo, na prática, a idéia de que a verdade é filha do tempo. Mas como nem sempre temos o tempo necessário para esperar a proclamação da verdade pelo tempo; nesse nosso tempo, que é um período de construção de relações democrática, exigimos transparência nas relações ocorridas no poder público. Houve um tempo em que essas exigências não eram feitas e os cargos públicos eram ocupados por indicações. Mas nesses nossos dias o poder público não pertence mais a um rei ou a um chefe de departamento de uma universidade. Sabemos que não foram poucos os que ocuparam cadeiras de professores mais por suas relações sociais que por suas habilidades em aprender e ensinar. Talvez essa seja uma das razões que levam a nossa produção científica vem a ser mais adjetiva que substantiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso a exigência para que a ocupação de cargos seja feita através de concursos públicos. Nos concursos públicos há a possibilidade evitar a corrupção, ou ao menos diminuir a sua possibilidade; precisamos evitar que haja o aproveitamento do poder pelos que ainda não perceberam que o tempo da aristocracia passou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o Conselho Nacional de Pesquisa pede a todos os pesquisadores que tenham o seu currículo a plataforma Lattes, é com o objetivo de ampliar os espaços de informação e impedir que aproveitadores digam o que não podem provar. Todos os pesquisadores, desde o início de suas atividades, devem ter o currículo lattes atualizado. Assim todos os pesquisadores e cidadãos podem acompanhar o que eles, os pesquisadores, os cientistas estão fazendo em suas áreas de pesquisas  e estudos. Isso diminui muito o espaço para que, descendentes espúrios da aristocracia continuem leiloando vagas no serviço público. Especialmente nas universidades federais que são bens e entes públicos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto está sendo escrito porque, neste mês de dezembro, no concurso para provimento do primeiro cargo para professor no recém criado curso de Dança, uma comissão responsável por de concurso público aceitou a inscrição de um candidato que não tinha o seu currículo lattes atualizado, pois ainda não pode dizer que tem o título de mestre, um título necessário para que pudesse realizar a inscrição naquele concurso. E mais, essa comissão, talvez atendendo a solicitação do Chefe do Departamento, aprovou quem não poderia fazer o concurso. Aliás, a princípio, do chefe do Departamento nem estava pensando em não fazer a leitura pública da prova. Alertado da obrigatoriedade, as leituras foram feitas. Mas é impressionante e lamentável que, no primeiro concurso para provimento de cargo de professor no curso de dança da UFPE, a ética, a moralidade está dançando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já sabemos que a lisura do concurso foi argüida junto à pró-reitoria. Lamenta-se que professores que deveriam cuidar para que a universidade seja respeitada, esteja colaborando para que se diminua a sua respeitabilidade. Lamenta-se também que essa tentativa de negar o princípio da competência, favorecendo protegido, tenha sido corroborada pelos demais professores daquele Departamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fizeram Mal às Artes, uma péssima coreografia, uma lamentável Arte Cênica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-6192950651543590427?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/6192950651543590427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=6192950651543590427&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/6192950651543590427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/6192950651543590427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2008/12/arte-sem-tica-en-cena-corruta.html' title='Arte sem ética en-cena corruta'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-3203844113812419614</id><published>2008-12-08T20:40:00.001-03:00</published><updated>2008-12-15T23:33:22.516-03:00</updated><title type='text'>como tratar sábios e não sábios</title><content type='html'>Os jornais, com freqüência cada vez maior, trazem notícias de que professores sentem-se violentados em salas de aulas; informam que jovens estudantes vão à salas de aulas portando consigo, além dos cadernos e canetas – algumas vezes em lugar delas -, canivetes, facas, revolveres. Vez por outra aparecem notícias que professores foram agredidos fisicamente em sala de aula, algumas vezes no trajeto casa – escola – casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, parece, a maior parte das agressões sofridas pelos professores é de ordem moral e psicológica: atos de insubordinação, recusa histérica em seguir as orientações recebidas, desrespeito explícito como sentar-se de costas ao professor, gritos lembrando que ele é professor apenas em sala de aula, etc.  Situações como essas têm levado um razoável número de professores a serem afastados das salas de aulas por conselhos médicos, como maneira de curarem depressões geradas pelos constantes e repetidos atos de desrespeito. Professores, não poucos, sofrem de baixa estima. Professores vivem o drama de serem agentes de um processo civilizador, mal pagos pelo Estado e por ele abandonados, como ele faz com a parte pobre da população, que não se sente parte real da sociedade, recebendo como migalhas aquilo que lhe é de direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas reflexos me vieram neste final de semana, em um curso de especialização lato sensu, promovido pela Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco, a professores da rede de ensino estadual. Conversávamos sobre os efeitos do processo de mundialização, que atualmente estamos vivendo, tem sobre nossos costumes, nossas raízes, nossas tradições, nossa identidade. Nessa conversa, um dos professores participantes lembrou que em sua comunidade de origem, Conceição das Creoulas, no município de Salgueiro, há o costume de as crianças saudarem os mais velhos pedindo que eles as abençoem. O professor nos ensinava que esse costume, um costume de raiz, fortalece o sentimento de respeito aos mais velhos, àqueles que guardam a tradição, protegem e transmitem as tradições da comunidade. E fazem essa atividade, que é uma atividade de ensino, pela palavra, pelo exemplo, pela participação nas danças, nas conversas, etc. Os mais velhos são os professores e são respeitados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nossa sociedade em que o tempo de velhice é mais comum para muitos, uma sociedade que fez multiplicar o acervo de conhecimentos produzidos e somados dos muitos grupos, uma sociedade que, por conta da enormidade de conhecimentos produzidos, vê-se obrigada a cultivar a especialização, e nem sempre os detentores do conhecimento são os mais velhos; ou melhor, os mais velhos, etáriamente, não conseguem acompanhar todas as produções culturais. Assim, o papel de cuidador da tradição, de transmissor dos saberes, agora é o professor. E então, o respeito aos mais velhos, um respeito que se lhe deve duplamente, pela idade e pela sabedoria, também devia vir para os professores. E não se quer que se peça a bênção aos professores, mas que se lhe respeite o trabalho, a dignidade, etc. que se deve a ele não apenas por ser professor, mas por ser um ser humano.  