quarta-feira, junho 17, 2009

Jerry Ribamar Adriano

“Ninguém poderá julgar-me nem mesmo tu, mas a verdade é malvada eu sei..”
Esses são versos cantados por Jerry Andriano cantava nos anos sessenta, nos embalos da Jovem Guarda, em um tempo em que eram bastante populares as versões italianas. Jerry Adriano já não canta que não poderá ser julgado, mas agora quem canta esse verso é o atual presidente do Senado que, em lamentoso e lamentável discurso, disse que a sociedade brasileira não pode julgá-lo. No século XXI, escutamos ecos da nobreza que não admitia pagar impostos, afirmavam-se acima dos mortais comuns, o que o caso dos reis, que eles não prestariam contas de seus atos, senão à divindade. Os estamentos superiores não poderiam ser julgados, de maneira alguma, pelos setores inferiores da sociedade. “Não posso admitir ser julgado, ser acusado, especialmente após tantos anos de serviços prestados à sociedade”. E tem servido ineterruptamente a maio século, a auxiliar a todos os governantes desde então. Bem, penso Carlos I da Inglaterra (século XVII) e Luiz XIV (século XVII) da França, assim pensavam. Vemos como está atualizado o líder dos governos militares. Mas não só ele pensa que apenas Deus deve julgar os governantes por seus atos.

Pois bem, eu estava pensando sobre esse tema e nessa direção, alguma coisa sobre a pretensão desse destemido líder que tornou o Maranhão um dos estados mais ricos deste Brasil. Eu bem que queria criticar o moderno coronel dos Maribondos de Fogo, mas enquanto eu pensava fazer tais coisas, eis que o presidente da República do Brasil, lá do outro lado do mundo, veio em socorro do senador que tem uma boa parte da família na folha do pagamento do Senado Federal. Defendeu Sarney e chamou de "denucismo" essas notícias que mostram como o Senado está funcionando a favor de alguns parentes e amigos dos senadores, com troca de presentes e oferta de empregos, até mesmo para quem vive na Espanha.

Como vou eu criticar o presidente Sarney se o presidente Luiz Inácio da Silva vem e diz que ele, Sarney, não pode ser visto como um homem comum. Lula entende que Sarney não é um homem como milhões de brasileiros que podem vir a ser julgados por seus atos; Sarney está acima do bem e do mal. Assim, eu deveria calar meus pensamentos sobre José Ribamar para não ofender um percentual de brasileiros que não podem entender que se pense diferente do grande líder. Afinal ele “é o cara” e tem sido aconselhado por aquele outro “cara”. E essa conversa toda pode ficar cara.

Porém, é preciso discutir todas as possibilidades da vida. As nossas possibilidades de erros com as conseqüèncias que advém, inclusive julgamentos diários em nossas vidas profissionais, e jamais esquecer que todos os que assumiram cargos públicos, nos regimes democráticos, estão sempre sob avaliação. Ainda que sejam presidentes de Senado ou de Rpúblicas. Seus atos são conforto para alguns e direcionam o tipo de sociedade de eles almejam criar, ou indicar aos seus companheiros-cidadãos.

2 comentários:

Anônimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
WALTER JORGE DE FREITAS disse...

EPA MESTRE, esqueci de me identificar. O comentário anterior foi enviado por WALTER JORGE DE FREITAS - PESQUEIRA-PE.