sábado, outubro 11, 2008

Belém do Sao Francisco, Recife e Curitiba

Estou na cidade de Belém do São Francisco, bem na margem do rio que antigamente corria caudaloso,mas agora está amansado pelas barreiras que lhe foram imostas pelos homens. Antes, o rio modelou a natureza, abrindo caminhos e criando possibilidades de vida. Isso foi feito sem a sua intenção, penso, pois não se encontrou ainda o diário ou páginas avulsas contando os projetos das águas que saíram silenciosamente das serras mineiras psra estender-se no azul esverdeado do Atlântico nas Alagoas. E estou aqui para viver a honra de iniciar um projeto que está oferecendo a professores da rede pública estadual realizarem um curso de especialziação. Cursos semelhantes estarão sendo realizados no Recife, em Caruaru. Está previsto a participação de cerca de 2000 professores. além dos cursos de especialização também irão ser ministrados cursos de atualziação Isto é ótimo, pois está pondo para uma atualização de conhecimentos professores que, eu ouvi, estão em sala de aula um tempo equivalente a duas década. Estamos muito atrasados nessa política de atualização do conhecimento, o que faz com que professores repassem para seus alunos, no início do século XXI, conhecimentos que receberam na penúltima década do século XX. É uma defasagem enorme. É incrivel como não se oferece possibilidade de atalziação dos professores e não se lhes oferece tempo para estudar. Vamos eseprar que essa política continue.

Aqui em Belém do São Francisco o curso é de responsabilidade do Centro de Formação de Ensino do Vale do São Francisco, um autarquia que tem três décadas de atividades. e atende a cidades de Pernambuco, Bahia, Alagoas. O CESVASF é quase um oásis de esperança em uma área em que a tradiçao do mandonismo, a novidade da violência do tráfego de drogas fortalecido pela a ausência do Estado, temeroso em exercer a sua obrigação de oferecer segurança, educação e saúde à população. O mesmo medo que sinto no comportamento de meus alunos que temem ficar até o final da aula, encontro nesses professores. Eles vivem e atuam em Cabrobó, Santa Maria da Boa Vista, Floresta, Cedro, Salgueiro, Petrolina, São José do Belmonte,Tacaratu, Jatobá e, do Agreste, um professor de Alagoinhas. Todos mencionaram o medo das estardas, um temor com o qual alguns lidam diariamente, quando saem de suas casas para as escolas. Nada lhes garante que foras-da-lei deixaram de agir contra eles. Cada um tem uma história para contar nas estardas, despoliciadas e com asfalto raro e buracos permanentes. Mas muito me alegrei por participar desse re-encontro com os bancos escolares de professores em carteiras estudantis.

Enquanto isso, nesta tarde ocorreu o lançamento do segundo livro de Valéria Vicente, um livro que conta a aventura de dois pré-adolescentes na descoberta do Maracatu de Baque Virado na periferia do Recife. O livro foi publicado pela Edições Bagaço. Tâmisa Vicente, sua irmã, está em Curitiba apresentando algumas reflexões sobre o turismo cultural, em um encontro internacional.

2 comentários:

Lanna Lopes disse...

Querido Biu!!

Quão bom saber que, para vc., "o CESVASF é quase um oásis de esperança".
Quão bom também seria se outros olhares se voltassem para essa região que tanto busca o melhor remédio para quase todos os males: a educação.

Chicohistoriador disse...

Olá biu, é um prazer ler mais um vez seus comentários precisos e coerentes. Sou aquelo professor do Agreste que você cita neste blog. Contuto, sou de Cachoeirinha e não de Alagoinha.
Um Abraço, Francisco José