As palavras do professor a esse respeito me tocaram profundamente pois sei que ele sempre fez assim com os seus professores e, ao menos por essa razão, é merecedor do mesmo tratamento.&lt;br /&gt;E dos professores deve-se pedir que tenha conhecimento e cultivem a sabedoria. A sabedoria dos mais velhos, ou ao menos a sabedoria dos mais jovens, em ouvir os que os mais velhos e os mais jovens têm a dizer. É que assim agem os mais velhos,os velhos que são sábios, não aqueles que são apenas idosos. Assim como há professores que são sábios, e aqueles que são apenas professores. Entretanto, sábios ou não, velhos e professores merecem respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostei muito de aquele professor me lembrar que eu devo respeitar os mais velhos que eu, ainda que eles não sejam sábios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-3203844113812419614?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/3203844113812419614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=3203844113812419614&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/3203844113812419614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/3203844113812419614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2008/12/como-tratar-sbios-e-no-sbios.html' title='como tratar sábios e não sábios'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-6325379801079491693</id><published>2008-12-02T21:18:00.002-03:00</published><updated>2008-12-02T21:34:15.173-03:00</updated><title type='text'>Uma cidade histórica põe fim a um curso de História?</title><content type='html'>Os acontecimentos surpreendem a cada dia. Algum tempo passado, algumas pessoas que foram criadas e vivem na Zona da Mata Sul de Pernambuco andaram a perguntar-me sobre a cultura da região. É que estava pesquisando o mundo cultural da Mata Norte, esse mundo cultural que vem invadindo as ruas do Recife desde os anos quarenta, e que foi responsável pelo crescimento populacional da zona norte da capital, por conta disso veio a pergunta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a visitar algumas cidades da região, uma região que cresce com construções de hotéis para turistas e, mais recentemente, com o porto de Suape, e sua promessa de riqueza para os muitos de sempre. Assim, aos poucos vou descobrindo pequenas maravilhas escondidas na poeira do tempo e das memórias. Aqui e acolá sempre aparece algo surpreendente, como saber que havia um grupo de caboclinho no Cabo de Santo Agostinho, até recentemente. Penso que o peso dos pães de açúcar e dos bolos de dúzias de ovos tem sido muito pesado para a memória dos mais pobres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse hábito de ser homem livre em sociedade escravocrata não é fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, a cada dia estou mais convencido que um dos caminhos para a liberdade do homem  é o conhecimento de sua história. Creio mesmo que o estudo, a reflexão da história sobre a história é uma quase uma psicanálise de um povo. Por isso é muito importante que conheçamos as mais diferentes versões dos acontecimentos, pois elas podem nos aproximar da verdade possível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil temos estudado unicamente a história dos senhores dos escravos e, quando estudamos a história dos escravos temos a tendência de vê-los como heróis ou como coitadinhos. Ora nossos avós africanos, que ficaram algum tempo aqui como escravos, não eram semi-deuses nem eram o opróbrio da humanidade. Também não o eram os que os tinham como coisas. Todos eram e são humanos, com chicote nas mãos, com lombo lanhado, com os assassinatos, com os envenenamentos, com a morte nas fornalhas, com as tocaias no caminho dos quilombos, com a luta com os bois para vencer o massapê molhado, seja no transporte das canas seja no transporte das sinhazinhas que saíam para visitar os parentes dos outros engenhos. Todos: escravos e senhores, escravas e senhoras, homens livres e homens alforriados, mulheres livres e mulheres alforriadas. todos eram e são humanos e criadores de suas histórias. Ocorre que nos contam as histórias dos nossos antepassados de um jeito só. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda bem que agora, desde a segunda metade do século XX, está havendo escolas públicas para os mestiços descendentes dos escravos e das escravas, dos homens e mulheres pobres, livres e libertas; ainda bem que a atual sociedade carece, cada vez mais, de gente que saiba ler escrever e contar e fazer de novo a sua história. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é tão bom saber que a Zona da Mata Sul tem ensino superior formando historiadores e professores de História nas cidades de Palmares e Cabo de Santo Agostinho. Essas escolas, ainda que alguns pernosticos digam que são fracas, são fundamentais na construção da identidade do povo da Mata Sul. Pois é o povo da Mata Sul que está aprendendo a organizar os documentos de sua história, aprendendo a questionar esses documentos e, lenta, mas permanentemente, reconstruindo os seus passados e construindo novos futuros. Sim, pois há futuros que as varandas das casas grande não conseguem perceber. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois, nesse espírito, tenho dificuldade em acreditar que tenha passado pela cabeça dos educadores responsáveis pela Faculdade de Ciências Humanas do Cabo de Santo Agostinho em por termo à formação de professores de história, acabando o curso de história. Eu tenho dificuldade em aceitar a idéia de que as autoridades municipais da cidade histórica do Cabo de Santo Agostinho permitam a continuidade dessa idéia histérica. Afinal, parece-me que a FACHUCA é uma autarquia e, como tal, está ligada à Prefeitura ou à Câmara Municipal. Em um tempo em que cada região do mundo está assumindo a sua história, fator crucial para a assumpção de sua identidade e, dessa maneira não se perder neste mundo globalizado, os cidadãos cabenses não devem admitir o encerramento do curso de história na sua cidade histórica. Não apenas os cabenses, mas todos os pernambucanos, todos os brasileiros, estão interessados em manter todos os caminhos de acesso ao conhecimento abertos para o povo brasileiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então cabe perguntar: &lt;br /&gt;1. A quem interessa manter o povo distante do conhecimento de sua História? &lt;br /&gt;2. Quem pretende negar o futuro ao Cabo de Santo Agostinho?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-6325379801079491693?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/6325379801079491693/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=6325379801079491693&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/6325379801079491693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/6325379801079491693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2008/12/uma-cidade-histrica-pe-fim-um-curso-de.html' title='Uma cidade histórica põe fim a um curso de História?'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-5931089451914795327</id><published>2008-12-01T17:24:00.000-03:00</published><updated>2008-12-01T17:25:23.749-03:00</updated><title type='text'>A água não erra na queda</title><content type='html'>Esta foi uma semana de chuvas e sol ardente em lugares diversos do globo. Lembro que Aldir Blanco fez uma canção que dizia: “reclamam no sul chuva tanta, errou de lugar na caída.” Penso que isso esta relacionado com a seca no Nordeste, nos anos setenta, ao mesmo tempo em que ocorriam chuvas excessivas no Sul, penso que no mesmo Vale do Itajaí. Agora as cenas se repetem e, o novo é que as redes de televisão mostram para o mundo os morros e os habitantes pobres pendurados nos morros de Santa Catarina, nos dizendo que a miséria também existe em um dos estados mais ricos da federação brasileira. As imagens também os mostram que, de maneira semelhante aos pobres do Nordeste que não podem comprar terrenos, os pobres do Sul vivem em barracos pendurados nos morros, como cantavam os poetas da Mangueira em canções na voz de Cartola ou de Elizete Cardoso. As canções diziam que não havia água nos morros, e, como seqüência, podemos entender que não havia serviço de saneamento, saúde e tantas outras necessidades para quais são retirados mais de seis meses de impostos dos brasileiros. Vez por outra esses desastres anunciados ocorrem e nos fazem lembrar versos de Bob Dylon sobre as lágrimas que teremos que verter até que a humanidade se torne humana. São versos da época das outras chuvas, das outras enchentes. Quem se se importa com isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As imagens mostram que há um descaso pela vida, que as administrações públicas preocupam-se pouco com a ocupação dos morros, com a derrubada das árvores, com a destruição da natureza. Depois o cinismo dirá, sem vergonha: “também, esse povo vai morar ali, e sabendo que pode cair?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas mortes teremos que ver, quantas lágrimas serão necessárias antes que as administrações compreendam que cuidar da natureza e preservá-la é mais importante do que promover campanhas contando as “realizações” que a gente não consegue perceber. Os rios são oprimidos por pessoas que se acomodam, forçadamente às suas margens e, quando uma chuva mais forte chega, as casas são levadas pelo rio que voltou ao seu lugar. Matamos, com a miséria da exploração imobiliária, os nossos rios. As cidades nasceram perto dos rios, dos riachos; ao mesmo tempo derrubaram-se as árvores que cuidavam dos rios e dos seus ritmos; alguns rios estão morrendo nas nascentes e outros estão morrendo ao longo do curso. Não há preocupação de salvar a vegetação dos morros, não há a preocupação de salvar a vegetação ao longo dos rios; não há a preocupação de salvar os mangues nos encontros dos rios com os mares. Há apenas a grande ocupação de saber o quanto eu posso ganhar com mais alguns hectares de árvores tombadas. Afinal algumas delas servirão nas salas de refeição dos mais ricos. E, para que o ciclo seja fechado, algumas das tábuas podem vir a servir de parede para algum casebre construído na proximidade do leito de um rio, ou na encosta de algum morro, pouco importa o nome, se do Baú, Mangueira, Refúgio, Conceição, ou qualquer outro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, as águas não erram de lugar na caída, nossas sociedades, nossas culturas ainda não acertaram com o caminho para conviver com toda a natureza, inclusive com os outros homens e mulheres de culturas e sociedades diferentes da nossa. Não é uma questão de tolerância, como dizem os conservadores e reacionários, é uma questão de aceitação, de conviver e entender que conviver significa mais que tolerar quem fuma, quem bebe, quem fala, quem pensa diferente da gente, quem tem cor da pele diferente da cor da pele da gente, etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses eventos climáticos não são tragédias, são eventos que nossa ciência já é capaz de prever. Tragédia é confundir fortalecer a miséria enquanto imprudentemente continua a se louvar o egoísmo econômico e social como virtude.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-5931089451914795327?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/5931089451914795327/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=5931089451914795327&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/5931089451914795327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/5931089451914795327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2008/12/gua-no-erra-na-queda.html' title='A água não erra na queda'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-3943230334280360284</id><published>2008-11-28T15:08:00.002-03:00</published><updated>2008-11-28T15:11:50.045-03:00</updated><title type='text'>Casa da Memória do Cabo de Santo Agsotinho</title><content type='html'>Viagens são sempre instrutivas, elas oferecem aos olhos e ouvidos novas paisagens, novos sons, oportunidades de enriquecimento da sensibilidade. Ontem, dia 28 deste novembro ensolarado fui ao Cabo de Santo Agostinho para conhecer dois apaixonados pela cultura local e, por isso, universal. Antonino Junior e Ivan Marinho, um nascido na cidade, outro lá chegado treze anos passados. Cativantes as conversas em torno da preocupação em “salvar a memória do que já foi feito no Cabo” e que corre o risco de ser esquecido. Esses dois estão angustiados, mais Antonino que Ivan, com a possibilidade de que o passado venha a ser tornado totalmente passado, uma vez que os senhores que detêm o poder político têm dificuldade de entender que é necessário conservar vivo o passado para que o presente e o futuro tenham algum sentido. Em nossa conversa algumas vezes apareceram expressões como “o povo não se interessa pela história”, ninguém mais se lembra quem foi fulono ou quem foi beltrano, e eles não “sabem o quanto o Cabo de Santo Agostinho é importante na história de Pernambuco”. Mas, porque o povo estaria interessado em conhecer e amar a história dos senhores dos engenhos do morgado do Cabo, as história que o põe como simples moldura dos acontecimentos passadfos? A população do Cabo de Santo Agostinho, como a de qualquer outra cidade, só tem interesse por aquilo que é seu, pela sua história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antonino imaginou a Casa da Memória. Para isso ele vem guardando documentos, fotos, objetos que fazem parte do cotidiano e dos momentos em que o cotidiano tornou-se excepcional. Assim vi fotografias de muitos aspectos da vida dos cabenses do século XX, uma visão larga das modificações sofridas pela cidade, e pedaços de uma produção cultural/teatral rica. É interessante verificar como havia, e ainda há uma boa atividade no município, embora, me parece não com as pessoas e os mesmos objetivos. A Casa da Memória será de grande ajuda para entender a dinâmica das mudanças sociais ocorridas naquela região nos últimos sessenta anos, desde que foi atingida pela dinâmica das industrializações, desde as usinas até o presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que a Casa da Memória pode vir a auxiliar o município e os atores sociais entenderem o processo que se instalou na região desde os anos cinqüenta, quando a modernidade da metade do século XX chegou ali, com estradas novas, substituindo o trem, com usinas modernas torturando as canas e canavieiros, e os sindicatos querendo novas maneiras de relações humanas e de trabalho. Nesse período começam a crescer novos espaços sociais e, a Casa da Memória auxiliará a entender que não devem ser guardadas apenas as memórias dos barões e dos moradores da cidades, mas que também há uma memória a ser conhecida, ou reconhecida, a memória dos novos bairros, dos novos espaços sociais e as novas possibilidades de criação cultural. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conversa nos levou a conhecer o Teatro Barreto Junior, e lá conversamos sobre possíveis atividades que deverão ser implementadas pela Casa da Memória. Tudo dependerá do afinco dos seus idealizadores em criar condições para que os cabenses, os cidadãos comuns e aqueles cidadãos que foram eleitos pra cargos de comando na urbe, venham a compreender a importância de não esquecer de se lembrar. Claro que tudo isso tem que envolver os sistemas escolares que atuam no município e a re-invenção da história do Cabo de Santo Agostinho, uma história que entenda ser mais importante um canavieiro, um funileiro que vive e cria diariamente a Cidade que possíveis heróis nascidos na Espanha que casualmente estavam em uma nau quase cinco séculos passados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos acompanhar a construção da Casa da Memória na rememoração do Cabo de Santo Agsotinho&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-3943230334280360284?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/3943230334280360284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=3943230334280360284&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/3943230334280360284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/3943230334280360284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2008/11/casa-da-memria-do-cabo-de-santo.html' title='Casa da Memória do Cabo de Santo Agsotinho'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-2666303417361503758</id><published>2008-11-23T09:18:00.001-03:00</published><updated>2008-11-23T09:20:53.849-03:00</updated><title type='text'>Antonio Melo, cidadão de Nova Descoberta, do Recife e do mundo</title><content type='html'>O Ano de1938 foi o ano do nascimento de Antonio Melo lá, na cidade de Bom Jardim. Era o tempo do Estado Novo, uma ditadura que seus pais seus pais, possivelmente, não sabiam que estava acontecendo. Eles estavam preocupados em criar Antonio e seus muitos irmãos. Os períodos de seca eram, quase sempre no Sertão ou no Agreste, mas Bom Jardim fica próximo do Agreste e foi atingindo pelas estiagens, além de ser sempre atingido pelo latifúndio, pela gulodice de terras que certos grupos sociais sempre cultivaram em nossa região. Assim, em 1957 Antonio Melo chegou em Nova Descoberta, na época um pedaço de Casa Amarela, que crescia populacionalmente com gente descida da Mata Norte. Lá já estávamos a minha família, chegada alguns anos antes e também a família de “seu Teté”. Seu Teté é o pai de Cristina, com quem Antonio Melo veio a se casar, além do fato de Seu Teté, a esposa Dona Maria e sua filha Cristina eram padrinho e madrinhas de meu irmão José Vicente, a quem chamamos de “Doutor”. Seu Teté, de certa maneira foi “meu primeiro morto”, das pessoas que conheci e com quem tratei foi ele, com sua morte, que me pôs em contato com o mistério. Eu era muito menino, não fui ao enterro, mas dei por sua falta, jamais explicada oficialmente. Como nunca o vi morto, ainda carrego a lembrança dele vivo, em sofrimento, sentado na sala. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente morava na mesma rua, a Nova Descoberta, hoje pomposamente chamada de Avenida e, agora é um bairro. Pois bem, se não for engano meu, “seu Teté” morava a casa 1340 – (mais tarde veio a ser a venda de Manoel Lopes, meu primo, sobre quem falei já neste espaço) e a nossa casa ainda é a de 1420. Bem, Antonio Melo ficou gostando de Cristina e casou com ela. Fez uma família, que é bonita, no meio de muito sofrimento. Passaram um tempo morando no morro em frente a nossa casa. Outro período foram morar próximo à entrada do Córrego da Areia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antonio Melo, embora eu vá repetir várias vezes esse nome “Antonio Melo”, a gente, lá em casa só chamava “Tonho de Cristina” ou “Toninho de Cristina”, conseguiu emprego de tecelão na Fábrica Othon Bezerra de Melo, na Macaxeira, como grande parte dos homens e mulheres que iniciaram o populacionamento de Nova Descoberta. Aquela era uma fábrica de tecidos e tuberculosos. Ela, como as fábricas da torre e Yolanda forneceram os clientes do Hospital do Sancho por muitos anos. Quem sabe algum estudante de História queira estudar e verificar essa relação que minha memória faz. Bem, na Fábrica da Macaxeira havia um forte movimento sindical e ali trabalhavam bravos cristão-católicos jocistas. (Caso não seja meu engano, já está escrita uma dissertação de mestrado em História, na UFPE, sobre a Macaxeira).  Antonio, que havia aprendido as primeiras letras da dignidade com seus pais, logo se envolveu na luta sindical. Em março de 1964 foi preso. Isso aconteceu outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto os golpistas de 1964 procuraram por fim à luta sindical, o Vaticano enviou Dom Hélder para ser arcebispo de Olinda e Recife. Também ocorreu uma das periódicas cheias, e o Rio Capibaribe invadiu seus antigos espaços, e a chuva derrubava as casas empinadas nos morros de Nova Descoberta. Dessa conjunção e da fé ativa e transformadora de Dom Hélder, nasceu a Operação Esperança e lá estávamos, eu menino de quinze anos aprendendo e Antonio Melo, com muitos outros, organizando a reconstrução de casas e as vidas. Também foi importante a presença dos padres Jorge, Miguel e Heriberto, americanos que vieram atender as solicitações do papa João XXIII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois veio o Conselho de Moradores de Nova Descoberta. E a gente lá. Antonio veio a ser eleito Presidente do Conselho de Moradores de Nova Descoberta. Aquele foi o primeiro Conselho de Moradores que se estabeleceu na cidade do Recife. E a gente fazia eleição. E a população ia participar, para o desespero dos políticos. Para um cargo que não tinha salário e também não tinha poder nenhum, houve um ano que dessas eleições participaram mais de 5000 eleitores.  Era fazer democracia em tempo de ditadura. Eu fui crescendo naquele meio, enquanto também estudava e ia ficando professor de profissão. E teve o Encontro de Irmãos e, faz quarenta anos que, estávamos juntos, no mesmo palanque, Dom Hélder, Antonio Melo, Zildo Rocha, Reginaldo Veloso, (e eu ali também, com meus professores de democracia e sonhos sociais) no ato do Movimento por Justiça e Paz, no pátio interno da Matriz de Casa Amarela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veio a perseguição sobre os movimentos eclesiais católicos e sobre os movimentos sociais ligados a Dom Hélder; veio a perseguição à Ação Católica Operária; veio a prisão do padre Romano por causa do documento: "Nordeste, o Homem Proibido"; vieram os primeiros movimentos para restauração do sindicalismo, veio a fundação do Partido dos Trabalhadores, veio a eleição de Luiz Inácio da Silva e, nesses lugares, lá estava Antonio Melo, fiel à sua fé católica e à sua esperança socialista. Assim, sem sair muito de seu lugar – Nova Descoberta – Antonio Melo, Antonio de Cristina, como o chamamos lá em casa, pois Antonio sempre foi de Cristina, como Cristina sempre foi de Antonio, foi um construtor do Recife e das liberdades que temos nos dias de hoje. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje foi muito bom para todos que vivemos com Antonio Melo, esses recentes 50 anos de nossa História. Com ele fizemos essa história. Na manhã do dia 14 de novembro, o retirante Antonio Melo, recebeu o título de Cidadão Recifense, recebeu a medalha José Mariano. Ele disse que estava orgulhoso e feliz porque essa homenagem estava sendo prestada a todos os trabalhadores que, como ele, continuamos a sonhar com o mundo todo socialista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33402954-2666303417361503758?l=biuvicente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biuvicente.blogspot.com/feeds/2666303417361503758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33402954&amp;postID=2666303417361503758&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/2666303417361503758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33402954/posts/default/2666303417361503758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biuvicente.blogspot.com/2008/11/antonio-melo-cidado-de-nova-descoberta.html' title='Antonio Melo, cidadão de Nova Descoberta, do Recife e do mundo'/><author><name>Biu Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16556163874053147345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33402954.post-7090224321162275393</id><published>2008-11-22T08:21:00.007-03:00</published><updated>2008-11-22T10:44:47.707-03:00</updated><title type='text'>A PARTICIPAÇÃO DOS POVOS AFRICANOS NA FORMAÇÃO DO BRASIL</title><content type='html'>No dia 20 de novembro deste ano em que se comemeora 120 da publicação da lei João Alfredo, mas conhecida como Lei Áurea, que pôs fim à escravidão no Brasil; 119 anos da Proclamação da República; neste ano que comemora 60 anos da proclamação da Declaração Universal dos Direitos Humanos, particpei da Semana da Consciência Negra no Engenho Poço Comprido, na área rural de Vicência. Organnizamos um seminário para refletor com professoras da rede Municipal de Vicência e de pessoas que vieram das cidades vizianhas. Foi erguido um momumento a Zumbi dos Palmares, Herói do povo brasileiro. Às noites ocorreram manifestações de canto e danças do povo. &lt;br /&gt;No Seminário, proferi a conferência que se segue:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A PARTICIPAÇÃO DOS POVOS AFRICANOS NA FORMAÇÃO DO BRASIL &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Severino Vicente da Silva, Phd &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando fui desafiado para organizar esse dia de estudos aqui, neste lugar de produção de riquezas, pois produzia açúcar com o trabalho de muitos homens e mulheres, rapidamente pensei n que ocorrera a exatos vinte anos. Naquele tempo, era o ano de 1988 e, como diretor da Divisão de Projetos Especiais da Secretaria de Educação da Cidade do Recife, fui chamado para organizar eventos que levasse a rede de ensino a pensar sobre o significado da Abolição da Escravatura no Brasil. Era um período no qual o Brasil procurava se re-inventar, saindo que estávamos de uma ditadura e acabávamos de construir uma nova Constituição para todos os brasileiros. Era aquele um momento oportuno para discutirmos sobre as nossas origens, saber que nós somos. Organizamos um seminário como esse, realizado na cidade de Camaragibe, do qual participaram professores de 25 municípios, com o objetivo de por nas escolas a temática que hoje nos une aqui. Assim, aos poucos, mas sempre, se faz a história. Naquele ano de 88 nos lembrávamos que vinte anos antes havia sido assassinado o pastor Martin Luther King e, se comemorava, então, os quarenta anos da promulgação da Declaração Universal dos Direitos Humanos, pela ONU. Esses fatos todos estão relacionados e, no seu conjunto mostram o quanto nós mudamos e o quanto haveremos de mudar. Ainda há muito que fazer para alcançarmos a aurora da humanidade.&lt;br /&gt;Faz vinte anos que escrevi o texto que se segue: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não havia trabalho em que ele (o negro escravizado) nõo seja aproveitado. Ele derruba a mata, limpa os campos, prepara o sôo, limpa o roçado, faz o corte, carrega os frutos, movimenta as máquinas, vê a qualidade do produto, cuida dos animais, acompanha o movimento das galinhas, limpa os animais, pesca, caça, prepara a comida, carrega a água, cozinha os alimentos, lava os pratos, corta a lenha, costura, engoma, prepara o coxim, dá banho nas crianças, cuida dos velhos, prepara os remédios, carrega os recados, rema os barcos, conta história para as crianças dormirem, canta pra embalar, leva os dejetos para fora de casa, vende os produtos do engenho, produz doces, prepara bolos, vende o corpo, etc. A lista é cansativa." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que hoje eu poria algumas atividades a mais. Joaquim Nabuco escreveu que não há nada nesse país que não tenha sido tocado pela mão do negro, embora a sociedade tenha se recusado a reconhecer essa enorme contribuição dos povos que foram trazidos do continente africano e, ainda que contra os seus desejos, construíram, juntamente com os índios e com os seus senhores, o que hoje se conhece como Brasil. Nessa soma social, o reconhecimento maior tem sido para os descendentes do grupo de tradição européia, em detrimento dos descendentes dos muitos povos indígenas e dos muitos descendentes dos povos africanos. Esse não reconhecimento exige dos não reconhecidos um comportamento atento e ativo, um constante lembrar de sua existência e de sua dignidade, maneira que se desincumbam de mais essa tarefa: cuidar da unidade da nação, forçando o grupo dominante a diminuir o fosso que quer aumentar a separação entre os brasileiros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escravidão, ensinava Joaquim Nabuco, trouxe malefícios para todos no Brasil. Ainda temos que conviver com o desrespeito que herdamos daqueles tempos no qual, homens e mulheres eram tratados como coisas; ainda teremos que muito realizar para que nos alimentemos orgulhosamente do nosso passado. As marcas que trazemos desde a nossa formação, antes de nos libertarmos do Império português, as marcas que nós mesmos criamos, durante o Império brasileiro, por termos mantido o regime escravocrata, deve ser superadas com a mesma ginga, com a mesma sagacidade de nossos antepassados recentes, que se impuseram gradativamente “ao mundo que o português criou”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas escolas, quase sempre aprendemos que a contribuição dos negros para a formação do Brasil está ligada à culinária, aos lazeres, seja nas danças, seja nas músicas. Claro que nos orgulhamos de termos construído a química das feijoadas, dos acarajés, do vatapá, do xinxim de galinha, do bobó, das buchadas, e de tantas outras delícias, criadas pela inteligência de nossas antepassadas e dos nossos antepassados.  Mas essas são contribuições sem autores, pois elas são resultados de trabalhos coletivos, realizados no anonimato das cozinhas das casas grandes, ou dos terreiros das senzalas. Sim, nos orgulhamos da dança guerreira da capoeira, gestada nos engenhos e nas cidades, a partir do balanço do corpo, utilizando-o como arma contra aqueles que desejam o corpo apenas como máquina de produção de riqueza; também temos orgulho da cores que pusemos nos cortejos das procissões de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos e os transformamos nos Maracatus de Baque Virado que enchem as ruas e o ar de cores, movimentos e sons; ficamos orgulhosos quando acompanhamos os Afoxés, levando os orixás para passear, agora sem a necessidade de estarem sincretizados com as tradições religiosas católicas, embora não se renegue de todo a dupla pertença religiosa, pois sabemos que cada um tem o direito de escolher a sua própria religião, pois a religião não é coisa de cor; mesmo porque, orixás de povos inimigos nas terras africanas aqui tiveram que conviver entre si e com os espíritos que já habitavam aqui bem antes dos santos trazidos pelos europeus dos orixás vindos da África. E se nos desfiles do Maracatu de Baque Virado encontramos um Taxua ou Arreamá, são muitos os negros e mestiços que lá encontramos. E até decisões esdrúxulas dos que se arvoraram no direito de definir o que é maracatu, puseram no cortejo dos caboclos as calungas do Baque Virado .  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nosso orgulho saber que muitas palavras que usamos no dia a dia de nossas vidas foram trazidas por nossos antepassados e antepassadas que vieram forçados, da África. São muitas as palavras e, principalmente, o esse jeito meloso de falar, esse português que não é mais o de Portugal, uma vez que a convivência conosco tirou o travor dos senhores que foram seduzidos pelo jeito de falar de quem não freqüentou a escola. Sabemos de onde vem esse adocicamento dos diminutivos que tornaram a língua portuguesa falada no Brasil uma montanha de carinho gerada em um universo de dores e sofrimentos. Talvez isso veio a ocorrer pelo fato de os portugueses não terem criado escolas  nessas terras porque eles não queriam que nós nos tornássemos o que hoje somos: um povo que inventou a sua própria maneira de falar, de cantar, de dançar, de relacionar-se, etc. Gilberto Freyre chegou a dizer que nós já temos uma civilização que nos diferencia das demais, indo mais além que Darcy Ribeiro que nos chama de Povo Novo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas talvez já seja o tempo de nos apoderarmos de nossa história, a História do Povo Brasileiro, esse povo mestiço; somos um povo e uma civilização com nossas crenças mestiças, com nossas expressões lingüísticas mestiças, com nossas epidermes mestiças, com nossos andares mestiços, com nossos brinquedos mestiços, com nossas tradições mestiças. Será que há algo nessa nossa vida que não seja mestiço? Sim, ainda há muita coisa entre nós que se recusa mestiçar-se. Uma delas, importantíssima, é a escola e o que ela ensina. Enquanto tudo ao nosso redor é mestiço, a escola, e o que ela produz e reproduz (mais reproduz que produz), se recusam a serem mestiças, pois ela só deseja ensinar a tradição européia. As outras tradições ela rejeita, põe em segundo plano. E isso acontece no idioma e na história. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa primeira opção, a do idioma, foi uma decisão tomada na época em que Portugal ainda dominava essas terras; foi uma decisão do primeiro ministro português, o Marquês do Pombal, que proibiu o ensinou de outro idioma além do português. Temia, o ministro de dom José I, que a Língua Geral, falada em todo o Brasil, viesse a ser um ato de separação da principal colônia do Império Português.  Assim. Desde o século XVIII foi definido que não se podia ter outra forma oficial de expressão lingüística que não aquela utilizada pelos portugueses. Agora, essa disposição pombalina acabou por ser um caminho comum para nos comunicarmos e promover mudanças, ao mesmo tempo em que nos deu um idioma comum para tratar com as regiões de onde vieram alguns de nossos antepassados. Ainda hoje, com uma explicação de que devemos manter nossos povos unidos, vivemos a realizar acordos ortográficos nos quais os portugueses ainda pretendem nos impor o seu jeito de falar, como se ainda fôssemos sua colônia. Lamentavelmente ainda há quem pense assim nos escalões decisórios.&lt;br /&gt;Mas a segunda opção, a que definiu qual é a nossa história, deve ser creditada aos que dirigem o Brasil desde 1822, pois desde aquele ano os portugueses não têm mais poder sobre as leis e os costumes dos brasileiros. Mas aqueles brasileiros que proclamaram a independência ao puseram fim à escravidão, libertaram-se de Portugal, mas não libertaram os trabalhadores brasileiros. E é por isso que os trabalhadores brasileiros não entram nos livros nem nas aulas de história. Muitos de nós sofemos muitos para entrar na escola e sofremos ainda dentro delas, especialmente se não nos curvamos aos sistemas de favores que ela ensina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante anos os heróis brasileiros eram portugueses: Dom Manuel, Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral, Frei Henrique, Dom João III, Mem de Sá, Manuel da Nóbrega, José de Anchieta, Marques do Pombal, Domingos Jorge Velho, e outros. Foram muitas as gerações de brasileiros que aprenderam a gostar dessas pessoas, mas analisando bem, veremos que todas elas sempre estiveram pensando em como arrancar o maior lucro possível do Brasil para o bem de Portugal. E como nos contaram pela metade essa história!!! Pode-se observar esse encaminhamento na obra Pequena História do Brasil, escrita pelo Dr. Joaquim Maria de Lacerda, que teve a sua segunda edição publicada em 1880 , mas que foi utilizada nas nossas escolas até os anos cinqüenta do século passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí, de vez em quando aparecia na lista dos heróis das escolas algumas pessoas que não estavam cem por cento interessadas no bem do Império português, mas essas pessoas eram apresentadas de maneira oblíqua, e seus nomes vinham sempre acompanhados de pequenas histórias que diminuíam as suas estaturas, os seus feitos. Os homens portugueses que escreveram a história do Brasil, assim como os seus representantes atuais, sempre contaram a nossa história de maneira a nos humilhar, a nos fazer ter vergonha de sermos brasileiros. Por isso quase não se mencionava Ganga Zumba e seu sobrinho Zumbi (nesse caso, quem fala de Zumbi, agora definido como Herói nacional, esquece de dizer que ele nasceu no Brasil e não na África), poucos sabem da existência e ensina da bravura e valentia do negro Henrique Dias (morto em 1662), na guerra da Restauração de Pernambuco, enquanto se berra ao mundo o senhor de engenho João Fernandes Vieira; do mestiço André Vidal de Negreiros(1606-1680), naquela mesma guerra; da Vida de Chico Rei (século XVIII, Congo – Minas Gerais), organizador da grupos de negros nas Minhas Gerais; pouco conhecidos são os negros Manuel Faustino dos Santos, João de Deus, Luiz Gonzaga das Virgens, mentores e mártires da Conjuração Baiana de 17998; superficialmente se fala da liderança do Manoel Francisco dos Anjos – o Negro Manoel Balaio, na luta contra os coronéis da Guarda Nacional do Maranhão; do Pedro Pedroso de Paudalho, resistente na defesa dos interesses de Pernambuco, quando os grandes proprietários já haviam desistido de uma independência ligada com os interesses dos não proprietários; do mestiço Antonio Borges da Fonseca, intelectual da Revolução Praieira; da criatividade e competência do engenheiro Cruz de Rebouças, construtor de pontes no Brasil e na África; do heroísmo de do negro Marcilio Dias na batalha do Riachuelo, defendendo solitariamente o seu navio e a sua pátria; das lutas pelo fim da escravidão do negro José do patrocínio e de Luiz Gama; poucos sabem que Castro Alves (1847- 1871), o poeta do Navio Negreiro, é um mestiço como sangue negro; são tão poucos os que se lembrar de que o maior escritor brasileiro, Machado de Assis (1839-1908), é um mestiço; e quem já ouviu falar no poeta Cruz e Souza (1861-1898. E que dizer do “Almirante Negro” o marinheiro João Cândido que enfrentou, com seus companheiros, à marinha brasileira, vinte anos após 1888, para dizer que homens livres não recebem castigos físicos.  São tantos os negros e mestiços, negras e mestiças que tiveram papel importante na formação de nossa nacionalidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há outros construtores do Brasil, gente como ainda pouco conhecida, de um panteão de artistas que traduzem as nossas angústias em poesia, canções e danças. Criadores de nossa cultura, uma cultura mestiça, criadores de maneiras novas de tocar instrumentos, arranjar músicas, pessoas como Pixinguinha, Cartola, Paulinho da Viola, Lupercínio Rodrigues, mais conhecidos porque foram tocados nas emissoras de rádio e televisão, esses outros criaram um mundo que, no dizer de Vinícius de Morais, “se é branco na poesia, é negro demais no coração”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que poderíamos dizer e quantos nomes escreveram e escrevem a história dos muitos esportes brasileiros, desde o mais popular futebol até à ginástica ritmica e artística. São muitos os nomes, são muitos os espaços que estão sendo ocupados ppor muitos negros e mestiços brasileiros. É tempo de dizermos essas realizações em tom mais malto, em "tom maior" como já nos chamou a fazer, o sambista Martinho da Vila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se nos voltássemos para o que se decidiu não ensinar sobre as nossas tradições mais antigas, a dos nossos avós índios, é que veremos aumentar a nossa consciência de que a nossa escola nos ensina ser apenas brasileiros de um terço, o terço europeu. Quase ninguém sabe quem foi Aimberê, Piragibe, Junduí, que lutaram até a sua morte na defesa de sua terra, na defesa da liberdade de suas tribos e de seus povos. Temos que parar de repetir o que os europeus disseram nos séculos passados como o objetivo de que nós tivéssemos vergonha de nós mesmos. É tempo de mudar essa história, essa maneira de contar a nossa história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Para se ter uma idéia do que a escola é capaz de fazer, tomemos o exemplo do Marechal Rondon (1865-1958). Ele nasceu em uma tribo, filho de pai Bororo e mãe índia Terena, mas foi criado por um militar no Rio de Janeiro. Embora Rondon seja o grande defensor dos índios da Amazônia, desde o Mato Grosso, onde nasceu, ele não se dizia índio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu estou pretendendo dizer é que devemos exigir que nossas escolas ensinem todas as nossas tradições de maneira igualmente respeitosa. Os professores e as professoras de história, as professoras e professores das séries iniciais, os autores de livros didáticos, devem parar de ensinar-nos que tal grupo é preguiçoso, que aquele é dado a festas, etc. Todos os povos só trabalham com alegria quando podem usufruir das riquezas que produzem. Não trabalhar quando não se recebe o pagamento; recusar-se a ser explorado indefinidamente não é preguiça, é coragem! Essa é uma ação que afronta a vontade do opressor que se vê diante da ação voluntariosa daquele oprimido que se levanta contra a ordem opressora. &lt;br /&gt;Somos mestiços devemos saber quais as nossas origens para poder nos orgulharmos dela. Temos direito aos nossos heróis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O título dessa nossa conversa é a “participação dos africanos na história do Brasil”, e esses termos nos levam a meditar de maneiras múltiplas. Vamos considerar o que nos disse José Bonifácio de Andrade e Silva a respeito da vida e da permanência dos africanos no Brasil. Dizia ele, em 1823, um ano após a independência do Brasil, que entre 1817 e 1823, haviam entrado no país, quarenta mil escravos, sem que esse fato causasse aumento significativo na população de escravos.  Podemos entender que havia tão grande número de mortes de escravos que não poderia haver crescimento de sua população.  Autores como Celso Furtado e Caio Prado Junior, Roberto Simonsen, calculam que um africano que aqui chegava como escravo, levado ao eito constante do trabalho, vivia em média entre 7 e 8 anos. Nesse período, o período do Império português, a principal contribuição do africano foi principalmente a produção de riqueza, seja na lavoura da cana, seja na coleta de metais e pedras preciosas. Embora não muito, é provável que após a chegada dos reis portugueses ao Brasil e, principalmente depois de 1831 e 1845, as condições de trabalho tenham tido algumas modificações e criado condições para uma reorganização das condições de vida dos negros. As exigências da Revolução Industrial inglesa, as pressões humanitárias, o crescimento da concessão e compra de alforrias, geraram novas maneiras de sociabilidades nas relações entre nossos avoengos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Essas novas maneiras fizeram crescer o número de alforrias concedidas, de maneira que, estudos recentes mostram, o aumento de homens livres nos engenhos, especialmente esses da Mata Norte de Pernambuco. Embora a principal mão de obra dos engenhos fosse escrava, havia em seu entorno um mundo de homens livres e libertos, produtores da alimentação imediata dos engenhos. Manuel Correia de Andrade, em seu famoso livro, A terra e o homem no Nordeste já aponta nesta direção, fazendo coincidir esse fenômeno com a expansão da cultura do algodão na região.  Estabelecimento das usinas não foi tão eficaz quanto se desejou, mas, ao contrário, fez crescer o fenômeno de uma modernização conservadora que, mais tarde, favoreceu o crescimento do latifúndio em uma região que tendia às pequenas e médias propriedades, ainda no início do século XX. A existência de uma cidade como Vicência, é resultado de uma economia de comerciantes e não de latifúndio. Dona Vicência, que em sua casa albergava comerciantes vindos desde a Paraíba e o Ceará em direção das grandes feiras que ocorriam em Goiana, são símbolos de uma época anterior ao Pró-álcool e ao Bio-combustível. Mas, desde o tempo dos engenhos de bangüê, que se tornaram de fogo-morto na época dos engenhos centrais e das primeiras usinas, sabemos que a mão de obra que trabalhavam nessas fábricas de açúcar eram de negros e mestiços. Necessário que sejam feitos estudos para realçar a presença desses homens e mulheres que, saídos do eito da cana, para onde voltam a cada dia, vêm construindo novas maneiras de viver, dançar e cantar as ações humanas. Mestiços como Baracho, popularizador na Ciranda; mestiços e negros como Manoel Ribeiro, Aprígio Pinobá. João Paulino, Zé Liberato, Boquinha, Antonio Dias, Euclides Bolo, Zé Berto, Aprígio Gabriel, Biu Pequeno, Cobrinha, Caúca, Manoel Trapiné, Zé Duda, Mane Salustiano, Luiz Paixão, Zé Batista, Biu Roque, Biu Alexandre e muitos outros que são conhecedores do seu povo, intelectuais, cantadores e artistas de seu povo. Eles que mantêm as tradições das Cirandas, dos Cavalo Marinho, do Maracatu de Baque Solto e tantas outras brincadeiras e aspectos de nossa cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso é o que somos. A participação do negro na história do Brasil não se dá, nem ocorreu apenas nos trabalhos físicos, no 
